O Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado em 24 de outubro, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e da vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A data reforça a necessidade de manter a cobertura vacinal elevada e fortalecer as ações de vigilância em saúde para evitar o retorno da doença.
A poliomielite é uma doença infecciosa e contagiosa causada pelo poliovírus, que pode atingir crianças e adultos, principalmente pessoas que não estão adequadamente vacinadas. O vírus é transmitido, principalmente, pelo contato com fezes de pessoas infectadas ou por água e alimentos contaminados. Em casos graves, pode atingir o sistema nervoso e provocar paralisia permanente e até a morte.

Sintomas da poliomielite
Em muitos casos, a infecção pode não apresentar sintomas, o que dificulta a identificação da doença e favorece sua transmissão. Os sinais e sintomas podem incluir:
- Diarreia ou prisão de ventre;
- Dor de cabeça;
- Dor de garganta e dores no corpo;
- Febre e mal-estar;
- Náuseas e vômitos;
- Rigidez na nuca e espasmos musculares.
Nas formas mais graves, a doença pode provocar fraqueza muscular e paralisia flácida de início súbito, afetando os membros inferiores. Complicações que podem deixar sequelas permanentes. E diante de fraqueza muscular súbita ou suspeita de paralisia, é fundamental procurar atendimento de saúde imediatamente para avaliação e investigação.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por profissionais de saúde a partir da avaliação clínica, da identificação dos sinais e sintomas e de exames laboratoriais. A confirmação da poliomielite é feita pela detecção do poliovírus, principalmente em amostras de fezes.
A identificação e a notificação oportuna de casos suspeitos são essenciais para a vigilância epidemiológica, permitindo a investigação e a adoção de medidas para prevenir a disseminação do vírus.
Prevenção: a importância da vacinação
A vacinação é a principal e mais eficaz forma de prevenção da poliomielite. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina inativada poliomielite (VIP), conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Atualmente, o esquema de rotina infantil prevê três doses da VIP, aos 2, 4 e 6 meses de idade, e uma dose de reforço aos 15 meses. É importante conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de Atenção Primária à Saúde para verificar se as doses estão atualizadas.
Além da vacinação, medidas como lavar as mãos corretamente, consumir água tratada, higienizar os alimentos e manter boas condições de saneamento contribuem para reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas.
Tratamento
Não existe tratamento específico capaz de eliminar o poliovírus ou curar a poliomielite. O atendimento é direcionado ao controle dos sintomas, à prevenção de complicações e ao suporte clínico, conforme a gravidade do quadro. Os casos suspeitos ou confirmados exigem avaliação médica imediata, e os pacientes podem necessitar de hospitalização.
Quando há sequelas motoras, a reabilitação, incluindo fisioterapia e acompanhamento multiprofissional, pode ajudar a melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida, embora não reverta necessariamente as lesões permanentes.
O compromisso com a erradicação da poliomielite
O Dia Mundial de Combate à Poliomielite é uma oportunidade para reforçar o compromisso de profissionais de saúde, gestores e população com a erradicação da doença. Embora o Brasil não registre circulação do poliovírus selvagem desde 1990, a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para proteger as crianças e impedir a reintrodução do vírus.
A Estação OTICS-Rio Padre Miguel destaca a importância da informação, da vigilância em saúde e da vacinação como estratégias fundamentais para a proteção coletiva. Manter a caderneta vacinal atualizada é um ato de cuidado com as crianças, as famílias e toda a comunidade.
Vacinar é proteger. Manter a vacinação em dia é essencial para que a poliomielite continue longe do Brasil.
Fonte(s):
Ministério da Saúde — Poliomielite.
Ministério da Saúde — Diagnóstico e tratamento.
Referência(s):
BRASIL. Ministério da Saúde. Poliomielite. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/poliomielite. Acesso em: 24 out. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diagnóstico e tratamento. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/poliomielite/diagnostico-e-tratamento. Acesso em: 24 out. 2026.