Dia da Malária nas Américas

No dia 6 de novembro, é celebrado o Dia da Malária nas Américas, uma data que busca ampliar a conscientização sobre a doença, fortalecer as ações de prevenção e incentivar o diagnóstico e o tratamento oportunos. Em 2026, a campanha da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) destaca o compromisso com o objetivo de “Zero Malária nas Américas”, reforçando a importância da união entre governos, profissionais de saúde e comunidades para eliminar a doença na região.

A malária continua sendo um importante problema de saúde pública, especialmente em áreas onde há transmissão do parasita. No Brasil, a maior concentração de casos ocorre na Região Amazônica. Entretanto, a doença também exige atenção nas demais regiões do país, onde, apesar do menor número de notificações, podem ocorrer casos com maior risco de evolução grave.

O que é a malária e como ocorre a transmissão?

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego.

A doença não é transmitida pelo contato direto entre pessoas. Porém pode ocorrer, em situações específicas, por meio de sangue contaminado, como em transfusões ou pelo compartilhamento de seringas, além da transmissão da gestante para o bebê.

A identificação dos sinais da doença e a procura rápida por atendimento de saúde são fundamentais para evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas da malária podem variar conforme a espécie do parasita e as condições de saúde da pessoa infectada. Entre as manifestações mais comuns estão:

  • Cansaço e fraqueza;
  • Dor de cabeça e dores musculares;
  • Falta de apetite e, em alguns casos, dor abdominal ou diarreia.
  • Febre, que pode ser acompanhada de calafrios e tremores;
  • Náuseas e vômitos;
  • Suor intenso;

Em situações graves, podem surgir sinais como confusão mental, convulsões, dificuldade para respirar, prostração intensa e alterações da pressão arterial.

Atenção: Diante de febre ou de outros sintomas suspeitos, especialmente após uma viagem ou permanência em área de transmissão, procure imediatamente um serviço de saúde e informe seu histórico de deslocamento. A malária pode evoluir rapidamente, e o atendimento precoce reduz o risco de complicações.

Como prevenir a malária?

A prevenção envolve medidas individuais e ações coletivas de vigilância e controle do mosquito transmissor. Entre as principais recomendações estão:

  • Utilizar repelentes conforme as orientações do fabricante;
  • Usar roupas de mangas compridas e calças, principalmente em áreas de risco;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Utilizar mosquiteiros, preferencialmente impregnados com inseticida quando indicados;
  • Redobrar os cuidados em áreas próximas a rios, florestas e outros locais de possível transmissão;
  • Orientar-se antes de viajar para regiões com transmissão de malária.

As ações coletivas incluem o monitoramento dos casos, a vigilância epidemiológica, o controle do vetor e a ampliação do acesso aos serviços de saúde. Essas medidas contribuem para reduzir a transmissão e proteger as populações mais vulneráveis.

Diagnóstico

Realizado através de exames de sangue para identificar o parasita ou componentes relacionados à sua presença. Os métodos utilizados são a microscopia, como a gota espessa e o esfregaço sanguíneo e os testes rápidos, conforme a indicação e a disponibilidade do serviço de saúde.

O diagnóstico oportuno também contribui para reduzir o risco de agravamento e prevenir novas infecções, especialmente em localidades onde existe transmissão.

Tratamento

A malária tem cura, e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos são definidos de acordo com a espécie do parasita, a gravidade da doença, a idade, o peso e as condições clínicas da pessoa. É fundamental iniciar o tratamento o mais rápido possível após a confirmação do diagnóstico e seguir corretamente as orientações recebidas, respeitando as doses e o período indicados. A interrupção por conta própria pode comprometer a recuperação.

Os casos graves necessitam de atendimento hospitalar imediato. Gestantes, crianças, idosos e pessoas com outras condições de saúde podem apresentar maior risco de complicações e precisam de atenção especial.

O Dia da Malária nas Américas reforça que a eliminação da doença depende do acesso ao diagnóstico, do tratamento adequado, da prevenção e da participação da sociedade nas ações de saúde pública.

A Estação OTICS-Rio Padre Miguel destaca a importância da informação como ferramenta de promoção da saúde e incentivo ao cuidado. Reconhecer os sintomas, adotar medidas preventivas e procurar atendimento sem demora são atitudes fundamentais para proteger vidas e contribuir para uma região livre da malária.

Informação, prevenção e acesso oportuno aos serviços de saúde são essenciais para avançar rumo a Zero Malária nas Américas.

Fonte(s):
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS).
Ministério da Saúde — Malária.

Referência(s):

1. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Dia da Malária nas Américas 2026: Zero Malária nas Américas. Washington, D.C.: OPAS, 2026. Disponível em: https://www.paho.org/pt/campanhas/dia-da-malaria-nas-americas-2026. Acesso em: 4 nov. 2026.

2. BRASIL. Ministério da Saúde. Malária. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria . Acesso em: 4 nov. 2026.