Na tarde de terça-feira do dia 10/12/2024, rebemos no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, Mariana Quindeler gerente da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE) para reunião com a equipe técnica da unidade.
Gerente Mariana Quindeler da Clínica da Família Olímpia Esteves
A reunião teve como objetivo apurar e alinhar os processos de trabalho.
“É uma atribuição comum aos profissionais das equipes de atenção básica realizar reuniões de equipes com o objetivo de discutir o planejamento e realizar avaliação das ações da equipe, com base nas informações e dados disponíveis. Essas reuniões podem ser importantes dispositivos para a organização, estruturação e troca de saberes, para qualificação e educação permanente dos profissionais além de ser um espaço em potencial para a tomada de decisões. Elas podem funcionar como um dispositivo de aproximação entre os diferentes saberes, para a construção diária do processo de trabalho e para planejamento de uma equipe de saúde.”
O tema de 2024 é “Nossos Direitos, Nosso Futuro, Agora”, destacando a relevância permanente dos direitos humanos para enfrentar os desafios globais.
Aqui estão cinco fatos essenciais sobre os direitos humanos que todos deveriam conhecer:
1. Os direitos humanos são universais e inalienáveis
Os direitos humanos não são concedidos pelos Estados. Eles pertencem a todos, em qualquer lugar, simplesmente por serem humanos. Esses direitos transcendem raça, gênero, nacionalidade ou crenças, garantindo igualdade e dignidade para todos.
Entre esses direitos estão os fundamentais, como o direito à vida, estabelecido no Artigo 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e aqueles que permitem uma existência plena, como o acesso à educação e à saúde.
Os direitos humanos também são inalienáveis, ou seja, não podem ser retirados, exceto em circunstâncias legais específicas, como a prisão após o devido processo legal.
Unicef/Phil Hatcher-Moore Uma criança carrega galões vazios para encher com água de uma torneira próxima que fornece água não tratada do rio Nilo, em Juba, no Sudão do Sul.
2. Os direitos humanos são iguais, indivisíveis e interdependentes
Os direitos humanos são indivisíveis e interdependentes, o que significa que a realização de um direito muitas vezes depende dos outros.
Por exemplo, o direito à educação é crucial para exercer direitos políticos, como votar em eleições. Da mesma forma, o direito à saúde e o acesso à água potável são vitais para o direito à vida e à dignidade.
Compreender essa interconexão é essencial para lidar com questões globais complexas.
Isso significa que abordar uma área pode levar ao progresso em outras, como igualdade de gênero ou redução da pobreza, enquanto ignorar até mesmo um direito pode criar um efeito dominó, prejudicando indivíduos e comunidades de várias maneiras.
3. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi um marco global
Os direitos humanos não são apenas ideias abstratas. Por meio de diferentes declarações, pactos e leis, eles se tornaram normas que possibilitam ações.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos surgiu após as atrocidades da Segunda Guerra Mundial e foi adotada em 1948, se tornando a primeira declaração abrangente de direitos humanos universais do mundo.
Como base do direito internacional, os 30 artigos da Declaração descrevem liberdades fundamentais, como igualdade, liberdade e proteção contra tortura, inspirando mais de 80 tratados internacionais.
Juntamente com o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, a Declaração forma a Carta Internacional dos Direitos Humanos.
4. Os Estados têm obrigações, e os indivíduos têm suporte
Todos os Estados ratificaram pelo menos um dos nove principais tratados de direitos humanos, bem como um dos nove protocolos opcionais. Isso significa que os Estados têm obrigações e deveres sob o direito internacional de respeitar, proteger e cumprir os direitos humanos.
Ao mesmo tempo, os tratados existentes na área oferecem uma estrutura para indivíduos e comunidades exigirem a realização de seus direitos e promoverem mudanças.
Movimentos de base, como o “Fridays for the Future”, liderado por jovens, mostram como os direitos humanos podem fortalecer a luta por justiça climática.
Unicef/Christian Åslund Jovens ativistas climáticos participam da ação global Fridays for Future em Estocolmo, Suécia. (arquivo)
5. Dia dos Direitos Humanos: uma plataforma para ação
Observado anualmente, o Dia Internacional dos Direitos Humanos celebra a adoção da Declaração Universal e serve como uma plataforma para refletir tanto sobre conquistas quanto sobre lutas em andamento.
Em mensagem de vídeo para marcar a data, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou que “os direitos humanos são sobre pessoas, eles são sobre a vida, incluindo “necessidades, desejos e medos”, bem como esperanças para o presente e o futuro.
Este ano, o 76º aniversário da Declaração Universal enfatiza o poder dos direitos humanos como uma força preventiva, protetora e transformadora, especialmente em tempos de crise.
DIA dos Direitos Humanos: Cinco Fatos Essenciais: O Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro, reforça a importância da igualdade, justiça e dignidade para todas as pessoas ao redor do mundo.. ONU News: Perspectiva Global Reportagens Humanas, Site, 9 dez. 2024. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/12/1841866. Acesso em: 10 dez. 2024.
O Dia da Criança com Deficiência é comemorado anualmente no dia 9 de dezembro. A data tem como objetivo chamar a atenção da população para a necessidade de compreensão sobre esse universo e de respeito para com as crianças, além de incentivar a promoção da melhoria da sua qualidade de vida.
Fazem parte deste grupo crianças com diagnóstico de autismo, deficiência mental, auditiva e visual, Síndrome de Down e outras menos conhecidas, mas que também afetam o relacionamento com a sociedade.
O número de crianças com deficiência em todo o mundo é estimado em quase 240 milhões, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Em comparação com crianças sem deficiência, crianças com deficiência têm:
– 24% menos probabilidade de receber estimulação precoce e cuidados responsivos;
– 42% menos probabilidade de ter habilidades básicas de leitura e numeramento;
– 25% mais probabilidade de sofrer de desnutrição aguda e 34% mais probabilidade de sofrer de desnutrição crônica;
– 53% mais probabilidade de apresentar sintomas de infecção respiratória aguda;
– 49% mais probabilidade de nunca ter frequentado a escola;
– 47% mais probabilidade de estar fora do ensino fundamental I, 33% mais probabilidade de estar fora do ensino fundamental II e 27% mais probabilidade de estar fora do ensino médio;
– 51% mais probabilidade de se sentir infelizes;
– 41% mais probabilidade de se sentir discriminadas;
– 32% mais probabilidade de sofrer castigos corporais severos.
No entanto, a experiência da deficiência varia muito. A análise demonstra que existe um espectro de riscos e resultados dependendo do tipo de deficiência, de onde a criança mora e de quais serviços ela pode acessar. Isso destaca a importância de projetar soluções direcionadas para lidar com as desigualdades.
O acesso à educação é um dos vários assuntos examinados no relatório. Apesar do amplo consenso sobre a importância da educação, as crianças com deficiência ainda estão ficando para trás.
O relatório constatou que crianças com dificuldade de comunicação e de cuidar de si mesmas são as que têm maior probabilidade de estar fora da escola, independentemente do nível de escolaridade. As taxas de crianças e adolescentes fora da escola são mais altas entre crianças com deficiências múltiplas e as disparidades tornam-se ainda mais significativas quando a gravidade da deficiência é levada em consideração.
“A exclusão costuma ser consequência da invisibilidade. Há muito tempo não temos dados confiáveis sobre o número de crianças com deficiência. Quando deixamos de contar, considerar e consultar essas crianças, não estamos ajudando-as a atingir seu vasto potencial”. (Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF).
Alguns direitos da Criança com Deficiência:
As escolas não podem rejeitar pessoas com deficiência. Como qualquer cidadão, as pessoas com deficiência têm direito à escola regular com os devidos apoios e adaptação dos materiais para seu desenvolvimento. Também não é permitido cobrar taxas extras por isso;
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece em seu artigo 11, §1º e §2º que o atendimento médico seja realizado sem qualquer tipo de discriminação, além de assegurar o direito ao recebimento de órteses, próteses e outras tecnologias, gratuitamente;
O ECA prevê em seu artigo 54, inciso III, que pessoas com deficiência tenham atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino;
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), também assegura atendimento educacional especializado aos educandos com deficiência;
A Lei Brasileira de Inclusão – LBI (Lei nº 13.146/2015) assegura que pessoas com e sem deficiência tenham a oportunidade de conviver umas com as outras, de forma igual, quebrando as barreiras atitudinais e minimizando, assim, o preconceito;
A LBI também estabelece a criação de um projeto pedagógico adequado, a oferta de educação em libras, a participação da família do estudante no ambiente escolar, o acesso a atividades recreativas, etc.
O Dia do Fonoaudiólogo é comemorado anualmente no Brasil em 9 de dezembro. A origem dessa data está relacionada com a lei de 09 de dezembro de 1981, a qual regulamentou a profissão. Portanto é uma homenagem a este importante momento na história da profissão.
A data celebra os profissionais responsáveis pelo cuidado, estudo e prevenção de todas as doenças e distúrbios da linguagem humana, através da audição, fala e escrita.
A Fonoaudiologia estuda o desenvolvimento dos padrões de comunicação, linguagem, fala, voz, leitura, escrita e audição. E atua de maneira preventiva ou em reabilitação da comunicação, em todas as faixas etárias.
O acompanhamento fonoaudiológico pode ocorrer no campo da saúde, como também no campo da educação. E sempre será o profissional que atua por meio da interação com o outro na melhora da performance comunicativa.
O fonoaudiólogo, para ajudar a tratar os seus pacientes, pode precisar trabalhar em conjunto com psicólogos, otorrinolaringologistas, neurologistas e entre outros profissionais da área médica.
Com os avanços tecnológicos e as necessidades da comunicação efetiva, o campo da fonoaudiologia se expande cada vez mais, assim podemos encontrar esse especialista na atuação com a criança que não fala, na adaptação de aparelhos auditivos no idoso, em leitos de pacientes queimados, em treinamento de telemarketing, na orientação de artistas cênicos e cantores, dentre outros locais de trabalho.
Quais são as áreas de atuação do fonoaudiólogo?
Audiologia;
Linguagem;
Motricidade Orofacial;
Saúde Coletiva;
Voz;
Disfagia;
Fonoaudiologia Educacional;
Gerontologia;
Fonoaudiologia Neurofuncional;
Fonoaudiologia do Trabalho;
Neuropsicologia;
Fluência;
Perícia Fonoaudiológica;
Fonoaudiologia Hospitalar.
Assim, seja qual for a sua atividade pessoal ou profissional, independentemente do estágio da sua vida, a boa comunicação assessorada por um fonoaudiólogo é sempre muito bem vinda!
Fonte: DIA do Fonoaudiólogo. Ccaf: clínica de cuidados da audição e fala, site, 9 dez. 2024. Disponível em: https://fonoaudiologiacampinas.com/dia-do-fonoaudiologo-e-comemorado-no-dia-09-de-dezembro/. Acesso em: 9 dez. 2024.
Fonte: DIA do Fonoaudiólogo. UFSP: Escola Paulista de Enfermagem, site, 9 dez. 2024. Disponível em: https://sp.unifesp.br/epe/noticias/09-de-dezembro-dia-do-fonoaudiologo. Acesso em: 9 dez. 2024.
No dia 7 de dezembro é celebrado no Brasil o Dia do Cirurgião Plástico, uma homenagem ao trabalho do profissional que é responsável por tratar traumas e patologias, com o intuito de melhorar as características estéticas de seus pacientes. A data celebra a importância do trabalho desses médicos, e também alerta para os riscos da realização de cirurgias e procedimentos estéticos com profissionais não especializados.
De acordo com a pesquisa da Sociedade Internacional da Cirurgia Plástica (ISAPS), o Brasil ocupa atualmente o segundo lugar no ranking de países que mais realizam procedimentos cirúrgicos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Diante desta realidade, o nosso País é um grande polo para atuação do cirurgião plástico, e por isso é importante valorizar o profissional e alertar a população sobre os riscos dos procedimentos.
Origem do Dia do Cirurgião Plástico
O Dia do Cirurgião Plástico foi escolhido em memória à data da fundação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que aconteceu em 7 de dezembro de 1948. A entidade médica é a responsável pela autorização da realização de trabalhos pelos profissionais da área, e cabe a ela a titulação dos cirurgiões plásticos após o cumprimento de diversas exigências, como 2 anos de especialização em cirurgia geral e 3 anos de cirurgia plástica, por exemplo.
Um médico e cirurgião plástico membro da SBCP garante maior segurança aos seus pacientes. Quando se opta por fazer um procedimento cirúrgico liderado por profissionais não credenciados à entidade, o paciente coloca a sua vida em risco, uma vez que não se tem como garantir a real qualificação e preparo daquele cirurgião.
O que faz um cirurgião plástico?
O cirurgião plástico atua principalmente com o intuito de satisfazer as necessidades estéticas dos seus pacientes. Seu trabalho envolve o tratamento de problemas congênitos e de reparação, que pode ocasionar a mudança da aparência física das pessoas e, assim, maior satisfação com a própria imagem.
Esse profissional está apto para operar seios, glúteos, abdômen, mãos, rosto e outras partes do corpo. Mas para a realização dos procedimentos é preciso muito mais do que habilidade técnica. Os cirurgiões que mais se destacam são aqueles que demonstram sensibilidade aos sentimentos dos seus pacientes, e que atuam para encontrar o melhor resultado e assim melhorar não apenas a saúde física da pessoa, mas também a sua saúde psicológica.
No Brasil, as cirurgias plásticas mais realizadas são as lipoaspirações e os implantes de próteses de silicone nos seios.
MARQUES, Daniele. 07 de dezembro: Dia do Cirurgião Plástico: Conheça a importância da atuação do cirurgião plástico e a origem da data. Educa+Brasil, Site, 7 dez. 2022. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/07-de-dezembro-dia-do-cirurgiao-plastico. Acesso em: 9 dez. 2024.
Criada como reação ao Massacre de Montreal, quando em 1989 um canadense matou 14 mulheres e feriu outras 10 em uma escola, a campanha do Laço Branco ressalta a importância do envolvimento e do posicionamento de homens na luta contra atos de violência como feminicídios, estupros e ameaças. Celebrada no dia 6 de dezembro, Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a campanha também destaca os esforços do Poder Judiciário para desconstruir o machismo e promover a igualdade de gênero no país.
Reunião de grupo reflexivo promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba – Foto: Ascom TJPB
No Brasil, 90% dos assassinatos de mulheres são cometidos por homens. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024) evidenciam a necessidade de conscientização deles e de debates sobre masculinidades.
Na avaliação do juiz da Vara de Violência Doméstica e Familiar do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, Francisco Tojal, quando um feminicídio acontece, a nossa sociedade já fracassou. “O papel do Judiciário está além da punição, está na prevenção, na educação. É preciso ir às escolas dar palestras para crianças e adolescentes e desconstruir o machismo. As pessoas precisam desaprender o que é ser homem e reaprender uma masculinidade pautada de forma saudável”, destacou. O magistrado cita o escritor e futurista estadunidense Alvin Toffler, que afirmava serem analfabetos no século 20 aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.
Em suas muitas vivências na Vara de Violência Doméstica, uma em especial levou o juiz a mudar sua visão sobre o assunto. Em um processo de lesão corporal, na fase de instrução, ele se deparou com o caso de um senhor que obrigou a esposa a cavar a própria cova no quintal de casa porque ela fez um jantar aquém da expectativa dele. A mulher desmaiou enquanto cavava o buraco e foi despertada pelo marido com uma sequência de choques elétricos.
A história narrada pelo próprio autor, sem que houvesse nenhuma reflexão sobre o ato, foi um divisor de águas para o juiz Tojal. “Fiquei estarrecido e pensei que havia alguma coisa errada com a humanidade. Entendi que precisava ser parte desse processo de transformação e a partir disso me tornei professor, palestrante, trabalhando em prol da igualdade de gênero e pelo fim da violência doméstica familiar contra a mulher para além dos processos”, afirmou.
Francisco Tojal é juiz da Vara de Violência Doméstica e Familiar do Cabo de Santo Agostinho (PE) – Foto: Arquivo pessoal
Para o magistrado, a campanha do Laço Branco é extremamente pertinente e oportuna porque exalta a necessidade de participação ativa de todos. “Cansamos de ser opressores em potencial. Queremos ser companheiros dedicados, pais responsáveis, sobretudo, porque a vida em um relacionamento afetivo conjugal precisa de pactos igualitários de convivência”, pontuou.
Nova mentalidade
A mudança gradual da sociedade também se reflete no cotidiano do Poder Judiciário, na proposição de políticas de gênero e combate à violência contra meninas e mulheres. O juiz da 4ª Vara Cível da Comarca de Lages, Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Alexandre Karazawa Takaschima, destaca o esforço empreendido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesse sentido, com a aprovação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ e a Resolução n. 351/2020, que institui a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, por exemplo.
A aplicação de medidas protetivas de urgência de frequência a grupos reflexivos de homens autores de violência doméstica, prevista na Lei Maria da Penha, também foi apontada pelo magistrado como avanço que ajudou a transformar a mentalidade do Judiciário e daqueles que se beneficiam dos serviços da Justiça.
Em 2021, o CNJ aprovou a Recomendação n. 124 sugerindo que os tribunais para que invistam em ferramentas de educação voltadas aos homens autores de violência. O trabalho dos grupos de autores de violência visa trabalhar a responsabilização dos agressores domésticos e familiares, com intuito de reduzir as violações de direitos humanos. A medida não exclui que o agressor seja punido e tenha de pagar por seus atos mas vai além, desnaturalizando a ideia de que homens e mulheres são diferentes.
O juiz catarinense ainda sonha com um Judiciário cada vez mais justo para a construção de um mundo em que as mulheres não precisem se “encaixar” nos padrões de comportamento exigidos para serem respeitadas, mas que possam “caber” do jeito que elas em todas as suas relações pessoais e profissionais.
Takaschima, no entanto, ressalta que existem muitas possibilidades de avanço no âmbito das relações de trabalho no Poder Judiciário. “É fundamental que servidores, magistrados e colaboradores tenham espaços seguros para conversar sobre a temática de gênero e violências, para reflexão e autoconhecimento. Não existe uma única forma de sermos homens. Além disso, podemos compreender as diversas formas de violências física, moral, sexual, patrimonial, psicológica”, disse.
Alexandre Karazawa Takaschima é juiz da 4ª Vara Cível da Comarca de Lages (SC) – Foto: G.Dettmar/Ag. CNJ
A nova forma de pensar e de se relacionar com o mundo incluiu um processo de transformação pessoal que foi impressa na atuação de Takaschima como magistrado. “O (re)pensar a minha masculinidade é algo difícil e constante. Entendo, agora, que não basta não ser machista. É preciso ser antimachista, pois a minha omissão no enfrentamento das violências de gênero fortalece a manutenção desse sistema que me privilegia simplesmente por ser homem”, enfatizou.
Desconstrução
O processo de desconstrução da masculinidade torna-se um desafio ainda maior para os homens que já cometeram atos de violências contra mulheres, muitas vezes a própria companheira. Coordenador do Programa Ágora, que promove Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência no TJSC, o doutor em Psicologia e professor Adriano Beiras explica que os homens, ao começar a frequentar os grupos reflexivos, têm um entendimento naturalizado da violência, como se fosse uma característica comum e natural masculina. “Muitas vezes, acabam não entendendo certos atos que eles fazem com as mulheres como violentos. No início, estão resistentes à compreensão ampliada da violência, do relacionamento e de gênero”, ponderou.
Adriano Beiras, coordenador do Programa Ágora – Foto: Ascom TJSC
A percepção dos homens que integram esses grupos, que têm em média 8 a 12 sessões, é gradualmente modificada. Beiras reitera que nos debates eles têm a oportunidade de ouvir novos repertórios, compreender novos significados. O grupo, conforme esclarece o professor, vai para além do punitivo, é um amadurecimento social, uma forma de intervir na socialização masculina para que, de maneira preventiva, se possa evitar a associação tão comum da violência com a masculinidade.
De acordo com Beiras, a partir da reflexão e da responsabilização, de perguntas reflexivas, com temas disparadores e o diálogo coletivo, a desconstrução é feita. “É importante dizer que esses grupos não são educativos ou de reabilitação, são reflexivos e responsabilizantes, esse é o termo correto”, declarou.
A campanha
Envolver os homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres. Esse é o objetivo da campanha Laço Branco, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2001. A ação foi uma reação, um grupo de homens canadenses criou a iniciativa com o lema “jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência”. A campanha, que está presente em cerca de 60 países, tem início no dia 6 de dezembro e encerra-se no dia 10 do mesmo mês, data em que se comemora a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A data é uma referência ao massacre na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, ocorrido em 6 de dezembro de 1989. Nessa data, um homem de 25 anos invadiu uma sala de aula, mandou que os homens saíssem e matou 14 mulheres. A tragédia gerou revolta e uma onda de manifestações em que grupos masculinos saíam às ruas usando laços brancos como símbolo de paz e do compromisso de não cometer nem fechar os olhos a violência contra as mulheres.
ANA MOURA; THAÍS CIEGLINSKI. Laço Branco: desconstrução é chave para envolver homens no combate à violência. CNJ: Conselho Nacional de Justiça, Site, 6 dez. 2024. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/laco-branco-desconstrucao-e-chave-para-envolver-homens-no-combate-a-violencia/#:~:text=Celebrada%20no%20dia%206%20de,mulheres%20s%C3%A3o%20cometidos%20por%20homens. Acesso em: 6 dez. 2024.
Dezembro é um mês significativo no calendário de saúde pública. Durante este período, duas importantes campanhas de conscientização são destacadas: o Dezembro Vermelho, que enfoca a luta contra o HIV/AIDS, e o Dezembro Laranja, que promove a conscientização sobre o câncer de pele. Ambas iniciativas têm um objetivo comum: promover a prevenção e o cuidado com a saúde, levando a sociedade a refletir sobre a importância da informação e do autocuidado.
Equipe OTICS Rio Padre Miguel
Dezembro Vermelho: Luta Contra o HIV/AIDS
O Dezembro Vermelho é uma campanha que busca informar e conscientizar a população sobre a realidade do HIV/AIDS no Brasil e no mundo. Este mês foi escolhido para simbolizar a luta contra a epidemia, envolvendo diversas ações que visam não só a prevenção, mas também o combate ao preconceito e à discriminação enfrentados por pessoas vivendo com HIV.
A Importância da Testagem
A testagem é um dos pilares fundamentais na luta contra o HIV. De acordo com dados do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 135 mil pessoas vivam com HIV no Brasil sem saber. A detecção precoce do vírus pode salvar vidas e permitir o início imediato do tratamento, que pode proporcionar uma vida longa e saudável. É essencial que a população se conscientize sobre a importância de realizar os testes, disponibilizados gratuitamente em unidades de saúde.
Prevenção e Educação
Promover educação sobre métodos de prevenção é vital para garantir que menos pessoas sejam infectadas pelo HIV. O uso de preservativos, a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a educação sexual abrangente são estratégias que têm se mostrado eficazes. Além disso, o combate ao estigma social que muitas vezes cerca o portador da doença é crucial para criar um ambiente seguro onde as pessoas se sintam confortáveis para buscar ajuda e informação.
O Papel da Comunidade
A participação da comunidade é fundamental para o sucesso do Dezembro Vermelho. Organizações não governamentais, grupos de apoio e profissionais de saúde podem desenvolver atividades que informem e integrem a população. Exemplos de medidas incluem distribuição de materiais educativos, campanhas nas redes sociais e eventos de mobilização. Este envolvimento cria um impacto positivo e constrói uma rede de apoio.
Dezembro Laranja: Conscientização sobre o Câncer de Pele
Paralelamente, o Dezembro Laranja emerge como uma importante campanha de conscientização sobre o câncer de pele, uma das formas mais comuns de câncer no Brasil. Esta data visa alertar a população sobre a necessidade de proteger a pele e reconhecer os sinais e sintomas dessa doença.
Fatores de Risco e Prevenção
A exposição excessiva ao sol, especialmente sem a devida proteção, é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele. Uso de protetor solar, roupas adequadas e evitação das horas de pico do sol são medidas recomendadas. A conscientização sobre esses fatores pode reduzir a incidência de casos, permitindo um diagnóstico precoce e interrompendo a progressão da doença.
Autoexame e Detecção Precoce
A realização de autoexames regulares é uma ferramenta eficaz na detecção precoce do câncer de pele. Conhecer o próprio corpo e ficar atento a mudanças na pele pode fazer a diferença. É recomendado que pessoas de todas as idades estejam atentas a pintas ou manchas que possam apresentar alterações, como crescimento, mudança de cor ou bordas irregulares.
Envolvimento da Sociedade
Assim como no Dezembro Vermelho, o envolvimento da sociedade no Dezembro Laranja é fundamental. Realização de campanhas educativas, palestras e eventos de conscientização em comunidades e escolas podem aumentar a visibilidade sobre a prevenção do câncer de pele. É importante que todos se unam em prol da informação, contribuindo para uma população mais saudável.
Em resumo, Dezembro é um mês emblemático, com a junção do Dezembro Vermelho e do Dezembro Laranja, ambos focados na conscientização e prevenção de doenças que afetam a saúde da população. Através da informação, educação e envolvimento da comunidade, é possível promover mudanças significativas em hábitos de vida e proporcionar um ambiente mais seguro e acolhedor para portadores de HIV e aqueles em risco de câncer de pele. A saúde é um bem precioso e cuidar dela é uma responsabilidade de todos.
DOCTORPRIME. Dezembro Vermelho e Laranja: Um Mês de Conscientização e Prevenção. Doctorprime: Doctorprime, Site, 6 dez. 2024. Disponível em: https://doctorprime.com.br/dezembro-vermelho-e-laranja-um-mes-de-conscientizacao-e-prevencao/. Acesso em: 6 dez. 2024.
No dia 5 de dezembro de 2024, o auditório da Universidade Castelo Branco (UCB) recebeu o terceiro seminário “Tecendo a rede intra e intersetorial para promoção da solidariedade e prevenção das violências na AP 5.1”, organizado pela Coordenadoria de Atenção Primária (CAP) da área programática (AP) 5.1. O evento abordou diversos temas importantes e delicados que precisam de muita atenção da sociedade.
O seminário propôs uma reflexão sobre a violência em suas diversas formas, destacando como as relações de poder, as desigualdades históricas e as normas sociais contribuem para a marginalização e vitimização de indivíduos e comunidades.
O objetivo não foi apenas identificar as causas da violência, mas também sensibilizar os participantes para que busquem soluções para criar uma sociedade mais justa e inclusiva, onde as diversidades sejam respeitadas e a violência erradicada. Enfatizou-se que a violência não é um fenômeno isolado, mas um reflexo de um sistema social excludente.
Discutiu-se também a importância da capacitação de profissionais de saúde, para que saibam abordar e tratar temas como racismo, homofobia e violência de maneira consciente e informada. A necessidade de conscientização sobre essas questões foi destacada, especialmente no contexto de práticas de saúde, onde agentes podem identificar sinais de violência, como o comportamento de pacientes que sofrem abusos físicos, psicológicos ou sexuais. A capacitação desses profissionais é vista como essencial para que possam agir de forma eficaz na identificação e intervenção de casos de violência.
A reflexão sobre as motivações por trás da violência, como o sexismo e a homofobia, foi também destacada como essencial para criar estratégias de prevenção e promoção de saúde, permitindo que a violência seja tratada de forma mais eficaz e sensível. A construção de um conhecimento mais inclusivo e integrado, que envolva a saúde e as questões sociais, é vista como fundamental para enfrentar essas problemáticas.
Por fim, a necessidade de compreender as diversas dimensões da violência, não apenas no contexto físico, mas também nas relações sociais, foi enfatizada, considerando os impactos que o ambiente e as relações interpessoais podem ter sobre o comportamento humano.
Na tarde do dia 5 de dezembro, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, participantes do programa Academia Carioca da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE) tiveram atendimento de auriculoterapia. Participaram as profissionais da unidade Júlia Fonseca (Profissional de Educação Física) e Flávia Seda (Nutricionista).
A auriculoterapia é uma técnica que estimula pontos específicos da orelha para tratar doenças crônicas e aliviar sintomas emocionais. Alguns dos seus benefícios são:
Alívio de dores agudas e crônicas
Controle de sintomas emocionais, como depressão e ansiedade
Auxílio no tratamento de insônia
Controle da glicemia
Tratamento de distúrbios digestivos
Controle do tabagismo
Aumento da vitalidade e energia
Redução do estresse e maior relaxamento
Rejuvenescimento da pele
Controle do peso
A auriculoterapia é uma técnica indolor, com raros efeitos colaterais e ampla indicação. A orelha representa todas as regiões e órgãos do corpo humano, por isso, a estimulação de pontos específicos pode ajudar a tratar doenças crônicas.
Na manhã desta quinta-feira, 5 de dezembro de 2024, os agentes de vigilância em saúde (AVS) se reuniram no laboratório de informática da estação OTICS-Rio Padre Miguel para consolidar os boletins diários de atividade em campo.
O objetivo do encontro foi reunir os documentos para digitação e enviar à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) o resumo do trabalho semanal da equipe de campo.
A vigilância em saúde é responsável por monitorar e analisar a situação de saúde da população, além de controlar riscos e danos à saúde. As ações de vigilância em saúde incluem: Vigilância epidemiológica, Vigilância sanitária, Vigilância ambiental, Vigilância em saúde do trabalhador.
Os agentes de vigilância em saúde atuam em ações de campo, visitas domiciliares e comunitárias, e na prevenção de doenças. Eles também fiscalizam serviços de interesse da saúde, como escolas, hospitais, clubes, academias, parques e centros comerciais.