GRUPO DE ADOLESCENTES – CFOE

Na tarde de 08/02/2024, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, a psicóloga Marcia Barros, a assistente social Jéssica Cura e as agentes comunitários de saúde Flavia Garcia e Simone Mateus, todas profissionais da Clínica da Família Olímpia Esteves, realizaram uma palestra com adolescentes para falar sobre promoção de saúde.

O objetivo é oferecer um espaço para elaboração de conteúdos reprimidos e reflexão sobre temas de saúde e perspectivas de futuro.

CARNAVAL ACADEMIA CARIOCA – CFOE

Na manhã do dia 07/02/2024, os participantes da academia carioca da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE), participaram do bloco “SER DIFERENTE É NORMAL”, organizado pela profissional de educação física da unidade, Julia Fonseca.

O evento teve o objetivo de confraternização, prática de exercícios físicos e claro, muito samba no pé. Ser feliz é uma questão de saúde. Diversos estudos apontam que a saúde emocional está profundamente ligada com o bem-estar físico.

Como curtir o carnaval de forma saudável?

É preciso se alimentar bem e descansar; beber muita água durante todo o dia e, para repor os sais minerais, vale a pena apostar em água de coco. Para correr tudo bem no carnaval também é preciso tomar cuidado com o consumo de bebida alcoólica, que é algo que não combina com atividade física e boa saúde.

REUNIÃO DE EQUIPE – LUISA BARATA (CFOE)

Na tarde de 06/02/2024, na sala de reunião da estação OTICS-Rio Padre Miguel, aconteceu uma reunião para apresentação da nova enfermeira Natalia Almeida da equipe Luisa Barata.

O objetivo do encontro foi para alinhar os processos de trabalho, verificar sobre possíveis pendências em relação ao acompanhamento dos pacientes da equipe e planejar futuras ações de cuidado.

PLANEJAMENTO DE COMBATE A ARBOVIROSE (DENGUE) – CFOE – 2ª PARTE

Na manhã do dia 06/02/2024, a enfermeira RT Lenir Marçal da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE) realizou a segunda parte do treinamento de arbovirose (Dengue), no laboratório de informática da estação OTICS-Rio Padre Miguel, com os Agentes Comunitários de Saúde da unidade.

O objetivo é capacitar os ACSs para identificar sinais e sintomas da Dengue, diferenciar os sintomas entre Dengue e COVID, qualificar a escuta nos guichês, implementar organograma e vigilância do cuidado por equipe (Dengue), ampliação do olhar dentro do território de Olímpia e acordar bloqueio de combate ao foco de Dengue nas micro áreas.

Paes decreta estado de emergência na saúde por causa da dengue, e Rio terá 10 polos de atendimento

O prefeito Eduardo Paes decretou estado de emergência em saúde pública por causa da dengue. A medida saiu no Diário Oficial do município desta segunda-feira (5). Também nesta segunda, a prefeitura inaugura 3 de 10 polos de atendimento a pacientes com a virose.

A primeira unidade ficará em Curicica, na Clínica da Família Raphael de Paula Souza. O segundo e terceiro polo, respectivamente, ficarão na Policlínica Lincoln de Freitas Filho, em Santa Cruz, e no Posto de Saúde Belisario Pena, em Campo Grande, ambos na Zona Oeste.

Segundo a Prefeitura do Rio, os outros polos ficarão em:

  • Bangu,
  • Madureira,
  • Del Castilho,
  • Tijuca,
  • Gávea,
  • Centro e
  • Complexo do Alemão.

Além disso, serão 150 centros de tratamento e hidratação.

“É fundamental a cooperação da população”, diz ministra da Saúde

Durante a inauguração do polo em Curicica, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, pediu a colaboração da população para evitar que a doença se prolifere pela cidade.

“Estamos trabalhando em um esforço nacional, em locais de emergência como o Rio, para prevenir a dengue. Mas, é fundamental a cooperação da população, porque 70% dos focos (de dengue) estão dentro das casas”, pontuou.

Nísia informou que, nesta segunda, o Ministério da Saúde vai apresentar o cronograma para a vacinação da doença em todo o país. O calendário de vacinação contra a dengue, ainda sem data de início, que prevê priorizar a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por serem a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença.

Os municípios prioritários que vão receber as doses do imunizante já foram definidos.

“(Sobre a vacinação) Nós já definimos os municípios junto com os secretários estaduais e municipais de saúde, mas a mensagem importante também é que a vacina é um grande instrumento, mas ela vai ser importante progressivamente para a saúde pública. Agora o impacto é realmente da prevenção, do cuidado, das pessoas com sintomas não se automedicarem”, informou a ministra da Saúde, que completou:

“A vacina é realmente a grande esperança depois de 40 anos de epidemia de dengue”.

Na sexta-feira (2), o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que o Rio já vivia uma epidemia de dengue, com mais de 11 mil casos da doença confirmados — um recorde de internação.

Também na sexta, o Rio apresentou um plano de contingência para assistência da população e combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

Entre as medidas estão:

  • a criação do Centro de Operações de Emergência (COE-Dengue);
  • a dedicação de leitos exclusivos a pacientes com dengue nos hospitais da rede municipal;
  • o uso de carros-fumacê nas regiões com maior incidência de casos
  • a entrada compulsória em imóveis fechados e abandonados.

Também no Diário Oficial desta segunda, a prefeitura anunciou R$ 2 milhões para a compra de testes rápidos para a dengue. O município autorizou a abertura da licitação, que será por um pregão eletrônico. Quem levará será a empresa que oferecer o menor preço.

Aedes aegypti é o transmissor da febre amarela, dengue, zika e chikungunya no Brasil — Foto: Pixabay/Divulgação
 17,5 mil casos no RJ

O Estado do Rio de Janeiro registrou 17.544 casos de dengue apenas no mês de janeiro deste ano. O número é 12 vezes maior que o registrado em janeiro do ano passado (1.441).

Dos 92 municípios fluminenses, 14 apresentam taxa de incidência acima de 500 casos por 100 mil habitantes. Os destaques são Itatiaia, Cambuci, Resende e Piraí.

Os sintomas da doença são: febre alta, dores nas articulações, dores atrás dos olhos e manchas na pele. O atendimento de saúde deve ser procurado para evitar que os casos não se agravem e combater os focos de mosquito.

Fonte: Paes decreta estado de emergência na saúde por causa da dengue, e Rio terá 10 polos de atendimento | Rio de Janeiro | G1 (globo.com)

GRUPO DE TABAGISMO – ENTREVISTAS

No dia 06/02/2024, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, aconteceram entrevistas com pacientes que pretendem ingressar no grupo de tabagismo. As responsáveis por ministrar esse encontro foram Márcia Barros (psicóloga eMulti), Patrícia Vianna (dentista) e Cláudia Gomes (auxiliar em saúde bucal) da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE).

O objetivo da entrevista é avaliar as condições de saúde física e mental, história tabagista e grau de dependência dos fumantes. Também aconteceu a apresentação da equipe responsável pelo programa, cronograma dos encontros do grupo e encaminhamento dos entrevistados para avaliação na saúde bucal.

05 DE FEVEREIRO – DIA DO MASTOLOGISTA E DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA

O mês de fevereiro é importante para saúde da mulher. No dia cinco é comemorado o dia do Mastologista e o dia Nacional da Mamografia. Trata-se de mais uma oportunidade por também constituir um alerta para a prevenção em saúde.

O médico mastologista é o profissional da saúde especializado em enfermidades da mama, sejam elas benignas ou malignas. Esses profissionais atuam diretamente nos processos de estudo, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação em todas as doenças que atingem as mamas.

“É importante a visita ao mastologista porque o câncer de mama é de maior mortalidade entre as mulheres. E ele pode ser curável desde que o diagnóstico seja realizado precocemente. O mastologista é o profissional habilitado para diagnosticar e tratar as enfermidades da mama”, disse a DRª Fátima Cristina, mastologista do HUAC e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Mesmo que logo seja relacionado a câncer de mama, o mastologista também identifica e trata outras doenças que atingem as mamas, como nódulos, assimetrias e mastites (inflamação nas glândulas mamárias). A especialidade une clínica e cirurgia, por realizar, também, procedimento oncoplástico reconstrutivo da mama. Mas, às vezes, os homens também precisam desse especialista: a ginecomastia (crescimento anormal das mamas – masculinas) faz com que eles também procurem um mastologista.

 

 

Dia da Mamografia – O Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, tem como objetivo também compartilhar a compreensão de que há formas simples e eficazes de prevenir e vencer o câncer de mama.

O SUS indica mamografias de rastreamento, que são aquelas capazes de contribuir para a detecção precoce da doença, dos 50 aos 69 anos de idade e a cada dois anos em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama. Ocorre que há situações que pedem o início do rastreamento mais cedo, quando, por exemplo, há história da doença na família ou determinadas pré-disposições que podem ampliar os riscos.

 

 

Fonte: Dia do mastologista e dia nacional da mamografia reforçam o alerta para prevenção da saúde — Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (www.gov.br)

05 DE FEVEREIRO – DIA DO DERMATOLOGISTA

O Dia do Dermatologista é comemorado em 5 de fevereiro no Brasil. Desde 2000, a data tem como objetivo homenagear os profissionais da dermatologia, que são médicos especializados no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças e infecções relacionadas à pele, cabelos e unhas, além da realização de procedimentos estéticos. A escolha do dia 5 de fevereiro marca a fundação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 1912.

A importância do Dia do Dermatologista está em reconhecer e valorizar o trabalho dos dermatologistas, que desempenham um papel crucial na promoção da saúde do maior órgão do corpo humano. Por meio da análise de sinais e lesões, os médicos especializados diagnosticam e tratam uma variedade de condições, desde acne até doenças mais complexas, como câncer de pele.

 

 

Como é a carreira do médico dermatologista?

A carreira em Dermatologia oferece a oportunidade de fazer uma diferença significativa na vida das pessoas, ajudando a tratar condições dermatológicas, melhorar a autoestima dos pacientes e promover a saúde da pele. O profissional pode atuar em diversas áreas, incluindo dermatologia clínica, dermatologia cirúrgica, dermatologia estética dermatopatologia, entre outras. As oportunidades estão em hospitais das redes pública e particular, clínicas privadas ou até consultórios próprios.

A área da Dermatologia está em constante evolução, com novas tecnologias e tratamentos sendo desenvolvidos. Portanto, é fundamental para os especialistas manterem-se atualizados por meio de cursos de educação continuada e participação em conferências e eventos científicos. Muitos dermatologistas também escolhem empreender, abrindo suas próprias clínicas ou participando de parcerias em centros de estética e bem-estar.

 

 

Fonte: Educa Mais Brasil

PLANEJAMENTO DE COMBATE A ARBOVIROSE (DENGUE) – CFOE

Na manhã do dia 02/02/2024, a gerente Mariana Quindeler e a enfermeira RT Lenir Marçal da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE), fizeram uma reunião no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel para alinhar o fluxo de trabalho interno dos Agentes Comunitários de Saúde.

O objetivo é capacitar os ACSs para identificar sinais e sintomas da Dengue, diferenciar os sintomas entre Dengue e COVID, qualificar a escuta nos guichês, implementar organograma e vigilância do cuidado por equipe (Dengue), ampliação do olhar dentro do território de Olímpia e acordar bloqueio de combate ao foco de Dengue nas micro áreas.

A cidade do Rio de Janeiro vive uma epidemia de dengue, afirmou nesta sexta-feira (2) o secretário Municipal de Saúde da cidade, Daniel Soranz. O município registrou 44,2% dos casos de dengue notificados em todo o ano passado apenas no mês de janeiro deste ano.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde da capital fluminense, foram 22.959 casos em todo 2023. Apenas em janeiro de 2024 foram 10.156 ocorrências.

“A gente bateu o recorde de internações por dengue na história do município com 362 casos de pessoas internadas apenas no mês de janeiro”, afirmou o secretário Municipal de Saúde.

De acordo com o secretário Daniel Soranz, a curva de crescimento dos casos começou a subir mais cedo do que o esperado, em comparação com dados de anos anteriores.

“A gente sabe que os meses nos quais temos maior incidência dos casos de dengue são os meses de março, abril e início de maio. E a gente vê uma curva ascendente logo no começo do mês de janeiro, aumentando a nossa preocupação”, disse Soranz.

Ele ressaltou que a curva de casos deve seguir um caminho de crescimento até o mês de maio. O diagnóstico precoce ajuda a evitar internações e óbitos.

“A gente tem que ficar atento aos sintomas: febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e nas articulações, mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo”, ressaltou Soranz.

De acordo com o secretário, as regiões de Campo Grande e Guaratiba são as mais atingidas. O Grande Méier, Grande Tijuca e a área de Santa Cruz também têm casos acima da média da cidade.

“Nos últimos 90 dias, a curva é ascendente. A gente chegou a ter, em um único dia, 569 casos notificados”, afirmou o secretário.

Polos de atendimento

Por conta do quadro de crescimento dos casos na cidade, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a instalação de dez polos de atendimento de dengue na cidade. Além disso, serão 150 centros de tratamento e hidratação.

“Esses polos de hidratação e o diagnóstico precoce são fundamentais para evitar mortes”, disse o prefeito Eduardo Paes.

Os hospitais de referência e unidades de atenção primária terão leitos específicos para o atendimento de pacientes mais graves.

“De acordo com o crescimento do número de casos, vamos aumentando o número de polos”, afirmou Soranz.

Combate ao vetor

Prefeito Eduardo Paes e Daniel Soranz, secretário Municipal de Saúde, em entrevista coletiva sobre casos de dengue no Rio — Foto: Reprodução

O secretário Daniel Soranz destacou a importância dos moradores no combate ao mosquito Aedes Aegypti.

“No combate ao vetor, a gente começa na nossa casa. Em cada três casos de dengue, em dois a gente consegue encontrar o vetor no próprio domicílio do paciente”, disse Soranz.

A Prefeitura do Rio também anunciou a criação de um Centro de Operações de Emergência, com a divulgações de boletins semanais, a exemplo do que havia sido criado durante a pandemia de Covid-19.

Além disso, 16 carros fumacê serão usados nas regiões com maior incidência de casos da doença.

Estado

O Estado do Rio de Janeiro registrou 17.544 casos de dengue apenas no mês de janeiro deste ano. O número é 12 vezes maior que o registrado em janeiro do ano passado, quando 1.441 casos foram registrados.

Dos 92 municípios fluminenses, catorze apresentam taxa de incidência acima de 500 casos por 100 mil habitantes. Os destaques são ItatiaiaCambuciResende e Piraí.

Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro enviou recomendações aos 92 municípios do estado cobrando medidas de combate à dengue. No documento, o órgão recomenda que as secretarias municipais de Saúde intensifiquem as ações de controle de disseminação da doença com a produção de relatórios dos locais visitados por agentes para a retirada de focos do mosquito Aedes Aegypti.

Outro pedido é sobre o monitoramento de casos e mortes, com a organização de uma estrutura para o atendimento dos pacientes.

A Defensoria também pediu a criação de centros de hidratação com serviço para o atendimento de pacientes com dengue.

REUNIÃO DE COLEGIADO LOCAL – EDUCAÇÃO FÍSICA

No turno da tarde do dia 01/02/2024, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, aconteceu uma reunião de planejamento das atividades para 2024, dos educadores físicos da academia carioca da AP 5.1. O responsável pelo encontro foi Jone Vidal do Nascimento, que teve como objetivo ajustar o processo de trabalho e orientar sobre novas demandas.

SEMANA NACIONAL DE PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

No cenário brasileiro, a gravidez na adolescência tem sido uma preocupação constante, com implicações significativas para o desenvolvimento das jovens mães e seus filhos. Sob o mote “Respeito e Cuidado”, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) dá início às ações de proteção e enfrentamento as violações de direitos contra crianças e adolescentes durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência.

O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância de proteger e cuidar das crianças e adolescentes por meio da disseminação de informações sobre a prevenção da gravidez precoce. Celebrada anualmente no período que inclui o dia 1º de fevereiro, a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência foi criada em 2019, através da Lei 13.798 e acrescentou novo artigo no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 8º-A).

Números

Dados indicam que, apesar da diminuição nos números, o Brasil ainda enfrenta altos índices de gravidez na adolescência. Essa realidade impacta não apenas a saúde das jovens, mas também o acesso à educação e a oportunidades profissionais. De acordo com um estudo do Ministério da Saúde, divulgado em 2020, naquele ano, cerca de 380 mil partos foram de mães com até 19 anos de idade, o que correspondeu a 14% de todos os nascimentos no Brasil.

A pesquisa também apontou que, entre os nascidos vivos de adolescentes grávidas, em 2020, a maior concentração está nas regiões Norte (21,3%) e Nordeste (16,9%), seguido por Centro-Oeste (13,5%), Sudeste (11%) e Sul (10,5%).

No recorte étnico, do total de nascidos vivos de mães indígenas, 28,2% foram de mães adolescentes. Entre as mulheres pardas que se tornaram mães, 16,7% dos bebês nasceram de adolescentes, e entre os partos de mulheres pretas, 13% foram de adolescentes. Já entre os nascidos de mães brancas, 9,2% eram adolescentes.

Impactos

Além de estar sujeita a maior ocorrência de complicações, como abortamento, diabetes gestacional, parto prematuro e depressão pós-parto, a gravidez na adolescência repercute negativamente na formação educacional das jovens, com elevado índice de abandono do recém-nascido – em vez da entrega voluntária para adoção – ou de interrupção dos estudos, refletindo-se de forma desfavorável em sua condição social e econômica e dificultando a sua inserção no mercado de trabalho.

De acordo com a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a gravidez na adolescência é um fenômeno que abrange diversas faces da experiência humana e está diretamente ligada ao contexto sociocultural, econômico e político, além das dimensões étnicas, raciais e de gênero. Essa realidade exerce um impacto direto sobre a autoestima e a saúde mental das jovens adolescentes que se tornam mães, podendo ocasionar riscos para elas e também para os recém-nascidos, como frustrações, silenciamento, invalidação de sentimentos, invisibilidade, medos e inquietações.

Além disso, outros fatores podem ser observados no contexto da gravidez precoce, como a ausência de amamentação por quaisquer motivos; a omissão ou recusa do pai biológico ou parceiro pela responsabilidade da paternidade; a falta de rede de apoio; o uso de álcool e outras drogas; episódios de violência intrafamiliar; e a rejeição por parte da família.

Perspectivas

O secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cláudio Vieira, ressalta a importância da conscientização de todas as pessoas sobre o tema. “É fundamental o envolvimento da sociedade, instituições de ensino, profissionais de saúde e familiares para promover uma mudança cultural e garantir o pleno desenvolvimento das adolescentes”, afirma.

Cláudio Vieira acrescenta que o enfrentamento da gravidez na adolescência requer uma abordagem multifacetada, que vai além da legislação. “Ações contínuas, educação sexual efetiva e o fortalecimento da rede de apoio são essenciais para criar um ambiente propício ao crescimento saudável das jovens e para transformar positivamente a realidade das futuras gerações.

Por: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)

Fonte: Gravidez na adolescência: 380 mil partos foram realizados por mães com até 19 anos somente em 2020 no Brasil — Agência Gov (ebc.com.br)