Durante o mês de setembro, a campanha amplia o debate sobre a saúde mental e a prevenção ao suicídio, incentivando a sociedade a falar sobre sofrimento psíquico, acolhimento, escuta e busca por ajuda. A iniciativa reforça que cuidar da saúde mental é parte fundamental do cuidado integral com a saúde e que situações de sofrimento podem e devem ser acompanhadas pelos serviços de saúde.
O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, integra esse movimento de conscientização. Conforme o Ministério da Saúde, o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial, que pode atingir pessoas de diferentes idades e contextos sociais. Por isso, a prevenção exige atenção aos sinais de sofrimento, fortalecimento dos vínculos e acesso oportuno aos serviços de saúde.

Falar sobre saúde mental também é prevenção.
Mudanças importantes no comportamento, isolamento social, sentimentos persistentes de desesperança, sofrimento intenso ou manifestações relacionadas à vontade de morrer merecem atenção. Esses sinais não devem ser interpretados isoladamente, mas podem indicar que uma pessoa precisa de acolhimento e apoio.
Nessas situações, é importante evitar julgamentos e oferecer uma escuta respeitosa. Conversar de maneira aberta, demonstrar disponibilidade para ouvir e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes que podem contribuir para a proteção e o cuidado.
A prevenção também passa pela construção de ambientes onde as pessoas possam falar sobre seus sentimentos e dificuldades sem medo de preconceito ou estigmatização. Cuidar da saúde mental é uma responsabilidade compartilhada, envolvendo indivíduos, famílias, comunidades e os serviços de saúde.
Saúde mental no SUS
No Sistema Único de Saúde (SUS), o cuidado em saúde mental é organizado principalmente por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
A rede reúne diferentes serviços e pontos de atenção, articulando a Atenção Primária à Saúde, serviços especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de urgência e emergência e atenção hospitalar, conforme as necessidades de cada pessoa.
A Atenção Primária à Saúde possui papel fundamental nesse processo, sendo uma importante porta de entrada para o cuidado. Nas unidades de saúde, profissionais podem acolher pessoas em sofrimento, identificar necessidades, acompanhar situações de saúde mental e, quando necessário, articular o cuidado com outros pontos da RAPS.
O modelo de atenção do SUS valoriza o cuidado em liberdade, a dignidade, os direitos humanos, a autonomia e a inserção das pessoas em seus territórios e comunidades. Dessa forma, o cuidado em saúde mental não se limita ao tratamento de transtornos, mas também envolve ações de promoção da saúde, prevenção, acompanhamento e fortalecimento dos vínculos sociais.
Procurar ajuda é um ato de cuidado
O Setembro Amarelo representa uma oportunidade para reforçar uma mensagem importante: ninguém precisa enfrentar um momento de sofrimento sozinho.
Ao perceber que alguém próximo está passando por uma situação de sofrimento intenso, é importante ouvir sem julgamentos, demonstrar acolhimento e incentivar a procura por ajuda profissional. Em situações de risco imediato, a pessoa não deve ser deixada sozinha e deve-se buscar atendimento de urgência e emergência.
No SUS, a pessoa pode procurar uma unidade de saúde para receber orientação e acolhimento, além dos demais serviços que integram a Rede de Atenção Psicossocial. O cuidado deve ser construído de forma humanizada, integral e articulada, respeitando as necessidades de cada indivíduo.
Neste Setembro Amarelo, a Estação OTICS-Rio Padre Miguel reforça a importância de ampliar o diálogo sobre saúde mental, combater o estigma e fortalecer uma cultura de cuidado, acolhimento e valorização da vida. Falar, ouvir, acolher e buscar ajuda também são formas de prevenção.
Fonte:
Ministério da Saúde
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Suicídio (prevenção). Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/suicidio-prevencao. Acesso em: 2 set. 2026.