Celebrado em 27 de setembro, o Dia Nacional da Doença de Huntington foi instituído no Brasil pela Lei nº 14.607/2023 com o objetivo de ampliar a informação e a conscientização sobre essa condição, estimular a pesquisa e contribuir para o debate sobre a atenção integral às pessoas com a doença e seus familiares.
A Doença de Huntington (DH) é uma enfermidade genética, hereditária e neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central. A condição pode provocar alterações nos movimentos, na capacidade cognitiva, no comportamento e no humor. Por ser uma doença progressiva, as manifestações podem se intensificar ao longo do tempo e variar de uma pessoa para outra, inclusive entre integrantes de uma mesma família.
Sintomas
Os primeiros sinais surgem na vida adulta e podem aparecer de forma gradual. Entre as manifestações estão movimentos involuntários, conhecidos como coreia, alterações na coordenação e no equilíbrio, dificuldades de concentração, planejamento e memória, além de mudanças de humor e comportamento, como irritabilidade, ansiedade e depressão.
Com a evolução da doença, podem ocorrer maior dificuldade para caminhar, falar e realizar atividades cotidianas, além de alterações na deglutição. É importante destacar que sintomas semelhantes podem estar relacionados a outras condições, sendo necessária avaliação profissional para estabelecer o diagnóstico adequado.
Diagnóstico
O diagnóstico envolve a avaliação dos sinais e sintomas, histórico clínico e familiar, além de exames neurológicos e, quando indicado, teste genético. A investigação deve ser realizada por profissionais especializados, podendo envolver neurologistas, geneticistas, psicólogos e outros integrantes de uma equipe multiprofissional. Exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, podem ser utilizados em determinadas situações para auxiliar na investigação e excluir outras condições.
Por se tratar de uma doença hereditária, o aconselhamento genético possui papel importante para pessoas com histórico familiar de Huntington. A avaliação permite compreender os riscos de transmissão da alteração genética e receber orientações antes da realização de testes genéticos ou de decisões relacionadas ao planejamento familiar.
Tratamento e cuidados
Atualmente, não existe cura ou tratamento capaz de interromper a progressão da Doença de Huntington. O cuidado é direcionado ao controle dos sintomas, à manutenção da autonomia e à melhoria da qualidade de vida.
O acompanhamento pode envolver medicamentos para determinadas manifestações, além de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicoterapia, acompanhamento nutricional e suporte de outros profissionais de saúde, de acordo com as necessidades de cada pessoa. O cuidado multiprofissional também contribui para prevenir complicações e auxiliar familiares e cuidadores.
Prevenção e conscientização
Por ser uma doença genética hereditária, não é possível prevenir o desenvolvimento da Doença de Huntington em uma pessoa que possui a alteração genética. Entretanto, o aconselhamento genético pode auxiliar indivíduos e famílias a compreenderem os riscos de transmissão e as possibilidades de acompanhamento.
A informação e o diagnóstico adequado são fundamentais para reduzir o estigma, favorecer o planejamento dos cuidados e proporcionar maior suporte às pessoas com Huntington, seus familiares e cuidadores. A data de 27 de setembro reforça, portanto, a importância da conscientização e da atenção integral às pessoas afetadas pela doença.
A Estação OTICS-Rio Padre Miguel apoia a divulgação de informações de saúde e o fortalecimento das ações desenvolvidas no território, contribuindo para a disseminação de conhecimentos e para a promoção da saúde da população.
Fontes:
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. 27/9 – Dia Nacional da Doença de Huntington. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://bibliosus.saude.gov.br/27-9-dia-nacional-da-doenca-de-huntington/. Acesso em: 24 set. 2026.