7 de dezembro: Dia do Cirurgião Plástico

No dia 7 de dezembro é celebrado no Brasil o Dia do Cirurgião Plástico, uma homenagem ao trabalho do profissional que é responsável por tratar traumas e patologias, com o intuito de melhorar as características estéticas de seus pacientes.  A data celebra a importância do trabalho desses médicos, e também alerta para os riscos da realização de cirurgias e procedimentos estéticos com profissionais não especializados.

De acordo com a pesquisa da Sociedade Internacional da Cirurgia Plástica (ISAPS), o Brasil ocupa atualmente o segundo lugar no ranking de países que mais realizam procedimentos cirúrgicos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Diante desta realidade, o nosso País é um grande polo para atuação do cirurgião plástico, e por isso é importante valorizar o profissional e alertar a população sobre os riscos dos procedimentos.

Origem do Dia do Cirurgião Plástico

O Dia do Cirurgião Plástico foi escolhido em memória à data da fundação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que aconteceu em 7 de dezembro de 1948. A entidade médica é a responsável pela autorização da realização de trabalhos pelos profissionais da área, e cabe a ela a titulação dos cirurgiões plásticos após o cumprimento de diversas exigências, como 2 anos de especialização em cirurgia geral e 3 anos de cirurgia plástica, por exemplo.

Um médico e cirurgião plástico membro da SBCP garante maior segurança aos seus pacientes. Quando se opta por fazer um procedimento cirúrgico liderado por profissionais não credenciados à entidade, o paciente coloca a sua vida em risco, uma vez que não se tem como garantir a real qualificação e preparo daquele cirurgião.

O que faz um cirurgião plástico?

O cirurgião plástico atua principalmente com o intuito de satisfazer as necessidades estéticas dos seus pacientes. Seu trabalho envolve o tratamento de problemas congênitos e de reparação, que pode ocasionar a mudança da aparência física das pessoas e, assim, maior satisfação com a própria imagem.

Esse profissional está apto para operar seios, glúteos, abdômen, mãos, rosto e outras partes do corpo. Mas para a realização dos procedimentos é preciso muito mais do que habilidade técnica. Os cirurgiões que mais se destacam são aqueles que demonstram sensibilidade aos sentimentos dos seus pacientes, e que atuam para encontrar o melhor resultado e assim melhorar não apenas a saúde física da pessoa, mas também a sua saúde psicológica.

No Brasil, as cirurgias plásticas mais realizadas são as lipoaspirações e os implantes de próteses de silicone nos seios.

Fonte:  07 de dezembro: Dia do Cirurgião Plástico | Educa Mais Brasil

Referência:

MARQUES, Daniele. 07 de dezembro: Dia do Cirurgião Plástico: Conheça a importância da atuação do cirurgião plástico e a origem da data. Educa+Brasil, Site, 7 dez. 2022. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/07-de-dezembro-dia-do-cirurgiao-plastico. Acesso em: 9 dez. 2024.

Laço Branco: Desconstrução é Chave Para Envolver Homens no Combate à Violência

Criada como reação ao Massacre de Montreal, quando em 1989 um canadense matou 14 mulheres e feriu outras 10 em uma escola, a campanha do Laço Branco ressalta a importância do envolvimento e do posicionamento de homens na luta contra atos de violência como feminicídios, estupros e ameaças. Celebrada no dia 6 de dezembro, Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a campanha também destaca os esforços do Poder Judiciário para desconstruir o machismo e promover a igualdade de gênero no país.  

Reunião de grupo reflexivo promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba – Foto: Ascom TJPB

No Brasil, 90% dos assassinatos de mulheres são cometidos por homens. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024) evidenciam a necessidade de conscientização deles e de debates sobre masculinidades.  

Na avaliação do juiz da Vara de Violência Doméstica e Familiar do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, Francisco Tojal, quando um feminicídio acontece, a nossa sociedade já fracassou. “O papel do Judiciário está além da punição, está na prevenção, na educação. É preciso ir às escolas dar palestras para crianças e adolescentes e desconstruir o machismo. As pessoas precisam desaprender o que é ser homem e reaprender uma masculinidade pautada de forma saudável”, destacou. O magistrado cita o escritor e futurista estadunidense Alvin Toffler, que afirmava serem analfabetos no século 20 aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.

Em suas muitas vivências na Vara de Violência Doméstica, uma em especial levou o juiz a mudar sua visão sobre o assunto. Em um processo de lesão corporal, na fase de instrução, ele se deparou com o caso de um senhor que obrigou a esposa a cavar a própria cova no quintal de casa porque ela fez um jantar aquém da expectativa dele. A mulher desmaiou enquanto cavava o buraco e foi despertada pelo marido com uma sequência de choques elétricos.  

A história narrada pelo próprio autor, sem que houvesse nenhuma reflexão sobre o ato, foi um divisor de águas para o juiz Tojal. “Fiquei estarrecido e pensei que havia alguma coisa errada com a humanidade. Entendi que precisava ser parte desse processo de transformação e a partir disso me tornei professor, palestrante, trabalhando em prol da igualdade de gênero e pelo fim da violência doméstica familiar contra a mulher para além dos processos”, afirmou.  

Francisco Tojal é juiz da Vara de Violência Doméstica e Familiar do Cabo de Santo Agostinho (PE) – Foto: Arquivo pessoal

Para o magistrado, a campanha do Laço Branco é extremamente pertinente e oportuna porque exalta a necessidade de participação ativa de todos. “Cansamos de ser opressores em potencial. Queremos ser companheiros dedicados, pais responsáveis, sobretudo, porque a vida em um relacionamento afetivo conjugal precisa de pactos igualitários de convivência”, pontuou. 

Nova mentalidade 

A mudança gradual da sociedade também se reflete no cotidiano do Poder Judiciário, na proposição de políticas de gênero e combate à violência contra meninas e mulheres. O juiz da 4ª Vara Cível da Comarca de Lages, Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Alexandre Karazawa Takaschima, destaca o esforço empreendido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesse sentido, com a aprovação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ e a Resolução n. 351/2020, que institui a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, por exemplo. 

A aplicação de medidas protetivas de urgência de frequência a grupos reflexivos de homens autores de violência doméstica, prevista na Lei Maria da Penha, também foi apontada pelo magistrado como avanço que ajudou a transformar a mentalidade do Judiciário e daqueles que se beneficiam dos serviços da Justiça. 

Em 2021, o CNJ aprovou a Recomendação n. 124 sugerindo que os tribunais para que invistam em ferramentas de educação voltadas aos homens autores de violência. O trabalho dos grupos  de autores de violência visa trabalhar a responsabilização dos agressores domésticos e familiares, com intuito de reduzir as violações de direitos humanos. A medida não exclui que o agressor seja punido e tenha de pagar por seus atos mas vai além, desnaturalizando a ideia de que homens e mulheres são diferentes. 

O juiz catarinense ainda sonha com um Judiciário cada vez mais justo para a construção de um mundo em que as mulheres não precisem se “encaixar” nos padrões de comportamento exigidos para serem respeitadas, mas que possam “caber” do jeito que elas em todas as suas relações pessoais e profissionais. 

Takaschima, no entanto, ressalta que existem muitas possibilidades de avanço no âmbito das relações de trabalho no Poder Judiciário. “É fundamental que servidores, magistrados e colaboradores tenham espaços seguros para conversar sobre a temática de gênero e violências, para reflexão e autoconhecimento. Não existe uma única forma de sermos homens. Além disso, podemos compreender as diversas formas de violências física, moral, sexual, patrimonial, psicológica”, disse.  

Alexandre Karazawa Takaschima é juiz da 4ª Vara Cível da Comarca de Lages (SC) – Foto: G.Dettmar/Ag. CNJ

A nova forma de pensar e de se relacionar com o mundo incluiu um processo de transformação pessoal que foi impressa na atuação de Takaschima como magistrado. “O (re)pensar a minha masculinidade é algo difícil e constante. Entendo, agora, que não basta não ser machista. É preciso ser antimachista, pois a minha omissão no enfrentamento das violências de gênero fortalece a manutenção desse sistema que me privilegia simplesmente por ser homem”, enfatizou. 

Desconstrução 

O processo de desconstrução da masculinidade torna-se um desafio ainda maior para os homens que já cometeram atos de violências contra mulheres, muitas vezes a própria companheira. Coordenador do Programa Ágora, que promove Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência no TJSC, o doutor em Psicologia e professor Adriano Beiras explica que os homens, ao começar a frequentar os grupos reflexivos, têm um entendimento naturalizado da violência, como se fosse uma característica comum e natural masculina. “Muitas vezes, acabam não entendendo certos atos que eles fazem com as mulheres como violentos. No início, estão resistentes à compreensão ampliada da violência, do relacionamento e de gênero”, ponderou. 

Adriano Beiras, coordenador do Programa Ágora – Foto: Ascom TJSC

A percepção dos homens que integram esses grupos, que têm em média 8 a 12 sessões, é gradualmente modificada. Beiras reitera que nos debates eles têm a oportunidade de ouvir novos repertórios, compreender novos significados. O grupo, conforme esclarece o professor, vai para além do punitivo, é um amadurecimento social, uma forma de intervir na socialização masculina para que, de maneira preventiva, se possa evitar a associação tão comum da violência com a masculinidade.

De acordo com Beiras, a partir da reflexão e da responsabilização, de perguntas reflexivas, com temas disparadores e o diálogo coletivo, a desconstrução é feita. “É importante dizer que esses grupos não são educativos ou de reabilitação, são reflexivos e responsabilizantes, esse é o termo correto”, declarou.  

A campanha  

Envolver os homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres. Esse é o objetivo da campanha Laço Branco, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2001. A ação foi uma reação, um grupo de homens canadenses criou a iniciativa com o lema “jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência”. A campanha, que está presente em cerca de 60 países, tem início no dia 6 de dezembro e encerra-se no dia 10 do mesmo mês, data em que se comemora a Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

A data é uma referência ao massacre na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, ocorrido em 6 de dezembro de 1989. Nessa data, um homem de 25 anos invadiu uma sala de aula, mandou que os homens saíssem e matou 14 mulheres. A tragédia gerou revolta e uma onda de manifestações em que grupos masculinos saíam às ruas usando laços brancos como símbolo de paz e do compromisso de não cometer nem fechar os olhos a violência contra as mulheres.  

Fonte: Laço Branco: desconstrução é chave para envolver homens no combate à violência – Portal CNJ

Referência:

ANA MOURA; THAÍS CIEGLINSKI. Laço Branco: desconstrução é chave para envolver homens no combate à violência. CNJ: Conselho Nacional de Justiça, Site, 6 dez. 2024. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/laco-branco-desconstrucao-e-chave-para-envolver-homens-no-combate-a-violencia/#:~:text=Celebrada%20no%20dia%206%20de,mulheres%20s%C3%A3o%20cometidos%20por%20homens. Acesso em: 6 dez. 2024.

Dezembro Vermelho e Laranja: Um Mês de Conscientização e Prevenção

Dezembro é um mês significativo no calendário de saúde pública. Durante este período, duas importantes campanhas de conscientização são destacadas: o Dezembro Vermelho, que enfoca a luta contra o HIV/AIDS, e o Dezembro Laranja, que promove a conscientização sobre o câncer de pele. Ambas iniciativas têm um objetivo comum: promover a prevenção e o cuidado com a saúde, levando a sociedade a refletir sobre a importância da informação e do autocuidado.

Equipe OTICS Rio Padre Miguel

Dezembro Vermelho: Luta Contra o HIV/AIDS

O Dezembro Vermelho é uma campanha que busca informar e conscientizar a população sobre a realidade do HIV/AIDS no Brasil e no mundo. Este mês foi escolhido para simbolizar a luta contra a epidemia, envolvendo diversas ações que visam não só a prevenção, mas também o combate ao preconceito e à discriminação enfrentados por pessoas vivendo com HIV.

A Importância da Testagem

A testagem é um dos pilares fundamentais na luta contra o HIV. De acordo com dados do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 135 mil pessoas vivam com HIV no Brasil sem saber. A detecção precoce do vírus pode salvar vidas e permitir o início imediato do tratamento, que pode proporcionar uma vida longa e saudável. É essencial que a população se conscientize sobre a importância de realizar os testes, disponibilizados gratuitamente em unidades de saúde.

Prevenção e Educação

Promover educação sobre métodos de prevenção é vital para garantir que menos pessoas sejam infectadas pelo HIV. O uso de preservativos, a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a educação sexual abrangente são estratégias que têm se mostrado eficazes. Além disso, o combate ao estigma social que muitas vezes cerca o portador da doença é crucial para criar um ambiente seguro onde as pessoas se sintam confortáveis para buscar ajuda e informação.

O Papel da Comunidade

A participação da comunidade é fundamental para o sucesso do Dezembro Vermelho. Organizações não governamentais, grupos de apoio e profissionais de saúde podem desenvolver atividades que informem e integrem a população. Exemplos de medidas incluem distribuição de materiais educativos, campanhas nas redes sociais e eventos de mobilização. Este envolvimento cria um impacto positivo e constrói uma rede de apoio.

Dezembro Laranja: Conscientização sobre o Câncer de Pele

Paralelamente, o Dezembro Laranja emerge como uma importante campanha de conscientização sobre o câncer de pele, uma das formas mais comuns de câncer no Brasil. Esta data visa alertar a população sobre a necessidade de proteger a pele e reconhecer os sinais e sintomas dessa doença.

Fatores de Risco e Prevenção

A exposição excessiva ao sol, especialmente sem a devida proteção, é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele. Uso de protetor solar, roupas adequadas e evitação das horas de pico do sol são medidas recomendadas. A conscientização sobre esses fatores pode reduzir a incidência de casos, permitindo um diagnóstico precoce e interrompendo a progressão da doença.

Autoexame e Detecção Precoce

A realização de autoexames regulares é uma ferramenta eficaz na detecção precoce do câncer de pele. Conhecer o próprio corpo e ficar atento a mudanças na pele pode fazer a diferença. É recomendado que pessoas de todas as idades estejam atentas a pintas ou manchas que possam apresentar alterações, como crescimento, mudança de cor ou bordas irregulares.

Envolvimento da Sociedade

Assim como no Dezembro Vermelho, o envolvimento da sociedade no Dezembro Laranja é fundamental. Realização de campanhas educativas, palestras e eventos de conscientização em comunidades e escolas podem aumentar a visibilidade sobre a prevenção do câncer de pele. É importante que todos se unam em prol da informação, contribuindo para uma população mais saudável.

Em resumo, Dezembro é um mês emblemático, com a junção do Dezembro Vermelho e do Dezembro Laranja, ambos focados na conscientização e prevenção de doenças que afetam a saúde da população. Através da informação, educação e envolvimento da comunidade, é possível promover mudanças significativas em hábitos de vida e proporcionar um ambiente mais seguro e acolhedor para portadores de HIV e aqueles em risco de câncer de pele. A saúde é um bem precioso e cuidar dela é uma responsabilidade de todos.

Fonte: Dezembro Vermelho e Laranja: Um Mês de Prevenção 

Referência:

DOCTORPRIME. Dezembro Vermelho e Laranja: Um Mês de Conscientização e Prevenção. Doctorprime: Doctorprime, Site, 6 dez. 2024. Disponível em: https://doctorprime.com.br/dezembro-vermelho-e-laranja-um-mes-de-conscientizacao-e-prevencao/. Acesso em: 6 dez. 2024.

3° Seminário – Tecendo a Rede Intra e Intersetorial para a Promoção da Solidariedade e Prevenção das Violências na AP 5.1

No dia 5 de dezembro de 2024, o auditório da Universidade Castelo Branco (UCB) recebeu o terceiro seminário “Tecendo a rede intra e intersetorial para promoção da solidariedade e prevenção das violências na AP 5.1”, organizado pela Coordenadoria de Atenção Primária (CAP) da área programática (AP) 5.1. O evento abordou diversos temas importantes e delicados que precisam de muita atenção da sociedade.

O seminário propôs uma reflexão sobre a violência em suas diversas formas, destacando como as relações de poder, as desigualdades históricas e as normas sociais contribuem para a marginalização e vitimização de indivíduos e comunidades.
O objetivo não foi apenas identificar as causas da violência, mas também sensibilizar os participantes para que busquem soluções para criar uma sociedade mais justa e inclusiva, onde as diversidades sejam respeitadas e a violência erradicada. Enfatizou-se que a violência não é um fenômeno isolado, mas um reflexo de um sistema social excludente.
Discutiu-se também a importância da capacitação de profissionais de saúde, para que saibam abordar e tratar temas como racismo, homofobia e violência de maneira consciente e informada. A necessidade de conscientização sobre essas questões foi destacada, especialmente no contexto de práticas de saúde, onde agentes podem identificar sinais de violência, como o comportamento de pacientes que sofrem abusos físicos, psicológicos ou sexuais. A capacitação desses profissionais é vista como essencial para que possam agir de forma eficaz na identificação e intervenção de casos de violência.

A reflexão sobre as motivações por trás da violência, como o sexismo e a homofobia, foi também destacada como essencial para criar estratégias de prevenção e promoção de saúde, permitindo que a violência seja tratada de forma mais eficaz e sensível. A construção de um conhecimento mais inclusivo e integrado, que envolva a saúde e as questões sociais, é vista como fundamental para enfrentar essas problemáticas.

Por fim, a necessidade de compreender as diversas dimensões da violência, não apenas no contexto físico, mas também nas relações sociais, foi enfatizada, considerando os impactos que o ambiente e as relações interpessoais podem ter sobre o comportamento humano.

Auriculoterapia na Academia Carioca

Na tarde do dia 5 de dezembro, no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, participantes do programa Academia Carioca da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE) tiveram atendimento de auriculoterapia. Participaram as profissionais da unidade Júlia Fonseca (Profissional de Educação Física) e Flávia Seda (Nutricionista).

A auriculoterapia é uma técnica que estimula pontos específicos da orelha para tratar doenças crônicas e aliviar sintomas emocionais. Alguns dos seus benefícios são:
  • Alívio de dores agudas e crônicas
  • Controle de sintomas emocionais, como depressão e ansiedade
  • Auxílio no tratamento de insônia
  • Controle da glicemia
  • Tratamento de distúrbios digestivos
  • Controle do tabagismo
  • Aumento da vitalidade e energia
  • Redução do estresse e maior relaxamento
  • Rejuvenescimento da pele
  • Controle do peso

A auriculoterapia é uma técnica indolor, com raros efeitos colaterais e ampla indicação. A orelha representa todas as regiões e órgãos do corpo humano, por isso, a estimulação de pontos específicos pode ajudar a tratar doenças crônicas.

Relatório Semanal dos Agentes de Vigilância em Saúde

Na manhã desta quinta-feira, 5 de dezembro de 2024, os agentes de vigilância em saúde (AVS) se reuniram no laboratório de informática da estação OTICS-Rio Padre Miguel para consolidar os boletins diários de atividade em campo.

O objetivo do encontro foi reunir os documentos para digitação e enviar à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) o resumo do trabalho semanal da equipe de campo.

 

 

 

 

 

A vigilância em saúde é responsável por monitorar e analisar a situação de saúde da população, além de controlar riscos e danos à saúde. As ações de vigilância em saúde incluem: Vigilância epidemiológica, Vigilância sanitária, Vigilância ambiental, Vigilância em saúde do trabalhador. 

Os agentes de vigilância em saúde atuam em ações de campo, visitas domiciliares e comunitárias, e na prevenção de doenças. Eles também fiscalizam serviços de interesse da saúde, como escolas, hospitais, clubes, academias, parques e centros comerciais.

5/12 – Dia Nacional do Médico de Família e Comunidade

Essa data comemorativa foi criada para mostrar a importância dessa especialidade médica na atuação de todas as áreas de atenção primária dos sistemas de saúde (primeiro nível de atenção em saúde).

No Brasil, é comum haver uma confusão entre o médico de família e o clínico geral. Trata-se de funções diferentes, embora complementares. Enquanto o segundo trata especificamente da doença (foco pontual), o primeiro tem o foco na pessoa (foco longitudinal), ou seja, o paciente é acompanhado durante todas as fases da vida, do nascer ao morrer.

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) foi reconhecida oficialmente no Brasil como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira (AMB) em 2002 e, a partir de então, tem se estabelecido como uma das mais importantes para consolidação da Atenção Primária à Saúde (APS), tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) como no sistema suplementar de saúde (planos e seguros de saúde).

 A MFC, uma especialidade médica eminentemente clínica, desenvolve práticas de promoção, proteção e recuperação da saúde. Seus princípios e práticas são centrados no indivíduo e na sua relação com o médico, com a família e com a comunidade em que vive. A formação (residência médica) tem duração de dois anos, com um terceiro ano opcional.

A especialidade aborda o processo saúde-adoecimento como um fenômeno complexo, relacionado à interação de fatores biológicos, psicológicos, socioambientais e espirituais, fortemente influenciado pela estrutura familiar e comunitária do indivíduo.

O profissional, especialista em pessoas, está apto para resolver grande parte das queixas dos pacientes que chegam na atenção primária (aproximadamente 85% das queixas dos pacientes podem ser resolvidas pelo médico de família; as demais são encaminhadas para outras especialidades).

Em suma, o médico da família/comunidade acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente de gênero, idade, doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde.

Esses médicos estão sempre nos locais em que são necessários (região delimitada geograficamente), independentemente do horário, eles são a linha de frente para diversos problemas, fazendo parte da comunidade em que trabalham. Seu objetivo é prestar um atendimento acessível, de qualidade e sustentável para o seu paciente.

Além disso, a MFC tem um papel fundamental não apenas no âmbito da prática médica, mas igualmente na formação de recursos humanos e no desenvolvimento de pesquisas, contribuindo para uma maior efetividade dessas áreas.

O trabalho é desenvolvido em equipe. Além do médico da família, ela contempla pessoal de enfermagem (enfermeiros e técnicos), agentes comunitários (principais responsáveis por criar o vínculo com a comunidade e, eventualmente, dentistas. Em bairros onde predominam jovens sem doenças crônicas, a equipe atende mais pessoas. Já em locais onde vivem muitos idosos, que frequentam mais os serviços de saúde, não há expansão dos serviços para muita gente.

Apesar do crescimento da especialidade no país, que contava em 2020 com pouco mais de 7.000 profissionais, seriam necessários, aproximadamente, 70 mil médicos de família e comunidade para dar conta de todo o trabalho atualmente. Ou seja, o Brasil precisa aumentar em 10 vezes o número atual de profissionais para atender às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece que cerca de 40% a 50% de profissionais médicos sejam especialistas em Família e Comunidade.

Fonte: 5/12 – Dia Nacional do Médico de Família e Comunidade – Metainfo

Grupo de Tabagismo CFOE – ENCERRAMENTO

Na manhã do dia 03 de dezembro de 2024, recebemos no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, a Psicóloga Márcia Barros, Nutricionista Flávia Seda, Médica Patrícia Varoni, Enfermeiro Jonh Heberter e os Agentes Comunitários de Saúde Carolina Cardoso e Juliana Santos da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE) para o encontro de encerramento do grupo de tabagismo da unidade.

O encontro tratou de assuntos como resistir ao desejo de fumar, prevenir as recaídas, além do incentivo para deixar o vício do tabagismo e mais uma sessão de auriculoterapia para apoiar nos casos de fissura e ansiedade. O objetivo foi celebrar os 2 meses de sucesso dos ex-fumantes do grupo.O encerramento de um grupo de tabagismo pode ser uma parte significativa do processo terapêutico, pois marca o término de uma jornada importante para os participantes. Esse momento pode envolver uma reflexão sobre os progressos feitos, o apoio mútuo proporcionado ao longo do grupo e o reconhecimento das conquistas de cada um.O encerramento de um grupo de tabagismo não é um “adeus” definitivo, mas sim um momento de reforçar o comprometimento dos participantes com a sua saúde e bem-estar.

3 de dezembro: Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Celebramos nesta terça-feira,  03/12, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, data que foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2018.

Segundo a ONU informa, cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo viviam com algum tipo de deficiência no ano de 2021. Os relatórios também informam que essas pessoas foram mais impactadas pela COVID-19, reconhecida como pandemia em 11/03/2020. Muitas dessas pessoas ainda vivem em condições de vulnerabilidade social, sobretudo mulheres acima de 60 anos, crianças, negras, negros e pardos.

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência tem o objetivo de informar a população sobre os assuntos relacionados à deficiência e conscientizar sobre a importância de entender as pessoas com deficiência nos seus diferentes aspectos: sociais, políticos, econômicos e culturais. A pessoa com deficiência (PCD) não pode mais ser vista como uma exceção na sociedade, um corpo com defeito ou uma “anomalia” que precisa de adaptação para exercer o direito de ir e vir. As pessoas com deficiência são um modo de vida, com todos os direitos: dignidade, acessibilidade e inclusão. A situação das pessoas com deficiência, o baixo acesso ao mercado de trabalho e condições de vida são desafios reais a serem mundialmente vencidos, além de constar como meta de agenda da ONU para 2030 (em seus objetivos de desenvolvimento sustentável).

É importante destacar que o mercado de trabalho é pouco acessível para as pessoas com deficiência, tanto no serviço público (apesar da reserva de cotas), quanto em empresas privadas. Quando contratadas, especialmente nas empresas privadas, essas pessoas são locadas em funções quase sem nenhuma chance de crescimento profissional. Essa prática está fortemente atrelada ao capacitismo porque na prática muitos empregadores acreditam que essas pessoas não são capazes de realizar o trabalho com eficiência, além de acharem que a construção de um ambiente acessível é bastante cara.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística do Brasil (IBGE) a taxa de participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é bem baixa: 28,3%. Esse é um porcentual bem menor do que o de pessoas sem deficiência: 66,3%. A remuneração média mensal é de R$ 1.639,00, enquanto a remuneração que os trabalhadores sem deficiência recebem é, em média, R$ 2.619,00. A falta de acesso à saúde e más condições de moradia são questões que vão além da pouquíssima e má planejada condição de acesso aos espaços físicos e transporte públicos.

De acordo com o conceito limitado às “incapacidades”, conceito médico, as deficiências são classificadas em: física, auditiva, visual, mental ou múltipla (quando duas ou mais deficiências estão associadas). No conceito atualmente aceito, e já presente na Lei nº 13.146/2015, uma pessoa com deficiência é uma forma de vida, essa condição pode ser temporária ou permanente. São reconhecidas limitações de mobilidade que ocorrem a partir do envelhecimento da população, diagnósticos de LER/DORT, artroses, disfunções metabólicas como diabetes e doenças renais, além de alguns tipos de câncer que podem impor a qualquer cidadã ou cidadão uma modificação à sua forma de vida anterior que passa a incorporar limitações.

Na década de 1980, a partir da segunda fase do conceito social de deficiência, as mulheres e o movimento feminista vão nos chamar a atenção de que as lesões podem existir desde o nascimento ou serem adquiridas durante a vida, podem ser temporárias ou permanentes, podem ser visíveis ou não e envolvem todas as pessoas ligadas de um núcleo social em ações de cuidado e atenção. É preciso garantir não apenas acesso à educação de qualidade, formação, trabalho e dignidade à pessoa com deficiência como também toda assistência e condição às cuidadoras e aos cuidadores. Por isso, as questões relacionadas à pessoa com deficiência dizem respeito à toda sociedade e precisam ser pensadas como um modelo universal.

A violência e os acidentes, incluindo os acidentes de trabalho, são fatores diretamente relacionados com o aumento do número de pessoas com deficiência a cada ano. No Brasil as vítimas de arma de fogo, acidentes por atropelamento, acidentes de veículos automobilísticos (moto ou carro) são fatores que encabeçam os índices de lesionados que se tornam PCDs essas questões vão além da mera inclusão, exigem, antes de tudo, também a redução da violência.

Além das ações preventivas e integrativas é fundamental que se tenha uma política de promoção de igualdade para PCDs, essa política não pode ser reduzida ao foco assistencialista nem reforçar, de modo algum, o capacitismo. Precisa ser norteada por princípio da inclusão. Para isso, é fundamental entendermos que as pessoas com deficiência estão em corpos que abrigam diferentes formas de vida, como tal e socialmente existentes, necessitam de todas as garantias de direitos. Isso exige um esforço assertivo em ações de inclusão por parte do estado e conscientização da sociedade de que as deficiências físicas, ou mentais, são condições que dizem em respeito à coletividade, não ao indivíduo.

Fonte: 3 de dezembro: Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – SINASEFE

01/12 – Dia Mundial de Luta Contra a Aids 2024: Reflexões e Compromissos no Combate ao HIV/AIDS

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro, é uma data de conscientização, solidariedade e mobilização global no combate ao HIV/AIDS. Em 2024, a data adquire um significado ainda mais profundo à medida que o mundo continua enfrentando os desafios de saúde pública e trabalha para eliminar o estigma, promover a prevenção e melhorar o acesso ao tratamento para as pessoas vivendo com o HIV.

A Importância do Dia

A origem do Dia Mundial de Luta Contra a Aids remonta a 1988, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu criar essa data para alertar a população sobre os riscos do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), além de promover a educação e a prevenção. Desde então, o dia tem sido uma plataforma para discutir os avanços na medicina, as estratégias de prevenção e, principalmente, os desafios ainda presentes na luta contra a doença.

Em 2024, a luta continua sendo vital, pois, embora tenha ocorrido um progresso significativo, ainda há muitos obstáculos a serem superados, como a desigualdade no acesso a cuidados de saúde, a discriminação, e a falta de informação em algumas regiões do mundo.

A Situação Atual da Pandemia de HIV/AIDS

Em termos globais, o HIV continua sendo uma das principais ameaças à saúde pública. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 39 milhões de pessoas vivem com o HIV em todo o mundo, e 1,7 milhões de novas infecções foram registradas apenas em 2023. Embora o número de mortes tenha diminuído ao longo dos anos, com a evolução do tratamento antirretroviral (TAR), a doença ainda resulta em aproximadamente 690.000 óbitos anuais.

O Brasil, por exemplo, tem investido em campanhas de prevenção e no fornecimento de medicamentos gratuitos. Entretanto, o país ainda enfrenta desafios, como o aumento das infecções entre jovens e populações vulneráveis, além de problemas relacionados ao estigma e à discriminação enfrentados por pessoas vivendo com HIV.

A Prevenção como Chave

Um dos focos principais do Dia Mundial de Luta Contra a Aids é a prevenção. A disseminação de informações sobre práticas sexuais seguras, o uso de preservativos e o acesso ao teste rápido são fundamentais para a redução das novas infecções. Além disso, o uso da profilaxia pré-exposição (PrEP), que consiste no uso de medicamentos para prevenir a infecção pelo HIV, tem se mostrado uma ferramenta importante.

É também fundamental garantir que a população tenha acesso a testes de HIV, de forma confidencial e sem barreiras. O diagnóstico precoce pode ser a chave para um tratamento eficaz, prevenindo a progressão para a AIDS, uma vez que, com os medicamentos adequados, pessoas vivendo com HIV podem ter uma qualidade de vida normal e uma expectativa de vida comparável à de pessoas sem o vírus.

Estigma e Discriminação

Apesar dos avanços na medicina e nas campanhas de conscientização, a sociedade ainda lida com o estigma e a discriminação contra pessoas vivendo com HIV/AIDS. Muitas pessoas que vivem com o vírus enfrentam exclusão social, dificuldades em acesso ao trabalho e, muitas vezes, até o afastamento da própria família. Isso cria barreiras que dificultam o enfrentamento da epidemia.

Portanto, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids também é uma oportunidade de destacar a importância da inclusão social, do respeito à dignidade humana e da necessidade de erradicar o preconceito. Uma sociedade sem discriminação é fundamental para alcançar um futuro livre de HIV.

O Papel da Ciência e da Medicina

Nos últimos anos, a ciência fez avanços significativos no tratamento do HIV. O tratamento antirretroviral tem permitido que milhões de pessoas vivam com o HIV de maneira controlada, com boa qualidade de vida. Além disso, a pesquisa continua a buscar soluções para uma possível cura e vacinas mais eficazes.

A medicina também tem se adaptado às necessidades das populações mais vulneráveis, incluindo mulheres, jovens, população LGBT+ e profissionais do sexo, oferecendo cuidados mais especializados e campanhas direcionadas. A adesão ao tratamento é um dos maiores desafios, e garantir o acesso contínuo e sem interrupções ao tratamento é essencial para manter o controle sobre a epidemia.

A Solidariedade e os Compromissos Globais

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids de 2024 também é uma data para reforçar os compromissos globais de combate ao HIV/AIDS. A ONU, a OMS e outras organizações internacionais seguem atuando para alcançar a meta de erradicar a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030. Para isso, é necessário garantir acesso universal ao tratamento, à prevenção e ao diagnóstico.

Além disso, a luta contra o HIV/AIDS não pode ser dissociada de outras questões sociais, como a pobreza, a violência de gênero e o acesso à educação. Esses fatores têm um impacto direto na propagação do HIV e nas condições de vida das pessoas que vivem com o vírus.

Reflexões Finais

Em 2024, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids deve ser um momento de reflexão sobre o progresso alcançado e os desafios ainda enfrentados. A luta contra o HIV/AIDS é uma batalha que requer a união de todos os setores da sociedade: governos, organizações não governamentais, profissionais de saúde e cidadãos. É fundamental continuar com campanhas de conscientização, melhorar o acesso aos serviços de saúde e garantir que todas as pessoas, independentemente de sua origem ou condição social, tenham a oportunidade de viver com dignidade e sem medo da discriminação.

Portanto, o Dia 1º de dezembro de 2024 não é apenas uma data de lembrança, mas também de renovação de compromissos e de ações concretas para vencer a epidemia e alcançar um futuro sem AIDS.