20 DE MARÇO – DIA MUNDIAL DA SAÚDE BUCAL

Neste dia 20 de março é celebrado o Dia Mundial da Saúde Bucal, data criada para conscientizar a população sobre os cuidados com os dentes e a higiene oral. De acordo com dados do IBGE de 2019, 34 milhões de brasileiros com mais de 18 anos perderam 13 ou mais dentes, e 14 milhões de pessoas perderam todos os dentes.

Cuidar da saúde bucal pode até mesmo prevenir doenças cardiovasculares, uma vez que uma área específica do organismo pode desencadear repercussões em outras regiões. A inflamação na gengiva, por exemplo, pode ser um precursor de complicações cardíacas.

Principais doenças de saúde bucal, entre elas estão:

Cárie Dentária
Danos nos dentes causados pela desmineralização do esmalte devido à ação de ácidos produzidos por bactérias presentes na placa bacteriana.

Gengivite e Periodontite
Inflamação e infecção dos tecidos que suportam os dentes, incluindo gengivas, ligamento periodontal e osso alveolar. A gengivite, que é a fase inicial, pode levar à periodontite se não tratada.

Halitose (Mau Hálito)

Geralmente relacionada a problemas dentários, higiene bucal inadequada, doenças gengivais, cáries ou infecções orais.

Câncer Oral
Pode afetar qualquer parte da boca e, muitas vezes, está relacionado a fatores como uso de tabaco e álcool, infecção por HPV e exposição excessiva ao sol nos lábios.

Alguns sintomas podem indicar problemas na saúde bucal, como:

  • Dor de dente ou sensibilidade dental;
  • Gengivas que sangram facilmente, estão inchadas, vermelhas ou doloridas;
  • Mau hálito persistente;
  • Mudança na forma como os dentes se encaixam ao morder;
  • Feridas, manchas ou áreas de descoloração na boca.

Prevenção é sempre o melhor caminho para garantir uma boa higiene bucal e evitar doenças mais graves na boca. Entre as recomendações do dentistas estão:

Escovação adequada
Escove os dentes pelo menos duas vezes por dia, utilizando uma escova de dentes de cerdas macias e pasta de dentes com flúor.

Uso do fio dental
Use fio dental diariamente para remover partículas de comida e placa bacteriana entre os dentes e abaixo da linha da gengiva.

Alimentação saudável
Mantenha uma dieta equilibrada e limite o consumo de açúcares e carboidratos, que podem favorecer o desenvolvimento de cáries.

Visitas regulares ao dentista
Realize check-ups e limpezas profissionais regularmente, geralmente a cada 6 meses, ou conforme recomendado pelo seu dentista.

Evite tabaco e limite o álcool
Esses hábitos podem aumentar o risco de câncer oral, doenças gengivais e outros problemas de saúde bucal.

 

 

GRUPO DE TABAGISMO CFOE

Na manhã do dia 19/03/2024, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, tivemos o grupo de tabagismo da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE). Com a orientação da psicóloga Marcia Barros, o tema abordado foi  sobre manutenção para os que conseguiram parar e incentivo aos que ainda não pararam.

O objetivo é a manutenção da cessação do tabagismo e incentivar aos que ainda não pararam, compartilhando experiências e apoio entre os participantes na decisão de parar de fumar.

Embora frequentemente seja algo muito desafiador, parar de fumar é uma das coisas mais importantes que os fumantes podem fazer a favor de sua saúde.

  • Parar de fumar traz benefícios para a saúde imediatos que aumentam com o passar do tempo.

  • É possível que a pessoa que para de fumar se torne irritável, ansiosa, triste e inquieta; esses sintomas diminuem com o tempo.

  • Parar de fumar também proporciona benefícios à saúde para as pessoas ao redor deles.

  • A maioria dos fumantes quer parar e já tentou, sem sucesso.

  • Psicoterapia e apoio para mudança de comportamento, produtos de reposição de nicotina e determinados medicamentos duplicam a chance de parar de fumar permanentemente.

     

Abstinência de nicotina

Parar de fumar provoca um forte desejo por cigarros, além de sintomas como ansiedade, depressão (na maior parte leves, mas às vezes, graves), incapacidade de se concentrar, irritabilidade, inquietação, fome, tremores, sudorese, tontura, dores de cabeça, dores abdominais, náusea e sono interrompido. Os sintomas de abstinência de nicotina tendem a ser mais intensos nos primeiros dois a três dias depois de parar de fumar e melhoram no prazo de duas a quatro semanas. Há medicamentos à disposição para reduzir os sintomas de abstinência de nicotina.

Uma vez que a nicotina suprime o apetite e aumenta levemente a taxa na qual as calorias são queimadas, é possível que a pessoa que para de fumar ganhe peso. Além disso, o sabor e o cheiro dos alimentos começam a melhorar, porque o tabagismo diminui o sentido do olfato e prejudica as papilas gustativas. O exercício ajuda a evitar o ganho de peso e pode reduzir o desejo pela nicotina. Beber água é recomendado, além de outras estratégias para lidar com a vontade de colocar algo na boca (por exemplo, usar um palito ou mascar um canudo ou comer cenoura cortada em palitos). O uso de goma de mascar de nicotina pode ajudar a retardar o ganho de peso. É possível que surja uma tosse temporária conforme os pulmões começam a se cicatrizar.

 

MARÇO AMARELO – MÊS MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma condição médica que afeta muitas mulheres em todo o mundo. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva estima que uma em cada dez mulheres sofre com a doença, sendo que 57% delas têm dores crônicas e mais de 30% dos casos podem repercutir com infertilidade. Esses números destacam a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado, por isso, o Março Amarelo, campanha de conscientização da endometriose, amplia o debate sobre o tema durante todo este mês. Os hospitais universitários da Rede Ebserh contam com serviços especializados e equipes multiprofissionais qualificadas no manejo clínico da doença.

Segundo explica a ginecologista do Ambulatório de Dor Pélvica do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santos (Hucam-Ufes), Neide Aparecida Tosato Boldrini, a endometriose é uma doença benigna, clínica, crônica e inflamatória, caracterizada pela presença de tecido endometrial (tecido que reveste internamente o útero) fora da cavidade uterina, podendo acometer diversos locais como intestino, bexiga e vagina. O seu crescimento é doloroso e progressivo. “Esse tecido endometrial fora do útero continua a responder aos hormônios do ciclo menstrual, resultando em sangramento, inflamação, formação de aderências e cicatrizes nos tecidos circundantes”, completou.

Até o momento, não existe um consenso sobre as causas e os mecanismos de desenvolvimento da doença, o que torna o diagnóstico e o tratamento desafiadores. “Acredita-se que a teoria da menstruação retrógrada, na qual células endometriais são implantadas no peritônio e em outros órgãos pélvicos durante a menstruação, seja uma das principais causas”, esclareceu a profissional.

Sintomas

A dor pélvica crônica é o sintoma principal e muitas vezes a queixa mais comum. Algumas pessoas podem, ainda, experimentar, no caso da endometriose profunda, dor durante ou após o sexo (conhecida como dispareunia), dor durante a menstruação, sangramento menstrual irregular, dor ao urinar ou evacuar e infertilidade.

“Porém existem pacientes assintomáticas. O diagnóstico é realizado por meio da abordagem clínica, dos exames físico e de imagem, que pode ser o ultrassom transvaginal e a ressonância de pelve com preparo intestinal, ambos realizados por profissionais especializados”, explicou a médica Luzia Salomão, chefe do Ambulatório de Endometriose do Hospital Universitário da Universidade de Juiz de Fora (HU-UFJF).  A instituição recebe pacientes encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde, que são atendidas por profissionais da ginecologia, fisioterapia pélvica, residentes e acadêmicos da UFJF.

A médica ressalta que a doença impacta, por causa desses sintomas e locais de acometimento, a qualidade de vida das mulheres, comprometendo a vida afetiva, profissional e psicológica dessas pacientes. Foi o que aconteceu com a enfermeira do HU-UFJF, Juliana Nazaré, que recebeu o diagnóstico há cerca de 3 anos.

Ela conta que sentia muitas cólicas abdominais, cansaço e dores ao ter relações sexuais, o que a obrigava a fazer uso de analgésicos com frequência. “Sempre realizei meu acompanhamento preventivo, porém, ao relatar meu quadro, normalizavam minha dor, como sendo comum no período menstrual. Até que evolui para dor ao urinar e foi necessário aprofundar a investigação, diagnosticando endometriose profunda com acometimento na minha bexiga por meio de uma ressonância magnética”, relatou.

Endometriose e fertilidade

Ainda não existem estratégias para prevenir a doença, mas o diagnóstico precoce é extremamente importante para condução e tratamento dos sintomas, principalmente o da infertilidade. Segundo a ginecologista Mychelle de Medeiros Garcia Torres, coordenadora médica do Centro de Reprodução Assistida da Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), mais de 30% das mulheres com endometriose cursam com dificuldade para engravidar.

“A fertilidade pode ser afetada pela presença das lesões e aderências, que podem distorcer a anatomia dos órgãos. Além disso, baixa reserva ovariana e queda na qualidade dos óvulos podem estar presentes nessas mulheres de forma mais precoce que na população geral”, disse.

Apesar de ser uma das principais causas de infertilidade feminina, a endometriose não necessariamente causa dificuldade para engravidar. Quando isso ocorre, as técnicas de reprodução assistidas podem ajudar. Na MEJC-UFRN, por exemplo, tratamentos de inseminação artificial e fertilização in vitro estão disponíveis gratuitamente para as pacientes com diagnóstico de infertilidade que não possuam filhos do atual relacionamento.

Tratamento

Diante dos sintomas ou de infertilidade, há uma presunção diagnóstica, podendo já ser iniciado o tratamento, segundo a ginecologista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), Michele Rodrigues. O tratamento depende de vários fatores, incluindo a gravidade dos sintomas, a extensão da doença e os planos de gravidez da paciente. Entre as opções de controle estão medicamentos, como analgésicos, hormonioterapia (pílulas anticoncepcionais) para bloquear a menstruação e controlar os sintomas e inibidores de aromatase, que ajudam a reduzir a produção de estrogênio no corpo, o que pode diminuir o crescimento do tecido endometrial.

“Nos casos de endometriose profunda, com focos maiores, primeiro é feito o mapeamento de órgãos atingidos”, enfatizou. A cirurgia minimamente invasiva é indicada para remoção de tecido endometrial e aderências. Já histerectomia, em casos graves, consiste na remoção do útero de mulheres que não desejam mais ter filhos. No HU-UFPI, mulheres com endometriose são atendidas pelo ginecologista geral acompanhadas pela Psicologia e Fisioterapia para auxílio no tratamento da dor. Em casos cirúrgicos, essas pacientes são encaminhadas para uma equipe multidisciplinar, composta por urologista, ginecologista e coloproctologista.

Terapias complementares como acupuntura, mudança no estilo de vida e dieta e prática de exercícios físicos regularmente também pode ajudar a controlar os sintomas.

Fonte: Endometriose causa cólica intensa e pode levar à infertilidade — Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (www.gov.br)

GRUPO DE HIPERDIA CFOE

Na tarde do dia 14/03/2024, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, tivemos o grupo de hiperdia da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE). Esse grupo é voltado para pacientes hipertensos e diabéticos. As responsáveis pelo encontro foram Rafaela da Silva e Viviane Lemos, enfermeiras das equipes Limites e Maravilha respectivamente.

O objetivo do grupo é prevenção e promoção de saúde para pacientes com doenças crônicas, abordando informações sobre alimentação saudável, o uso correto da medicação, solicitar exames e agendamento de retorno.

O Hiperdia tem ações de controle das doenças e prevenção as suas complicações, permitindo gerar informação para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos de forma regular e sistemática a todos os pacientes.

DIA MUNDIAL DO RIM

O Dia Mundial do Rim é uma campanha global criada pelas Sociedade Internacional de Nefrologia (International Society of Nephrology – ISN) e pela International Federation of Kidney Foundations (IFKF), que são instituições internacionais sem fins lucrativos em 2006. Desde então, esse dia é comemorado sempre na segunda quinta-feira do mês de março anualmente.

Essa celebração foi idealizada com objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância do funcionamento adequado dos rins para manutenção de uma vida saudável. Além disso, visa divulgar os fatores de riscos relacionados ao desenvolvimento da doença renal crônica e, assim, reduzir a incidência das doenças renais e dos impactos clínicos relacionados a ela.

A doença renal crônica (DRC) é uma síndrome clínica definida por alterações de um dano estrutural renal ou pela redução da função renal estimada por meio da taxa de filtração glomerular. Essas alterações devem persistir por três meses ou mais para, assim, caracterizar uma DRC. Ela se manifesta de forma assintomática na maior parte dos casos, o que dificulta o seu diagnóstico precoce. As manifestações clínicas mais frequentes são retenção de líquidos, elevação dos níveis pressóricos, falta de ar, fraqueza e perda do apetite. Esses achados clínicos estão relacionados a redução da capacidade de filtração e depuração de toxinas que ocorrem nos estágios mais avançados da DRC. Destaca-se também o aumento do risco cardiovascular relacionado com estimada com redução da taxa de filtração glomerular ou “perda da função renal” e com o aumento do nível proteinúria do paciente. Quando a doença é identificada nas fases mais tardias, o dano renal muitas vezes é irreversível, sendo necessária a instituição de tratamento dialítico para alívio dos sintomas e manutenção da vida. Estima-se que, no Brasil, cerca de 50 mil pessoas por ano com doença renal morrem precocemente antes de ter acesso à diálise ou ao transplante, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

As principais causas de doença renal crônica no Brasil é o diabetes mellitus e a hipertensão arterial. Outros fatores de risco modificáveis envolvidos na patogenia da DRC são o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo.

A prevalência mundial da DRC na população adulta foi estimada em 9,1% em estudo realizado 2017. No Brasil, é estimado que 8,9% da população tenha algum grau de DRC. A Sociedade Brasileira de Nefrologia estimou que 148.363 pessoas estão em terapia dialítica, de acordo com censo realizado em julho 2021, com taxa de mortalidade bruta estimada de 22,3%. Esses dados mostram a extensão da prevalência da DRC, sendo de grande relevância a realização de ações que divulguem a medidas preventivas e de diagnóstico precoce da doença renal.

A Campanha do Dia Mundial do Rim de 2024 aborda o tema “SAÚDE DOS RINS (& exame de creatinina) PARA TODOS: porque todos têm o direito ao diagnóstico e acesso ao tratamento”. Nesse sentido, a campanha visa à divulgação de medidas de prevenção de doenças renais como, por exemplo, o controle adequado de hipertensão arterial e diabetes mellitus e a adoção de hábitos saudáveis como a prática de atividade física e cessação do tabagismo. A campanha enfoca também no rastreamento sistemático da DRC em pacientes com DM e HAS com dosagem de creatinina sérica (marcador da taxa de filtração glomerular). Além disso, ressalta a necessidade da equidade do acesso ao diagnóstico e tratamento precoce para todos por meio da implementação de políticas públicas que garantam o acesso aos meios diagnósticos, às medicações de alto custo e suporte de terapia renal substitutiva de forma ampla e equânime a toda população. Esse se configura um dos maiores desafios considerando o cenário atual do Sistema Único de Saúde diante das disparidades socioeconômicas entre as diversas regiões do Brasil.

 

Fonte: UnB Notícias – Dia Mundial do Rim

ACADEMIA CARIOCA CFOE – HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

No dia 13/03/2024, na Academia Carioca da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE), a profissional de educação física Júlia Fonseca preparou um homenagem ao dia Internacional da Mulher. Além das atividades de rotina junto aos participantes do programa, teve uma apresentação musical que contou com a participação de todos. A música escolhida foi “Mulher” de Erasmo Carlos.

No dia 08 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Essa data comemorativa foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970 e simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. A data simboliza a luta das mulheres pela igualdade de gênero, pela não discriminação e contra a violência.

GRUPO DE TABAGISMO – CFOE

Na manhã do dia 12/03/2024, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, tivemos a 4ª sessão do grupo de tabagismo da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE). O assunto abordado pela psicóloga Márcia Barros foi “Benefícios obtidos após parar de fumar”. Participaram da ação as Agentes Comunitários de Saúde Juliana dos Santos e Carolina Cardoso e o Fisioterapeuta Julio César.

O objetivo do grupo é reforçar a motivação dos participantes para manter o foco em parar de fumar, compartilhando experiências bem sucedidas entre os participantes e enfatizando a rede de apoio para prevenção de recaídas. Como parte do tratamento, teve sessão de auriculoterapia para controle da ansiedade e fissura.

10/3 – DIA NACIONAL DE COMBATE AO SEDENTARISMO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial adulta é fisicamente inativo e o sedentarismo mata cerca de cinco milhões de pessoas anualmente.

Em relatório recente, a Organização Mundial da Saúde fez um alerta de que quase 500 milhões de pessoas vão desenvolver doenças cardíacas, obesidade ou outras condições atribuídas à inatividade física entre 2020 e 2030. O documento contém dados de 194 países e mostra um progresso lento das nações para a criação de políticas públicas que possam reverter este quadro.

No Brasil, considerado o país mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano devido a doenças associadas ao sedentarismo. No país, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 47% dos brasileiros adultos são sedentários e entre os jovens o número é maior e ainda mais alarmante: 84%.

A recomendação da OMS é praticar 150 minutos de atividade física moderada por semana. A prática tem como principais benefícios:

– Redução do risco de acidente vascular cerebral (AVC) ;
– Diminuição da pressão arterial, reduzindo as chances de doenças cardiovasculares;
– Controle e redução das chances de desenvolver diabetes;
– Ajuda no controle do peso;
– Melhora da insônia;
– Ajuda na circulação sanguínea;
– Promove bem-estar físico e mental.

De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, o comportamento sedentário envolve atividades realizadas quando se está acordado sentado, reclinado ou deitado e gastando pouca energia. Essas atividades geralmente são realizadas em frente a telas de computador, televisão, celulares e tablets, mas também incluem o tempo sentado para se deslocar de um lugar a outro utilizando carro, ônibus ou metrô, e para realizar trabalhos manuais, jogar cartas ou jogos de mesa.

Conforme o referido Guia, a atividade física é importante para o pleno desenvolvimento humano e deve ser praticada em todas as fases da vida e em diversos momentos, como ao se deslocar de um lugar para outro, durante o trabalho ou estudo, ao realizar tarefas domésticas ou durante o tempo livre. Os exercícios físicos também são exemplos de atividades físicas, mas se diferenciam por serem atividades planejadas, estruturadas e repetitivas com o objetivo de melhorar ou manter as capacidades físicas e o peso adequado, além de serem prescritos por profissionais de educação física. Todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício físico!

As evidências científicas mostram que longos períodos em comportamentos sedentários estão relacionados a um maior risco de mortalidade, ao surgimento de diabetes, de doenças cardiovasculares e de câncer, independentemente da quantidade de atividade física praticada. A parte preocupante disso é que mesmo para as pessoas que praticam alguma atividade física ao longo do dia, o tempo excessivo em comportamento sedentário oferece riscos para a saúde.

Ou seja, a prática de atividade física não compensa os efeitos do tempo em comportamento sedentário. Portanto, além de incluir mais atividade física na sua rotina, se tornando mais ativo fisicamente, diminuir o tempo gasto em comportamento sedentário é tão importante quanto!

Como atualmente o trabalho, os estudos e até mesmo os momentos de lazer, bem como algumas condições de saúde, levam as pessoas a ficarem cada vez mais sentadas por muitas horas ao longo do dia, o uso de estratégias que ajudam a diminuir e a interromper o comportamento sedentário, de forma simples e eficiente, é uma maneira de amenizar os efeitos prejudiciais desses comportamentos.

Como diminuir e evitar o comportamento sedentário?

Para melhorar a saúde, é preciso criar estratégias para diminuir e interromper o tempo excessivo em repouso. Para isso, pequenas atitudes podem ajudar a diminuí-lo e a melhorar a qualidade de vida. Vale reduzir o tempo sentado ou deitado assistindo à televisão ou usando o celular, computador, tablet ou videogame. Na prática, a cada uma hora em comportamento sedentário, é recomendado se movimentar por pelo menos 5 minutos. Nesse momento, pode-se aproveitar para mudar de posição e ficar em pé, ir ao banheiro, beber água e alongar o corpo.

Para José Carlos Farah, professor da Universidade de São Paulo, a mudança vem com políticas públicas que incentivem a prática da atividade física a todas as camadas da população, mas também uma mudança de mentalidade através da educação de crianças e adolescentes que, quando adultos, deixarão de ser sedentários. O professor destaca que não é fácil, mas é possível.

O setor saúde tem um importante papel na promoção da atividade física, mas é essencial o envolvimento das outras áreas para a mudança do atual cenário brasileiro. Para isso, o Guia de Atividade Física para a População Brasileira procura subsidiar também os profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde e dos demais setores relacionados com a promoção da atividade física, convergindo esforços intersetoriais para o aumento dos níveis de atividade física dos brasileiros.

O Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prática regular de atividades físicas e os riscos do sedentarismo para a saúde.

Fonte: 10/3 – Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo | Biblioteca Virtual em Saúde MS (saude.gov.br)

GRUPO DE ADOLESCENTE CFOE – DIVERGENTES

Na tarde do dia 07/03/2024, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, tivemos uma sessão cinema com o grupo de adolescentes da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE). O filme exibido foi “Zootopia”, usado como disparador para discussão sobre carreira profissional e projetos de futuro. Participaram da ação as profissionais Marcia Barros (Psicóloga eMulti), Tathiane Abreu (Fonoaudióloga eMulti), Julia Fonseca (Profissional de Educação Física), Simone Mateus (Agente Comunitário de Saúde) e Flavia Garcia (Agente Comunitário de Saúde).

O objetivo da ação é estimular o interesse e o desenvolvimento de ideias para o futuro, a possibilidade de crescer e acreditar no seu potencial.

REINAUGURAÇÃO DA CASA DA MULHER CARIOCA DINAH COUTINHO

Com grande alegria, anunciamos a reinauguração da Casa da Mulher Carioca Dinah Coutinho, no dia 7 de março de 2024, quinta-feira. Este é um marco importante em nosso compromisso contínuo com o empoderamento e o bem-estar das mulheres em nossa comunidade. Em breve 15 mil vagas em cursos gratuitos, como inglês, soldadora mecânica, eletricista predial, cuidadora de idosos, assistente administrativo, auxiliar de cozinha e muitos outros!

A Casa da Mulher Carioca se configura como um espaço de promoção de políticas públicas para mulheres com o objetivo de desenvolver um ambiente de interação, capacitação e empoderamento feminino com a aplicação de estratégias efetivas com vistas à prevenção das situações de violência contra a mulher, exercício da cidadania e construção da autonomia das mulheres, viabilizando o acesso aos direitos e assistência qualificada às mulheres através da oferta de serviços e realização de diversas atividades.

Através da troca de vivências por meio de atividades coletivas (oficinas, rodas de conversa, capacitações profissionais, entre outros), bem como por meio dos atendimentos individualizados, todos mediados por equipe multiprofisisonal composta por assistentes sociais, psicólogas, pedagogas e advogadas, que as Casas da Mulher Carioca contribuem para a inclusão social e o exercício da cidadania das mulheres cariocas, a partir do resgate da autoestima, autonomia e fomento ao empoderamento feminino.

Serviços oferecidos: Atendimento psicossocial, orientação jurídica, orientação pedagógica, cursos livres e oficinas de capacitação profissional em diversas áreas, além da oferta de palestras, rodas de conversa e outras atividades coletivas com temáticas que perpassam a questão de gênero.

Joyce Trindade, Secretária de Política de Proteção à Mulher do Rio e Mariana Fernandes da estação OTICS Rio Padre Miguel

 

A Casa da Mulher Carioca Dinah Coutinho fica na Rua Limites, 1260, Realengo.