
Celebrado em 4 de setembro, o Dia Mundial da Saúde Sexual é uma oportunidade para ampliar o diálogo sobre sexualidade, prevenção de doenças, direitos, respeito e qualidade de vida. A data, reconhecida pelo Ministério da Saúde em seu calendário de saúde, reforça a importância de compreender a saúde sexual como parte integrante do cuidado à saúde e do bem-estar das pessoas.
A saúde sexual vai muito além da ausência de doenças. Envolve a possibilidade de vivenciar e expressar a sexualidade de maneira saudável, segura e responsável, com respeito à autonomia, à dignidade e às escolhas individuais. Também está relacionada à prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST), à prevenção de gestações não planejadas, ao enfrentamento da violência sexual, da coerção e da discriminação.
Prevenção e informação fazem parte do cuidado
O acesso à informação de qualidade é uma das principais ferramentas para a promoção da saúde sexual. Conhecer as formas de prevenção das IST, utilizar métodos de proteção, realizar testes quando indicados e buscar atendimento nos serviços de saúde são atitudes importantes para reduzir riscos e favorecer o cuidado individual e coletivo.
A prevenção também envolve o diálogo sobre planejamento reprodutivo, métodos contraceptivos, vacinação, acompanhamento de saúde e prevenção da transmissão vertical de infecções como HIV, sífilis, hepatite B e outras condições. O cuidado deve considerar as diferentes fases da vida e as necessidades de cada pessoa.
Outro aspecto fundamental é o respeito ao consentimento. Nenhuma pessoa deve ser submetida a relações sexuais mediante pressão, ameaça, violência ou qualquer forma de coerção. Promover saúde sexual também significa fortalecer relações baseadas no respeito, na comunicação, na autonomia e na proteção contra diferentes formas de violência e discriminação.
Saúde sexual no âmbito do SUS
A saúde sexual e reprodutiva integra uma abordagem de cuidado integral. O Ministério da Saúde destaca entre as estratégias nessa área a educação em saúde, a oferta de métodos contraceptivos, o cuidado durante a gestação, parto e puerpério, a prevenção, diagnóstico e tratamento das IST, a prevenção da transmissão vertical e o atendimento às pessoas vítimas de violência sexual.
A Atenção Primária à Saúde (APS) possui papel fundamental nesse processo. As unidades de saúde são importantes portas de entrada para orientação, prevenção, acompanhamento e encaminhamento, quando necessário. O cuidado deve ser realizado de forma acolhedora, humanizada, respeitando a privacidade, a autonomia e as particularidades de cada usuário.
Para adolescentes e jovens, esse cuidado também é especialmente importante. O acesso a informações confiáveis e a serviços de saúde contribui para que possam tomar decisões conscientes e responsáveis sobre sua vida sexual e reprodutiva, sem discriminação, pressão ou violência.
Saúde sexual é um direito
Falar sobre saúde sexual é falar sobre direitos, autonomia, prevenção, respeito e qualidade de vida. Por isso, o Dia Mundial da Saúde Sexual reforça a importância de combater tabus e ampliar os espaços de diálogo entre usuários, profissionais de saúde, famílias, escolas e comunidade.
No SUS, promover saúde sexual significa garantir acesso à informação, prevenção e cuidado integral, contribuindo para cada pessoa poder exercer sua sexualidade de maneira segura, consciente e respeitosa.
A Estação OTICS-Rio Padre Miguel reforça, nesta data, a importância da educação em saúde e da disseminação de informações confiáveis como instrumentos para a promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento do cuidado no território.
Fonte:
Ministério da Saúde
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde sexual e reprodutiva. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [2025]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-mulher/saude-sexual-e-reprodutiva. Acesso em: 2 set. 2026.