01/7 – Dia da Vacina BCG

UITLIDADE PÚBLICA:

A vacina BCG protege contra a tuberculose – doença contagiosa, provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Foi criada em 1.921 por Léon Calmette e Alphonse Guérin, dando origem ao nome BCG.

A doença não afeta apenas os pulmões mas, também, ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

Os sintomas da tuberculose ativa do pulmão são tosse, às vezes com expectoração e sangue, falta de ar, dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre e suores, principalmente ao final do dia.

Transmissão:

Pessoas saudáveis e infectadas podem não apresentar sintomas e, mesmo assim, transmitirem a bactéria. O contágio se dá de uma pessoa para a outra, através de gotículas de saliva da garganta. O compartilhamento de objetos não oferece risco. Pessoas com o sistema imunológico comprometido têm mais chance de desenvolver a doença, em especial, a forma grave e generalizada.

Para prevenir a tuberculose é necessário vacinar todas as crianças, a partir do nascimento até os 4 anos de idade. A vacina, em dose única, é oferecida, gratuitamente, nas Unidades Básicas de Saúde.

Cuidados antes e após a vacinação:

A vacinação não requer qualquer cuidado prévio. Após a administração da vacina, na maioria das vezes, haverá uma reação no local da aplicação com posterior formação de cicatriz. É importante não colocar nenhum produto, medicamento ou curativo, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina.

Prevenção da tuberculose no Brasil e no mundo:

A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada).

No Brasil, embora a incidência de tuberculose pulmonar venha aumentando, quase não são mais registradas suas formas graves.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previna-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG.

Além das crianças, a vacina é indicada para pessoas de qualquer idade que convivam com portadores de hanseníase e estrangeiros, ainda não vacinados, que estejam de mudança para o Brasil.

Fontes:

Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP
Ministério da Saúde
Organização Panamericana da Saúde. Cartilha de vacinas
Sociedade Brasileira de Imunizações

26/6 – Dia Internacional Sobre o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas

Numa mensagem sobre este dia internacional, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que as drogas estão na origem de um sofrimento humano incomensurável, o seu consumo corrói a saúde e o bem-estar das pessoas e as overdoses causam centenas de milhares de mortes todos os anos. 

O gabinete das Nações Unidas para a Droga e para o Crime (UNODC) divulgou um relatório na quarta-feira em que salienta que o aparecimento de novos opióides sintéticos e um recorde de oferta e procura de outras drogas agravaram os impactos a nível mundial, conduzindo a um aumento dos distúrbios relacionados com o consumo de drogas e dos danos ambientais. 

De acordo com o relatório, o número de pessoas que consomem drogas aumentou para 292 milhões em 2022, o que representa um aumento de 20% em 10 anos. A cannabis continua a ser a droga mais consumida em todo o mundo, com 228 milhões de utilizadores. Esta substância é seguida pelos opiáceos, com 60 milhões de utilizadores. Estima-se que as anfetaminas tenham 30 milhões de utilizadores, a cocaína 23 milhões e o ecstasy 20 milhões. 

Jovens 

Para o secretário-geral, são as pessoas mais vulneráveis, incluindo os jovens, que sofrem os piores efeitos desta crise. As pessoas que consomem drogas e as que vivem com perturbações relacionadas com o abuso de substâncias são repetidamente vitimizadas: pelas próprias drogas, pelo estigma e pela discriminação, e por respostas severas e desumanas ao problema. 

O relatório do UNODC salienta que, embora cerca de 64 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de perturbações relacionadas com o consumo de drogas, apenas uma em cada 11 se encontra em tratamento. As mulheres têm menos acesso a tratamento do que os homens, sendo que apenas uma em cada 18 mulheres com perturbações relacionadas com o consumo de drogas está a receber tratamento, em comparação com um em cada sete homens.

Prevenção 

Guterres lembra que, enquanto foi primeiro-ministro de Portugal, implementou estratégias de reabilitação e reintegração, campanhas de educação para a saúde pública, aumento do investimento em prevenção, tratamento e medidas de redução de danos relacionados com as drogas. 

O relatório do UNODC inclui capítulos especiais sobre o impacto da proibição do ópio no Afeganistão, as drogas sintéticas, o impacto da legalização da cannabis e o “renascimento” psicadélico. O documento aborda também o direito à saúde em relação ao consumo de droga e a forma como o tráfico de droga no Triângulo Dourado está ligado a outras atividades ilícitas e aos seus impactos.

Saúde Mental

A Superintendência de Saúde Mental é a área técnica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro responsável por estabelecer diretrizes, articular ações e gerir o Programa de Desinstitucionalização e Serviços Residenciais Terapêuticos no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que é organizada a partir de sete componentes: Atenção Primária, Atenção Psicossocial Estratégica, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Atenção Hospitalar, Estratégias de Desinstitucionalização e Estratégias de Reabilitação Psicossocial.

A RAPS tem como finalidade a atenção à saúde para pessoas, chamadas de cliente, com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas no Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como diretrizes o respeito à liberdade, a promoção da autonomia e da cidadania, combate ao estigma/preconceito, reconhecimento dos condicionantes e determinantes sociais da saúde, garantia da equidade e a integralidade do cuidado. A prioridade da RAPS é a construção de uma rede de serviços substitutiva ao hospital psiquiátrico, garantindo atenção em saúde mental de base comunitária/territorial e a desinstitucionalização de pacientes longamente internados.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são unidades para acolhimento às crises em saúde mental, atendimento e reinserção social de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e/ou com transtornos mentais decorrentes do uso prejudicial de álcool e/ou outras drogas. Os CAPS oferecem atendimento interdisciplinar, composto por uma equipe multiprofissional e atua em articulação com as demais unidades de Saúde e com outros setores (Educação, Assistência Social, etc.), sempre incluindo a família e a comunidade nas estratégias de cuidado.

O acesso aos CAPS pode ser feito por demanda espontânea, por intermédio de uma unidade de atenção primária ou especializada, por encaminhamento de uma emergência ou após uma internação clínica/psiquiátrica. Os CAPS funcionam de segunda a sexta, com atendimento das 8h às 17h. Os CAPS III tem funcionamento 24h, durante os sete dias da semana, oferecendo a possibilidade de acolhimento noturno para quem já é atendido, conforme avaliação da equipe.

A Prefeitura do Rio conta com 18 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 6 Centros de Atenção Psicossocial Álcool Outras Drogas (CAPSad) – dois deles com unidades de acolhimento adultos (UAA) – e 7 Centros de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), totalizando 31 unidades especializadas próprias. Outras 3 das redes estadual e federal completam a rede de 34 CAPS dentro do município do Rio de Janeiro.

 

Fontes: ONU alerta para aumento do uso de drogas e impactos globais – Nações Unidas – ONU Portugal (unric.org) 

              Saúde Mental – www.rio.rj.gov.br

 

30/05 – Dia Mundial da Esclerose Múltipla

Nesta quinta-feira, 30/5, é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, uma data importante para conscientizar e aumentar a visibilidade sobre a doença.

O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune. As células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares.

Segundo o Ministério da Saúde, “a enfermidade acomete mais mulheres, entre 20 e 40 anos, em uma proporção de duas mulheres para cada homem diagnosticado. No Brasil, estima-se que cerca de 35 mil pessoas convivam com a Esclerose Múltipla.”

Quais são os sintomas?

Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, os principais sintomas são:

  • Fadiga
  • Alterações Fonoaudiológicas
  • Transtornos Visuais
  • Problemas de Equilíbrio e Coordenação
  • Perda de equilíbrio
  • Tremores
  • Instabilidade ao caminhar (ataxia).
  • Vertigens e náuseas.
  • Falta de coordenação
  • Espasticidade (rigidez de um membro ao movimentar-se, principalmente os membros inferiores)
  • Transtornos Cognitivos (levam mais tempo para memorizar as tarefas e possuem mais dificuldades para executá-las)
  • Transtornos Emocionais (sintomas de depressão, de ansiedade, de humor, de irritação)

29/5 – Dia Mundial da Saúde Digestiva

Todos os anos, a World Gastroenterology Organization (WGO) promove o Dia Mundial da Saúde Digestiva, em 29 de maio – uma campanha global de saúde pública, a fim de aumentar a sensibilização para a prevenção, diagnóstico, gestão e tratamento de doenças ou distúrbios digestivos em todo o mundo. O tema de 2024 “Sua Saúde Digestiva: faça disso uma prioridade” pretende enfatizar a importância da saúde digestiva para promover o bem-estar geral e a qualidade de vida.

O sistema digestivo serve como porta de entrada para a nutrição, absorvendo nutrientes vitais essenciais para sustentar as funções corporais e promover uma saúde ideal. Ao tornar a saúde digestiva uma prioridade, os indivíduos capacitam-se para gerir proativamente o seu bem-estar, mitigando o risco de distúrbios gastrointestinais e complicações associadas. Uma dieta equilibrada e nutritiva, aliada a escolhas de estilo de vida que apoiem o bem-estar digestivo, não só melhora a saúde física, mas também contribui para o equilíbrio mental e emocional.

Além disso, priorizar a saúde digestiva promove uma abordagem proativa aos cuidados de saúde, permitindo a detecção e intervenção precoces em caso de potenciais problemas, promovendo assim longevidade e vitalidade. Em última análise, ao reconhecer o papel fundamental do sistema digestivo na saúde geral, os indivíduos podem embarcar numa viagem em direção ao bem-estar holístico, garantindo que podem envolver-se plenamente e desfrutar ao máximo de todos os aspectos da vida.

O aparelho digestivo é composto por boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. Os órgãos digestórios acessórios são os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, a vesícula biliar e o pâncreas. Os dentes auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e na deglutição. Os demais, nunca entram em contato direto com o alimento, mas produzem ou armazenam secreções que passam para o tubo digestivo e auxiliam a decomposição química do alimento.

Nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, os tumores de estômago estão entre os mais incidentes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o quarto mais comum entre homens e, em mulheres, é o sexto.

Ainda, segundo o INCA, as estimativas de novos casos de câncer de estômago demostram: 21.230, sendo 13.340 homens e 8.140 mulheres (2022 – INCA) e número de mortes: 14.260, sendo 9.007 homens e 5.252 mulheres (2021 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM).

Para o câncer de intestino, foram estimados: 45.630 novos casos, sendo 21.970 homens e 23.660 mulheres (2022 – INCA); e número de mortes: 21.262, sendo 10.662 homens e 10.598 mulheres (2021 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM).

Infecções e maus hábitos alimentares são os principais fatores para o desenvolvimento de doenças e tumores na região. As enfermidades que mais acometem o aparelho digestivo são a gastrite, doença do refluxo, intolerância à lactose e as doenças inflamatórias intestinais.

Sintomas mais comuns de doenças do aparelho digestório:

Náuseas, empachamento, azia, retorno do alimento e ou ácido gástrico, diarreia e/ou constipação e dor abdominal – mas, outros sintomas como tosse seca, dor no peito, sinusite, asma, dor de cabeça, déficit de atenção e lesões na pele, que aparentemente podem indicar outro tipo de doença, também são sintomas de problemas digestivos. Irritações frequentes no estômago, dores de barriga, alterações significativas nas fezes, e até mesmo, o mau hálito ou alterações na boca, sem motivo aparente, merecem atenção.

Prevenção de doenças digestivas:

Mudanças de hábitos simples podem prevenir algumas delas. Gastrite e doença do refluxo podem ser prevenidas evitando a ingestão em excesso de condimentos, gorduras, frituras e da cafeína. Evitar comer com líquidos, melhorar a mastigação, higiene adequada dos alimentos, não comer e deitar e evitar excessos alimentares, principalmente à noite, são alguns hábitos que podem ajudar a melhorar a saúde do aparelho digestivo.

Alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo, estresse, entre vários outros problemas, são responsáveis por muitos transtornos. Portanto, a prevenção e o diagnóstico precoce são a melhor maneira de curar e evitar complicações de qualquer doença. Na presença de sintomas, o recomendado é procurar um médico e evitar a automedicação.

Fontes:

Dr. Dráuzio Varella
Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Núcleo de Telessaúde de São Paulo
World Gastroenterology Organization

28/05 – Dia Internacional da Dignidade Menstrual

Uma enquete do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), concluiu “que o direito de menstruar de maneira digna, segura e com acesso a itens de higiene ainda é um desafio para adolescentes e jovens, o que inclui meninas, mulheres, homens e meninos trans e pessoas não binárias que menstruam”.

A pesquisa feita pela plataforma U-Report, em parceria com a Viração Educomunicação, indicou que dos 2,2 mil participantes, 19% já enfrentaram a dificuldade de não possuir dinheiro para comprar absorventes e 37% já enfrentaram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.

 No Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado nesta terça-feira (28), o Unicef mais uma vez alerta de que a pobreza menstrual ainda persiste no Brasil, uma vez que pessoas que menstruam têm necessidades de saúde e higiene menstrual negligenciadas devido ao acesso limitado à informação, educação, produtos, serviços, água, saneamento básico, bem como a variáveis de desigualdade racial, social e de renda.

A oficial de participação do Unicef no Brasil, Gabriela Monteiro, disse que a Unicef tem como um de seus compromissos garantir esses direitos, como “resposta à pobreza menstrual, que afeta negativamente parte das pessoas que menstruam no país e contribui para manter ciclos transgeracionais de iniquidades, principalmente a de gênero. Uma vez que crianças e adolescentes não têm seus direitos à água, saneamento e higiene garantidos, também são violados outros direitos, como o direito à escola de qualidade, moradia digna e saúde, incluindo menstrual, sexual e reprodutiva”.

O levantamento também mostrou que seis entre cada dez pessoas ouvidas disseram que já deixaram de ir à escola ou ao trabalho por causa da menstruação e 86% já abstiveram de fazer alguma atividade física pelo mesmo motivo.

Além disso, a questão ainda se mantém envolta em tabus, escassez de dados e desinformação, pois 77% dos ouvidos já sentiram constrangimento em escolas ou lugares públicos por menstruarem, e quase a metade nunca teve aulas, palestras ou rodas de conversa sobre menstruação na escola.

“A falta de informação contribui para o estigma e gera situações de constrangimento. Precisamos desmistificar a menstruação e criar um ambiente acolhedor para pessoas que menstruam. Os dados da enquete reforçam a necessidade de fortalecer as práticas de educação menstrual, sobretudo nas escolas, e construir políticas que promovam a dignidade menstrual para combater desigualdades e empoderar esta e as futuras gerações”, avaliou Ramona Azevedo, analista de comunicação na Viração Educomunicação.

 O Unicef promove estratégias de garantia de acesso à água, saneamento e higiene, incluindo a instalação de estações de lavagens de mãos em escolas, apoio a adolescentes e jovens no desenvolvimento de competências para a vida, no empoderamento de meninas e na saúde menstrual, além da distribuição de kits de higiene, como forma de enfrentar os desafios impostos pela pobreza.

Sobre a enquete

O U-Report é um programa global do Unicef que promove a participação cidadã de adolescentes e jovens em mais de 90 países, implementado em parceria com a Viração Educomunicação no Brasil. Não são pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente de 13 a 24 anos, cadastradas na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de 2,2 mil adolescentes e jovens e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Os resultados da enquete e informações sobre como participar da plataforma estão disponíveis em: https://brasil.ureport.in/opinion/3788/.

Unicef: Rio Grande do Sul

Devido às fortes chuvas e inundações que atingiram o Rio Grande do Sul no início do mês, a pedido do governo federal, o Unicef vem realizando ações voltadas a assistência técnica a órgãos dos governos, a criação de espaços seguros para crianças e adolescentes em abrigos, em parceria com a sociedade civil, e a distribuição de kits de higiene.

Entre os kits a serem distribuídos há um voltado à dignidade menstrual, icom absorventes, coletores menstruais, calcinhas e itens de higiene pessoal, lanterna e apito de segurança, para apoiar pessoas que menstruam, no contexto da emergência. Os kits chegam ao Rio Grande do Sul na próxima semana, para serem entregues aos abrigos.

“Olhar para a pobreza menstrual sob a perspectiva de um fenômeno multidimensional e transdisciplinar é essencial. Por isso, em uma situação emergencial como essa, que tem exposto pessoas a diversas vulnerabilidades, não poderíamos deixar de agir em relação ao direito à dignidade menstrual. Esse é um direito básico que exige estratégias de enfrentamento específicas”, acrescenta Gabriela Monteiro, representante do Unicef no Brasil.

Fonte: Menstruação segura ainda é desafio no Brasil, indica Unicef | Agência Brasil (ebc.com.br)

25/5 – Dia Internacional da Tireoide

Celebrado todos os anos em 25 de maio, o Dia Internacional da Tireoide visa conscientizar os muitos milhões de pacientes que apresentam doenças da tireoide, como hipotireoidismo, hipertireoidismo, doenças autoimunes, outras doenças raras e câncer.

Iniciada pela Thyroid Federation International durante sua Assembleia Geral Anual em Leipzig, Alemanha, em 2007, a data oferece uma oportunidade para destacar os múltiplos fatores, genéticos, ambientais e outros, que contribuem para o desenvolvimento de doenças da tireoide.

Neste dia, associações e outros grupos ligados ao tema, em todo o mundo, organizam eventos para fornecer informações relevantes e atualizadas aos pacientes e à sociedade em geral para ajudá-los a reconhecer os sintomas, incentivá-los a fazer um monitoramento regular de seus níveis hormonais para que possam tomar decisões informadas sobre sua saúde.

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão, popularmente, gogó.

Os hormônios produzidos pela tireoide – T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) – agem na função de órgãos vitais como coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional, garantindo o equilíbrio do organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso, provocando o hipertireoidismo ou em quantidade insuficiente causando o hipotireoidismo.

No hipertireoidismo o corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sentindo-se com muita energia, mas também muito cansada.

Ao contrário, se a produção de hormônio é insuficiente, provoca o hipotireoidismo. O organismo começa a funcionar mais lentamente: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem, também, diminuição da capacidade de memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, pele seca, ganho de peso, aumento nos níveis de colesterol no sangue e, ainda, depressão.

Tanto nos casos de hipo como nos de hipertireoidismo, pode ocorrer o aumento no volume da tireoide, chamado bócio, que pode ser detectado no exame físico. Problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres.

Tratamento:

– Hipotireoidismo: reposição do hormônio tiroxina que a tireoide deixou de fabricar. Como dificilmente a doença regride, ele deve ser tomado por toda a vida, mas os resultados são muito bons.

– Hipertireoidismo: o tratamento pode incluir medicamentos, iodo radioativo e cirurgia, dependendo das características e causas da doença.

Outros transtornos da tireoide:

– Bócio: popularmente conhecido como papo, é o nome que se dá ao aumento da glândula tireoide. Esse crescimento anormal pode tomar a glândula toda e tornar-se visível na frente do pescoço; ou, então, surgir sob a forma de um ou mais nódulos (bócio nodular), que podem não ser perceptíveis exteriormente. Pode ser causado pela carência de iodo na dieta, por hipo ou hipertireoidismo, tumores ou infecções.

– Hipotireoidismo congênito: problema hereditário que impossibilita o organismo de produzir o hormônio tireoidiano T4, impedindo o crescimento e o desenvolvimento do recém-nascido.

A doença é diagnosticada por meio do Teste do Pezinho e curável com a administração de hormônio tireoidiano, sob rigoroso controle médico. Sem diagnóstico e sem tratamento, é a causa mais comum de retardo do desenvolvimento mental, acometendo um a cada 4 mil recém-nascidos.

– Tireoidites: conjunto de doenças inflamatórias que afetam a glândula tireoide. Em alguns casos, o paciente sente dores, mas em outros, apresenta os sintomas básicos do hipertireoidismo ou do hipotireoidismo.

– Câncer de tireoide: tipo raro de câncer que ocorre em aproximadamente 1% da população.

– Doença de Graves: doença autoimune que provoca um tipo de hipertireoidismo em que, além das manifestações mais comuns, apresenta como sintoma a irritação nos olhos e pálpebras.

 

Fontes:

American Thyroid Association

Dr. Dráuzio Varella

European Thyroid Association

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia 1

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia 2

Dia do abraço: Conheça os Benefícios do Toque Físico Para a Saúde

Quando estamos no sentindo tristes ou sozinhos, muitas vezes, um abraço pode realmente ajudar a aliviar esses sentimentos. Evidências já mostraram que o toque físico consensual pode ser benéfico para a saúde mental, aliviando sintomas relacionados à ansiedade e depressão.

É pensando nesses benefícios que o Dia do Abraço é comemorado todo dia 22 de maio no Brasil, visando fortalecer os laços afetuosos entre as pessoas.

Mas, afinal, quais são os benefícios do abraço? Confira a seguir:

Reduz sintomas de ansiedade e depressão

Um estudo publicado na revista científica Nature neste ano, realizado com dez mil participantes, revelou que o toque físico, incluindo o abraço, pode aliviar dores e sintomas de ansiedade e depressão. A pesquisa também mostrou que a interação não precisa ser longa e que, quanto mais frequente, melhor.

Os pesquisadores descobriram, ainda, que o toque em robôs sociais, cobertores pesados e travesseiros de corpo também têm efeitos positivos na saúde mental. Entretanto, foi notado que o contato “pele com pele” é melhor para essa finalidade.

Reduz o estresse em mulheres

Um pequeno estudo publicado na revista científica PLOS One, em 2022, revelou que o abraço pode ajudar as mulheres a reduzirem o estresse. De acordo com os pesquisadores, o toque físico ajuda o organismo a liberar ocitocina, uma substância química conhecida como “hormônio do amor” por promover bem-estar e sentimentos de união.

Além disso, o estudo mostrou que o abraço pode reduzir o nível de cortisol no organismo, hormônio do estresse. Para chegar a essas conclusões, a pesquisa analisou 76 homens e mulheres que estavam envolvidos romanticamente. Os efeitos positivos não foram observados no público masculino.

Pode aumentar a saúde cardíaca

Um outro estudo, publicado no Journal of Behavioral Medicine em 2003, sugere que o abraço pode ser benéfico para a saúde do coração. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: um que foi instruído a ficar de mãos dadas com seu parceiro romântico por 10 minutos e, depois, abraçá-lo por 20 segundos, e outro cujos casais foram orientados a ficarem sentados em silêncio por 10 minutos e 20 segundos.

Segundo o estudo, o primeiro grupo apresentou reduções significativas no nível de pressão arterial e frequência cardíaca em comparação ao segundo grupo. Para os pesquisadores, os achados sugerem que uma relação afetuosa, com toque físico, pode ser boa para a saúde cardíaca.

Pode reduzir a dor em quem tem fibromialgia

Uma pesquisa publicada na revista científica Holistic Nursing Practice em 2004 mostrou que o abraço pode ser terapêutico para pessoas com fibromialgia. A síndrome é caracterizada por dor que atinge o corpo todo, principalmente a musculatura, fadiga e sono não reparador.

O estudo submeteu os participantes do estudo, que eram pacientes com fibromialgia, a seis tratamentos de toque terapêutico, o que inclui o abraço. Cada tratamento envolveu toques leves na pele e, segundo a pesquisa, isso esteve relacionado à redução da dor e a melhora na qualidade de vida.

Pode reduzir a inflamação

Um estudo publicado em 2020, na Western Journal of Communication, sugere que o abraço pode ser capaz de reduzir a inflamação no corpo. Na pesquisa, a inflamação foi medida através de amostras de saliva de 20 adultos, que foram instruídos a registrarem o número de abraços que receberam durante 14 dias.

Os resultados mostraram que quanto maior o número de abraços recebidos, menos o nível de inflamação após o período do estudo.

Pode ajudar a reduzir a gravidade do resfriado comum

Um outro estudo, publicado em 2014 na Psychologial Science, mostrou que o abraço pode reduzir o estresse e, consequentemente, diminuir a gravidade da infecção causada por um resfriado comum, principalmente quando os abraços são frequentes.

Os achados foram encontrados após a análise com 404 adultos, que responderam um questionário e entrevistas sobre conflitos interpessoais e recebimentos de abraço, por 14 noites consecutivas. Posteriormente, os participantes foram expostos a um vírus que causa um resfriado comum e foram monitorados em quarentena para avaliar sinais de infecção e doença.

Fonte: Dia do abraço: conheça os benefícios do toque físico para a saúde | CNN Brasil

21 de maio: Dia Mundial da Meditação

O mundo gira depressa, pessoas partem de um ponto a outro a cada segundo, veículos cruzam cidades, países e continentes, afinal a vida é cheia de detalhes incontroláveis, mas um deles chegou e transformou a rotina de modo imperceptível e igualmente desgastante: o volume de dados e informações que você lida diariamente. E com essa nova dinâmica, saúde mental e bem-estar são postos à prova, mas assim como no passado, hoje, a meditação é refúgio e uma oportunidade de se reconectar à paz e a si mesmo.

A data não carrega somente o simbolismo de uma das práticas mais antigas da humanidade – a meditação tem origens remotas na Índia, porém só passou a ser difundida no Ocidente no século XX –, reforça a necessidade do autocuidado para uma vida plena.

  • Redução do estresse 
  • Controle da ansiedade 
  • Concentração 
  • Autoconhecimento e autoaceitação 
  • Um sono melhor 

Esses são alguns dos benefícios que a meditação proporciona aos praticantes segundo diversos estudos e pesquisas já realizados no mundo todo. Nos últimos anos, meditar tem sido uma das atividades dos brasileiros para maior cuidado emocional e psicológico.

E por que as pessoas têm buscado se cuidar melhor nessas esferas? O percentual de afastamentos e aposentadorias por conta da saúde mental cresceu quase 40% em 2023, segundo dados do INSS.

Mais do que tratar, hoje, é preciso prevenção, o que faz da meditação uma opção acessível: levantamento do Instituto Cactus junto com a AtlasIntel já apontou que quase 12% dos brasileiros realiza tratamentos alternativos, como meditação, fitoterapia e ioga.

A vida moderna, o celular e a meditação

Hoje, os smartphones são quase uma extensão do corpo, e assim como são ferramentas poderosas para otimizar tarefas e ajudam cuidar da saúde – existem apps de treinamento físico, consultas online e para dormir melhor –, podem ser vilões do bem-estar. As redes sociais aumentaram significativamente a massa de informações e o volume de estímulos mentais diários.

  • Brasileiros passam mais de 5h no celular diariamente; dados do relatório State of Mobile, da Data.Ai;
  • O Brasil tem mais smartphones do que pessoas no país, aponta a FGV.

Mas não é só por aqui que a interação entre pessoas e celulares tem afetado a rotina, com possibilidade até de impactar a saúde mental:

  • Adolescentes americanos recebem mais de 230 notificações por dia no celular, segundo estudo;
  • O número chegou a bater mais de 5 mil em alguns casos, ainda segundo a pesquisa;
  • Alguns dos participantes chegam a conferir o celular mais de 400 vezes por dia;
  • A pesquisa foi feita pela ONG Commom Sense Media e pelo Hospital Pediátrico C.S. Mott, e os números variaram entre analisados.

A questão central tem deixado de ser apenas o uso do celular, mas a forma como ele é utilizado, já que o ambiente digital tem se transformado em um lugar para autocuidado físico e mental.

Meditação: um antigo-novo jeito de se conectar consigo

Já reconhecida como um estilo de vida saudável, a prática tende a ser uma alternativa acessível, com muitas opções e técnicas de meditação para todos os momentos do dia ou necessidades individuais. Existem 2 modalidades que mensalmente são muito pesquisadas e despertam curiodidade:

Meditação guiada 

Essa opção de prática é uma das mais indicadas para iniciantes, que normalmente têm dificuldades de meditar por conta própria no início, contudo não se resume a esse público. Consiste na ideia de que um instrutor ou guia conduza o praticante por meio de uma série de instruções para que haja foco e relaxamento máximos. Os seus principais benefícios são:

  • Acessível: é fácil encontrar conteúdos do tipo na internet, principalmente por meio de aplicativos especializados no tema;
  • Concentração e relaxamento profundo: um instrutor pode convidar meditadores a criarem visualizações mentais ou mesmo auxiliar com técnicas específicas de respiração. As orientaçoes também trazem a mente para o agora e evitam distração.

Meditação Mindfulness (Atenção Plena) 

Conhecida também como meditação para atenção plena, essa prática envolve voltar-se completamente ao momento presente, totalmente consciente sobre ele e sem qualquer tipo de julgamento.

Nos últimos anos, ganhou popularidade justamente por ser facilmente incorporada ao dia a dia. Minfulness não é somente uma modalidade de meditação, é um estilo de vida, e por isso, pode ser acessado até mesmo em meio às atividades cotidianas, como tomar café da manhã, checar os e-mails ou escovar os dentes antes de dormir.

08/5 – Dia Mundial do Câncer de Ovário

O Dia Mundial do Câncer do Ovário, comemorado em todo o mundo em 08 de maio, foi estabelecido em 2013 por um grupo de líderes de organizações com o objetivo de aumentar a sensibilização a respeito do problema.

A campanha é uma iniciativa da World Ovarian Cancer Coalition e apoiada por cerca de 200 instituições do globo que fazem da data um momento em que as vozes se levantam em solidariedade na luta contra o câncer do ovário. Em 2024, o tema continua sendo o do ano anterior: “Nenhuma Mulher Fica Para Trás”.

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. A quase totalidade das neoplasias ovarianas (95%) é derivada das células epiteliais (que cobrem a superfície externa do ovário). O restante provém de células germinativas (que formam os óvulos) e células estromais (que produzem a maior parte dos hormônios femininos).

De acordo com a Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (FEBRASGO), o câncer de ovário é classificado como o sétimo tipo mais comum e representa a nona causa de morte por câncer entre mulheres em todo o mundo. Ainda, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que entre os anos de 2023 e 2025 sejam diagnosticados mais de 7 mil novos casos dessa neoplasia por ano.

Fatores que aumentam o risco para desenvolver câncer de ovário:

– Idade: a incidência aumenta com o avanço da idade.

– Fatores reprodutivos e hormonais: o risco de câncer de ovário é aumentado em mulheres com infertilidade e reduzido naquelas que tomam contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) ou que tiveram vários filhos. Por outro lado, mulheres que nunca tiveram filhos parecem ter risco aumentado para câncer de ovário.

– Menarca (primeira menstruação) precoce (antes dos 12 anos) e idade tardia na menopausa (após os 52 anos) podem estar associadas a risco aumentado de câncer de ovário.

– A infertilidade é fator de risco para o câncer de ovário, mas a indução da ovulação para o tratamento da infertilidade não parece aumentar o risco de desenvolver a doença.

– O risco de câncer de ovário com terapia hormonal pós-menopausa aparenta ser pequeno.

– História familiar: histórico familiar de cânceres de ovário, colorretal e de mama está associado a risco aumentado de câncer de ovário.

– Fatores genéticos: mutações em genes, como BRCA1 e BRCA2, estão relacionadas a risco elevado de câncer de mama e de ovário.

– Excesso de gordura corporal aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de ovário.

– Mulheres que trabalham expostas a amianto ou a raios X e gama apresentam risco aumentado de câncer de ovário.

Sinais e sintomas:

Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, náusea, indigestão, gases, prisão de ventre, diarreia, falta de apetite, desejo de urinar com mais frequência, cansaço constante e/ou massa palpável no abdome.

Tratamento:

A doença pode ser tratada com cirurgia ou quimioterapia. A escolha vai depender, principalmente, do tipo histológico do tumor, do estadiamento (extensão da doença), da idade, das condições clínicas da paciente e se o tumor é inicial ou recorrente.

Idealmente, a cirurgia é o procedimento inicial, mas ela está indicada apenas quando é possível realizar a ressecção de todo o tumor. Nesses casos, a quimioterapia é indicada após a retirada do tumor (quimioterapia adjuvante), com a intenção de reduzir o risco de reincidência da doença. Se a cirurgia inicial não for indicada pela impossibilidade da retirada completa do tumor, a quimioterapia é realizada antes do procedimento cirúrgico (este tipo de tratamento é chamado quimioterapia neoadjuvante).

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou pela realização de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Prevenção:

Até o momento não há um exame preventivo para o diagnóstico precoce do câncer de ovário. Alguns estudos tentaram avaliar o papel da detecção precoce desse tipo de câncer, mas os resultados não foram satisfatórios em mulheres sem histórico familiar positivo para essa neoplasia ou síndromes genéticas.

As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco, manter o peso corporal saudável e consultar regularmente o seu médico, principalmente a partir dos 50 anos.

“Cuidar da alimentação, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além de buscar acompanhamento médico regular, são as melhores armas que temos para defender nossa saúde”, reforça o Dr. Eduardo Candido, presidente da Comissão de Ginecologia Oncológica da FEBRASGO.

Fontes:

Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (FEBRASGO)
Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Ovarian Cancer Foundation (Nova Zelândia)
World Ovarian Cancer Coalition

07/05 – Dia Internacional da Luta contra a Endometriose

No dia 7 de maio se comemora o ‘Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose’, uma doença que acomete 1 em cada 10 mulheres, segundo o Ministério da Saúde. Por este motivo, os ginecologistas, Gustavo Rodrigues Eduardo Loyola Villas Boas, explicaram os sintomas e as dificuldades dessa doença silenciosa e tão dolorosa para as mulheres.

Como a endometriose é uma doença silenciosa, é essencial diferenciar sintomas normais durante o período menstrual dos sintomas que podem indicar a presença da doença. Uma cólica leve é algo normal durante o período, mas se a dor não passar, mesmo com medicação, e começar a se intensificar, é importante buscar ajuda médica.

Sintomas

  • Dor durante as relações sexuais
  • Dor para evacuar ou urinar durante o período menstrual
  • Sangramentos na unira ou fezes
  • Cólica intensa, que não passa com medicação
  • Dores fortes na lombar, região pélvica e pernas
  • Diarreia, náuseas, prisão de ventre ou inchaço durante a menstruação
  • Dificuldade para engravidar

Exames e diagnóstico

O Gustavo informou que a melhor forma de conseguir um diagnóstico da doença é através do exame de ressonância nuclear magnéticaAlém de, também, realizar os exames clínicos físicos, de toque, e manter uma boa comunicação com a paciente, para entender quais são os sintomas e encaminha-la para o tratamento mais adequado.

“É recorrente no consultório que as pacientes tenham pelo menos de 6 a 9 anos para conseguir este diagnóstico, coisa que uma conversa ou um exame clínico pode antecipar bem e, assim, ter um controle precoce da doença para que a paciente não evolua para uma forma mais grave.”, disse o médico.

O especialista em endometriose, Eduardo Loyola Villas Boas, também acrescentou que não existem tipos diferentes de endometriose, mas sim diferentes estágios da doença, como leve e profunda, além de uma variação de locais atingidos por estes “focos do endométrio” fora do útero, ou seja, quais órgãos estão sendo atingidos.

Dor não é normal

Muito se fala sobre a demora do diagnóstico da endometriose e isso acontece por diversos fatores. Apesar de ser uma doença comum entre as mulheres, segundo o ginecologista e especialista em endometriose, Eduardo Loyola Villas Boas, um dos motivos por este atraso é o fato de a paciente ir poucas vezes ao médico, a falta de acesso para realizar exames de imagem e a normalização da dor.

A paciente não pode aceitar que a dor é normal, principalmente aquela que precisa ir ao pronto-socorro. Se ela tem dor que um analgésico não melhora, que causa dor para evacuar e diarreia no período menstrual, ela precisa buscar um especialista.”, disse Eduardo.

Infertilidade

O mês de maio é também o mês das mães e uma das consequências causadas pela endometriose é a infertilidade. Segundo o ginecologista Gustavo Rodrigues50% dos casais que sofrem com a dificuldade para engravidar possuem como causa principal deste problema a endometriose. Porém, o médico ressaltou que a gravidez é possível sim, mesmo com a doença, o que precisa ser feito é uma avaliação para entender qual a melhor forma de realizá-la, já que cada caso é único.

“Pacientes com endometriose podem engravidar, isso depende do grau e da extensão da doença, mas se for uma doença inicial, bem controlada e pouco inflamada, a mulher pode engravidar sim.”, complementou o ginecologista Eduardo Loyola.

Cura e tratamentos

O ginecologista, Eduardo Loyola, reforça que o tratamento é mais direcionado aos sintomas da doença, pois “não existe medicação que irá acabar com a endometriose”. O ideal é focar na alimentaçãonutrição, e exercício físico, já a medicação utilizada é para diminuir os sintomas, mas não a doença em si.

Como quanto mais a mulher menstrua, mais o quadro da doença avança, é importante buscar formas de impedir este processo e não gerar mais danos ao útero com o auxílio de anticoncepcionaisDIU remédios hormonais e, em casos mais graves, da cirurgia.

De acordo com Gustavo, a cura completa da endometriose é algo difícil de dizer. Porém, em casos mais graves, há a indicação de uma cirurgia, que, quando bem feita, pode reduzir significativamente todos os sintomas da doença, permitindo até a possibilidade de uma gestação

A indicação cirúrgica da paciente ocorre com a avaliação de, pelo menos, três situações:

  1. Lesão causada pela endometriose presente em algum órgão, comprometendo assim a sua função, como é o caso dos rins e intestino
  2. Dor intratável, ou seja, que não está sendo solucionada por meio de medicação e outros tratamentos
  3. Infertilidade, quando o quadro mais avançado da doença impede totalmente a gravidez

“Dizer não só para aquelas que são mães ou que vão ser mães, que a endometriose é uma doença que atrapalha muito a qualidade de vida da mulher e que ela não deve aceitar o sofrimento da dor neste momento e que deve sempre lutar para que essa doença não arrase com a sua vida de maternidade e também a sua vida amorosa.”, concluiu o Dr. Gustavo.

Fonte: Dia Internacional da Luta contra a Endometriose: conheça os sintomas e os tratamentos da doença | Responsabilidade Social | Rede Globo