Esta data, 27 de junho, é importante para refletirmos sobre essa deficiência, que tem suas particularidades e que compromete duas funções sensoriais: a visão e a audição.
Nos faz pensar sobre como seria nossa vida sem poder ver e ouvir. Qual é a importância desses dois sentidos em nossa vida? Até que ponto essas deficiências limitam a vida de uma pessoa?
Para os educandos com surdez e cegueira, a comunicação utilizada é a Libras tátil, também conhecida como “mão na mão”, onde os sinais são percebidos através do toque. Nesse método, a pessoa surdocega coloca as mãos sobre as mãos do sinalizante para sentir os movimentos e formas dos sinais. Por outro lado, a Libras em campo reduzido é utilizada para pessoas com baixa visão. Nesta modalidade, os sinais são feitos em um espaço visual menor e mais próximo do rosto ou do tronco do sinalizante, permitindo que a pessoa com baixa visão perceba os movimentos e formas dos sinais de maneira mais clara e eficaz.
O processo de aprendizagem dos educandos surdocegos não deve ser medido em tempo, pois cada sujeito tem seu próprio ritmo. Antes de tudo, é necessário construir uma relação de confiança entre o educador e o educando. Somente depois vem a prática propriamente dita, que enfrenta desafios únicos.
Estima-se que haja 1.200 pessoas surdocegas no Brasil. A perda da audição e da visão podem ser causadas por diversos fatores, entre eles a Síndrome de Usher (USH), uma doença hereditária da Retina que também leva à perda auditiva. A pessoa com deficiência visual e auditiva enfrenta desafios cotidianos, sendo essencial efetivar sua inclusão. A comunicação coloca-se como uma barreira que precisa ser superada. Por isso dar luz ao Dia Internacional da Pessoa Surdocega é tão importante.
Fonte: https://estado.sc.gov.br/noticias/dia-da-pessoa-com-surdocegueira-atendimento-especializado.