Grupo de Adolescentes – Divergentes

Na tarde do dia 20 de fevereiro de 2025, recebemos no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, a psicóloga Márcia Barros e a agente comunitário de saúde Flávia Garcia para o grupo de adolescentes da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE). O objetivo deste encontro foi oferecer a formação de uma rede solidária, gerando coesão e apoio mútuo para o enfrentamento e ressignificação do sofrimento. O assunto foi sobre roda de conversa sobre relações familiares, escolhas para o futuro e inseguranças. O encontro teve como tema: Promoção de saúde – prevenção do uso de álcool e outras drogas.

O papel do adolescente na saúde pública é essencial, pois essa fase da vida é marcada por muitas transformações físicas, psicológicas e sociais. Portanto, é um período crítico para ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Alguns pontos chave incluem: prevenção de doenças e problemas de saúde, promoção de estilos de vida saudáveis, apoio à saúde mental, educação e empoderamento, participação ativa na saúde comunitária. A participação ativa dos adolescentes na construção de uma sociedade mais saudável é fundamental, não apenas para seu bem-estar pessoal, mas para a melhoria da saúde pública de forma geral.

Investir na saúde dos adolescentes é, portanto, investir na saúde pública a longo prazo. Ações direcionadas para esse grupo podem reduzir a incidência de doenças, promover o bem-estar mental e físico e melhorar a qualidade de vida de toda a população.

20/02 – Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo

Celebrado em 20 de fevereiro, anualmente, o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo tem como principais objetivos orientar a população sobre os danos que o consumo de substâncias como álcool e outras drogas podem causar ao organismo, bem como para promover a conscientização sobre os perigos associados a essas práticas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a dependência de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, como uma doença. Trata-se de um problema de saúde pública que afeta pessoas em todo o mundo. O uso de substâncias como álcool, cigarro, crack e cocaína atravessa fronteiras culturais, sociais, econômicas e políticas, constituindo-se em um desafio que acomete cerca de 5% da população mundial, entre 15 e 64 anos de idade.

As drogas e o álcool oferecem prazer e satisfação imediata, porém, em contrapartida, ocasionam dependência física, psicológica e síndrome de abstinência que são de difícil abordagem.

Entre as substâncias em destaque, o alcoolismo apresenta-se como uma doença crônica com efeitos devastadores. Caracterizado pelo consumo compulsivo de álcool, no qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais de abstinência quando é retirada.

O alcoolismo figura como uma das principais causas de mortalidade, contribuindo para mais de 3 milhões de mortes anuais, além de representar uma causa significativa de incapacidade, especialmente entre indivíduos na faixa etária de 20 a 39 anos.

Considerando-se que o cérebro jovem se encontra em processo de maturação neurológica, até por volta dos 20 anos de idade, e que toda injúria sofrida neste período pode ser determinante para uma série de prejuízos, como dificuldades para aprendizagem, para ajustamento social e profissional, aumento da vulnerabilidade para problemas de saúde mental, além de maior chance de uso prejudicial de drogas, compreende-se a importância de medidas preventivas, com especial atenção à essa faixa etária.

Os efeitos adversos do consumo excessivo de álcool extrapolam os limites físicos, abarcando uma série de transtornos mentais e comportamentais, bem como perdas sociais e econômicas significativas tanto para os indivíduos quanto para a sociedade em geral.

Outra substância em evidência é o tabaco, sendo o tabagismo considerado uma epidemia mundial, associado a mais de 8 milhões de mortes anuais – a nicotina contribui para o desenvolvimento de mais de 50 doenças, incluindo as cardiovasculares, respiratórias e neoplasias, como o câncer de pulmão, entre outras. Além disso, o consumo de tabaco tem relação com o surgimento de uma série de outras enfermidades como tuberculose, úlcera gastrointestinal, impotência sexual e infertilidade.

Diante desse cenário que extrapola as questões individuais e se constitui como um grave problema de saúde pública, com reflexos nos diversos segmentos da sociedade, como serviços de segurança pública, educação, saúde, sistema de justiça, assistência social, dentre outros, bem como os espaços familiares e sociais que são repetidamente afetados, direta ou indiretamente, pelos reflexos e pelas consequências do uso das drogas, é crucial reforçar a importância da prevenção, do tratamento e do apoio aos indivíduos que lutam contra o vício em álcool e outras substâncias.

Uma abordagem holística, que considere não apenas os aspectos clínicos do tratamento, mas também os aspectos sociais, emocionais e ambientais que influenciam o comportamento humano e as escolhas relacionadas ao seu consumo.

A efetiva prevenção ao uso de tabaco e seus derivados, de álcool e de outras drogas é fruto do comprometimento, da cooperação e da parceria entre os diferentes segmentos da sociedade brasileira e dos órgãos da administração pública federal, estadual, distrital e municipal, fundamentada na filosofia da responsabilidade compartilhada, com a construção de redes que visem à melhoria das condições de vida e promoção geral da saúde da população, da promoção de habilidades sociais e para a vida, o fortalecimento de vínculos interpessoais, a promoção dos fatores de proteção ao uso do tabaco e de seus derivados, do álcool e de outras drogas e da conscientização e proteção dos fatores de risco.

Tratamento:

No âmbito da saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), constituída por um conjunto integrado e articulado de diferentes pontos de atenção para atender pessoas em sofrimento psíquico e com necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas.

São diretrizes da RAPS: Respeito aos direitos humanos, garantindo a autonomia e a liberdade das pessoas, equidade, combate ao estigma, acesso de qualidade, cuidado integral, humanização e estratégias de Redução de Danos são valores essenciais na prestação de serviços de saúde mental. O atendimento se dá por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD), que contam com equipes multiprofissionais capacitadas para oferecer suporte e assistência adequados.

A celebração do Dia Nacional do Combate às Drogas e ao Alcoolismo é uma oportunidade de incentivar as pessoas a repensar suas escolhas, além de inspirar a busca por melhores hábitos de vida com reflexo direto sobre a saúde. A campanha torna-se fundamental para estimular a reflexão sobre o papel das drogas no cotidiano da sociedade e para o fato de que as medidas de prevenção são essenciais e devem ser planejadas e direcionadas para o desenvolvimento humano, o incentivo à educação, à prática de esportes, à cultura, ao lazer e a socialização do conhecimento sobre o assunto, mediante fundamentação científica.

Ultrapassar o obstáculo do vício em álcool e outras substâncias é uma das etapas para a construção de uma sociedade mais saudável, justa e solidária para todos.

Fonte:

Biblioteca Virtual em Saúde

Referência:

DIA Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo: Drogas e ao Alcoolismo. Biblioteca Virtual de Saúde: Ministério da Saúde, site, 20 fev. 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/20-02-dia-nacional-de-combate-as-drogas-e-ao-alcoolismo-6/. Acesso em: 20 fev. 2025.

Planejamento e Mobilização Contra Dengue

Nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2025, a Clínica da Família Olímpia Esteves realizou o planejamento e ação de mobilização contra a dengue que tem por objetivo conscientização e prevenção da população do alto índice de arboviroses. Essas ações geralmente envolvem campanhas educativas, distribuição de materiais informativos, visitas domiciliares e mutirões para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Participaram desta ação: Julia Fonseca – Profissional de Educação Física do Programa Academia Carioca (eMulti), Flávia Seda – Nutricionista (eMulti), Jéssica Cura – Assistente Social (eMulti), Cláudia Peixoto – Agente Comunitário de Saúde, Cristiane Correa – Enfermeira e os Agentes de Vigilância em Saúde – Anaílton Dantas e Monica Gomes.

O planejamento inclui a colaboração de profissionais de saúde, agentes comunitários, além de envolver a comunidade na identificação e eliminação de criadouros do mosquito. O planejamento e a ação de mobilização contra a dengue são fundamentais para o controle da doença e a redução de novos casos.

O sucesso no combate à dengue depende de um esforço conjunto entre poder público, organizações comunitárias e a população. O planejamento adequado e a execução de ações eficazes de mobilização e conscientização são essenciais para a prevenção da doença e a proteção da saúde da comunidade.

Mesmo após as ações de mobilização, é importante continuar com o trabalho de orientação e fiscalização para garantir que a comunidade esteja sempre atenta à eliminação de focos do mosquito.

Essas ações, quando realizadas de forma contínua e com a colaboração ativa da comunidade, podem ser muito eficazes no controle e prevenção da dengue.

“Combater a dengue começa em casa: elimine focos de água parada, tampe caixas d’água, limpe calhas e vire qualquer recipiente que possa acumular água. Juntos, podemos evitar a proliferação do mosquito e proteger a nossa comunidade!”

Completude de Cadastros – CFOE

Na manhã desta quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025, os agentes comunitários de saúde da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE), reuniram-se no laboratório de informática da estação OTICS-Rio Padre Miguel para realizar a completude de cadastros com uso da plataforma VitaCare.

A completude de cadastros se refere à precisão e à totalidade das informações registradas sobre os pacientes, como dados pessoais, histórico médico e condições de saúde. O processo de atualização desses cadastros é fundamental para garantir que cada usuário tenha acesso aos serviços de saúde de forma eficaz e ágil.

Com o uso da plataforma VitaCare, os Agentes Comunitários de Saúde da Clínica Olímpia Esteves têm sido capacitados para registrar e atualizar as informações de forma rápida e precisa. A plataforma oferece uma interface intuitiva, que permite a coleta de dados no campo, facilitando o trabalho dos ACSs e garantindo que as informações sejam inseridas de maneira consistente e em tempo real. Além disso, a integração com o sistema de saúde local permite uma comunicação mais eficiente entre os profissionais da saúde e os pacientes.

Com dados atualizados e completos, é possível identificar necessidades específicas, planejar ações preventivas e intervir de forma assertiva, o que resulta em um cuidado mais próximo e eficaz para a comunidade.

A plataforma VitaCare oferece relatórios e indicadores que auxiliam na avaliação do desempenho dos agentes e na identificação de áreas que precisam de mais atenção, promovendo uma gestão mais eficiente dos recursos e serviços de saúde.

Ao focar na completude de cadastros, a Clínica da Família Olímpia Esteves não só melhora a qualidade do atendimento, mas também fortalece a confiança da comunidade no sistema de saúde, demonstrando compromisso com a excelência e com a saúde de todos os cidadãos atendidos.

A Clínica da Família Olímpia Esteves recebe um reforço crucial por meio dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que desempenham um papel fundamental na promoção do bem-estar da comunidade.

Colegiado Local – Programa Academia Carioca – AP 5.1

No dia 18 de fevereiro de 2025, recebemos no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, os profissionais de educação física da área programática 5.1 para o colegiado gestor local. O encontro tem por objetivo alinhar a equipe com os processos de trabalho, planejamento de ações e protocolos para o ano de 2025. O assunto tratado no encontro foi sobre: Espaço de fala dos profissionais, arboviroses, carnaval e onda de calor no Rio de Janeiro com cronogramas de vídeo-aulas.

O Programa Academia Carioca, criado em 2009 pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, visa promover a prática regular de atividades físicas nas Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde da cidade. O programa oferece atividades como ginástica nos aparelhos, ginástica e alongamento, grupos de caminhada, dança de salão, capoeira, ginástica laboral, atividades culturais, educação em saúde e outras atividades integradas às equipes de saúde.

O colegiado Local dos Profissionais de Educação Física na Saúde, especificamente na Área Programática 5.1, desempenha um papel fundamental na organização e coordenação das atividades físicas oferecidas à comunidade. Esses colegiados locais reúnem profissionais de educação física para alinhar processos de trabalho, discutir indicadores, planejar atividades e definir cronogramas, garantindo a efetividade e qualidade dos serviços prestados.

Essas reuniões são essenciais para o planejamento e execução eficaz das atividades físicas oferecidas à comunidade, promovendo a saúde e o bem-estar dos participantes.

Para participar do Programa Academia Carioca, é necessário ser cadastrado no Sistema Único de Saúde (SUS). As atividades estão disponíveis em diversas unidades de saúde espalhadas pela cidade, oferecendo opções para diferentes faixas etárias e necessidades. E para mais informações sobre o programa, incluindo horários e locais das atividades, é recomendável entrar em contato com a unidade de saúde mais próxima ou acessar o site oficial da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Grupo de Tabagismo CFOE – 1º Encontro de Manutenção

Na manhã do dia 18 de fevereiro de 2025, recebemos no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, a psicóloga Márcia Barros e a agente comunitário de saúde: Carolina Cardoso para mais um encontro do grupo de tabagismo. O encontro tem por objetivo estimular novos métodos para lidar com o desejo e as tentações da rotina do fumante e auriculoterapia para auxiliar na fissura e ansiedade. O assunto tratado neste encontro foi sobre “estimular os desafios para se manter sem fumar”. Foi realizada uma roda de conversa sobre as dificuldades de mais uma semana sem fumar ou tentando parar e incentivar o reforço da motivação intrínseca e individual.

O tabagismo é considerado uma das principais causas de morte evitáveis no Brasil e no mundo, e, por isso, o SUS desenvolve estratégias para combater o uso de tabaco, promover a saúde e oferecer suporte aos fumantes que buscam parar de fumar. Os grupos são voltados para os fumantes que desejam parar de fumar e consistem em encontros com profissionais de saúde (médicos, psicólogos, enfermeiros e outros), onde os participantes recebem apoio para superar a dependência da nicotina e melhorar a saúde geral.

Para acessar esses serviços, a pessoa pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, onde será orientada sobre como se inscrever nos grupos de apoio e iniciar o tratamento.

 

Relatório Semanal dos Agentes de Vigilância em Saúde

Na manhã desta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025, os agentes de vigilância em saúde (AVS) da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE), reuniram-se no laboratório de informática da estação OTICS-Rio Padre Miguel para consolidarem os boletins diários de atividade em campo.

O objetivo do encontro foi reunir os documentos para digitação e enviar à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) o resumo do trabalho semanal da equipe de campo.

A vigilância em saúde é responsável por monitorar e analisar a situação de saúde da população, além de controlar riscos e danos à saúde. As ações de vigilância em saúde incluem: Vigilância epidemiológica, Vigilância sanitária, Vigilância ambiental, Vigilância em saúde do trabalhador.

Os agentes de vigilância em saúde atuam em ações de campo, visitas domiciliares e comunitárias, e na prevenção de doenças. Eles também fiscalizam serviços de interesse da saúde, como escolas, hospitais, clubes, academias, parques e centros comerciais.

Ação Equipe Catarino – Hiperdia

Nesta quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025, recebemos no auditório da estação OTICS-Rio Padre Miguel, a médica Gabrielle Pinheiro, nutricionista eMulti Flavia Seda e agente comunitário de saúde Adriana Oliveira da equipe Catarino para uma Ação de Hiperdia realizada pela Clínica da Família Olímpia Esteves. Esta ação tem por objetivo educar e orientar pacientes sobre hipertensão, além de aferir pressão arterial, aferir circunferência abdominal. Nesta ação, foi falado com os usuários sobre as dúvidas da hipertensão, sobre como hábitos alimentares e atividade física podem reduzir a pressão arterial. A nutricionista forneceu sal de ervas para os pacientes e forneceu a receita que é como alternativa aos temperos prontos.

O Grupo de Hiperdia é uma iniciativa das unidades de saúde, como as Clínicas da Família, voltada para o acompanhamento de pessoas com hipertensão e diabetes. O objetivo é promover o autocuidado, orientar sobre a importância da adesão ao tratamento e ajudar a prevenir complicações relacionadas a essas doenças crônicas.

Normalmente, esses grupos oferecem encontros regulares com acompanhamento de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e nutricionistas, para compartilhar informações sobre a condição e formas de controle.

Esse tipo de ação é fundamental para a promoção de saúde na comunidade, pois fortalece a prevenção e o controle das doenças crônicas.

Ação Equipe Catarino – CFOE

 

Completude de Cadastros – CFOE

Na manhã desta terça-feira, 11 de fevereiro de 2025, os agentes comunitários de saúde da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE), reuniram-se no laboratório de informática da estação OTICS-Rio Padre Miguel para realizar a completude de cadastros com uso da plataforma VitaCare.

A completude de cadastros se refere à precisão e à totalidade das informações registradas sobre os pacientes, como dados pessoais, histórico médico e condições de saúde. O processo de atualização desses cadastros é fundamental para garantir que cada usuário tenha acesso aos serviços de saúde de forma eficaz e ágil.

Com o uso da plataforma VitaCare, os Agentes Comunitários de Saúde da Clínica Olímpia Esteves têm sido capacitados para registrar e atualizar as informações de forma rápida e precisa. A plataforma oferece uma interface intuitiva, que permite a coleta de dados no campo, facilitando o trabalho dos ACSs e garantindo que as informações sejam inseridas de maneira consistente e em tempo real. Além disso, a integração com o sistema de saúde local permite uma comunicação mais eficiente entre os profissionais da saúde e os pacientes.

Com dados atualizados e completos, é possível identificar necessidades específicas, planejar ações preventivas e intervir de forma assertiva, o que resulta em um cuidado mais próximo e eficaz para a comunidade.

A plataforma VitaCare oferece relatórios e indicadores que auxiliam na avaliação do desempenho dos agentes e na identificação de áreas que precisam de mais atenção, promovendo uma gestão mais eficiente dos recursos e serviços de saúde.

Ao focar na completude de cadastros, a Clínica da Família Olímpia Esteves não só melhora a qualidade do atendimento, mas também fortalece a confiança da comunidade no sistema de saúde, demonstrando compromisso com a excelência e com a saúde de todos os cidadãos atendidos.

A Clínica da Família Olímpia Esteves recebe um reforço crucial por meio dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que desempenham um papel fundamental na promoção do bem-estar da comunidade.

Dia Internacional da Epilepsia

O Dia Internacional da Epilepsia é um evento global celebrado anualmente na 2ª segunda-feira de fevereiro, para promover a conscientização sobre a doença em todo o mundo.

Com representação em mais de 140 países, a data é uma oportunidade poderosa para destacar os problemas enfrentados por pessoas com epilepsia, suas famílias e cuidadores, em todas as regiões do mundo.

As comemorações objetivam:

– aumentar a conscientização sobre a doença em nível internacional e governamental, bem como para o público em geral;
– fortalecer movimentos sobre a epilepsia unindo associações em uma campanha mundial;
– aumentar a visibilidade sobre a doença e encorajar discussão a seu respeito;
– fornece às associações de epilepsia uma oportunidade significativa de angariar fundos.

Embora as celebrações do Dia Internacional da Epilepsia variem de região para região, com circunstâncias culturais, geográficas e climáticas impactando todas as atividades, o traço comum é o desejo de destacar a epilepsia e chamar a atenção para a necessidade de melhor conscientização e compreensão, legislação adequada, aumentar as pesquisas, aprimorar o diagnóstico e os serviços de tratamento, de modo a melhorar a vida de todas as pessoas afetadas pela doença.

A epilepsia é uma condição neurológica bastante comum, acometendo aproximadamente uma em cada 100 pessoas. É caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas, que se repetem a intervalos variáveis. Essas crises são as manifestações clínicas de uma descarga anormal de neurônios, que são as células que compõem o cérebro.

Causas:

A doença pode ter diversas causas que variam de acordo com o tipo de epilepsia e com a idade do paciente. Em crianças, por exemplo, a anóxia neonatal (falta de oxigênio no cérebro durante o parto) e os erros inatos do metabolismo (alterações metabólicas que existem desde o nascimento) são causas frequentes de epilepsia.

Em idosos, por outro lado, as doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral ou AVC), bem como os tumores cerebrais, estão entre as causas mais frequentes.

Sinais e Sintomas:

Existem vários tipos de crises epilépticas, cada uma com características diferentes. Um dos tipos mais comuns é a crise tônico-clônica, chamada habitualmente de “convulsão”. Esse tipo de crise é facilmente reconhecível, pois o paciente apresenta abalos musculares generalizados, sialorreia (salivação excessiva) e, muitas vezes, morde a língua e perde urina e fezes.

Outras crises, entretanto, podem não ser reconhecidas por pacientes, familiares e até mesmo por médicos, pois apresentam manifestações sutis, como alteração discreta de comportamento, olhar parado e movimentos automáticos.

Em crianças, por exemplo, é comum a ocorrência de crises de ausência, caracterizadas por uma breve parada da atividade que a criança estava fazendo, às vezes associadas a piscamentos ou movimentos automáticos das mãos. As crises de ausência podem ocorrer muitas vezes ao dia. Em alguns casos, não são reconhecidas prontamente, e só quando a criança começa a apresentar prejuízo do desempenho escolar – normalmente apontado pelo professor na escola – essa possibilidade é considerada.

Diagnóstico:

É feito por meio da avaliação do histórico do paciente, com informações sobre os tipos de crise apresentados, a idade de início dos sintomas, a história familiar, entre outras. Exames complementares são importantes para auxiliar no diagnóstico, como o eletroencefalograma, a tomografia de crânio e a ressonância magnética do cérebro. O diagnóstico apropriado da epilepsia e do tipo de crise apresentado pelo paciente permite a escolha do tratamento adequado.

Tratamento:

As crises epilépticas são tratadas com o uso de medicações específicas, denominadas fármacos antiepilépticos. Há mais de 20 fármacos disponíveis atualmente para o tratamento da epilepsia – nem todas comercializados no Brasil.

Com o tratamento clínico (com medicamentos antiepilépticos), cerca de dois terços dos pacientes têm suas crises controladas. Um número significativo – cerca de um terço – porém, continua tendo crises a despeito do tratamento clínico.

Para esses pacientes, outras opções de tratamento podem ser consideradas, como o uso da dieta cetogênica (semelhante à dieta Atkins), principalmente em crianças, e o tratamento cirúrgico.

A neuromodulação, com a estimulação do cérebro ou de nervos periféricos, também pode ser uma opção terapêutica em pacientes com epilepsia de difícil controle. Mais recentemente, o canabidiol – um dos compostos da folha da maconha – passou a ser utilizado no tratamento da epilepsia, com bons resultados; é importante destacar que o canabidiol não tem qualquer efeito psicoativo, sendo seu uso seguro em adultos e crianças.

A maioria das pessoas com epilepsia tem suas crises controladas com o tratamento medicamentoso e, portanto, podem ter vida normal, com pouca ou nenhuma limitação. O reconhecimento das crises e o diagnóstico correto permitem que o melhor tratamento seja iniciado precocemente e que o paciente possa retomar normalmente suas atividades.

Prevenção:

Algumas causas de epilepsia, como a anóxia neonatal e as doenças cerebrovasculares podem ser prevenidas. Assim, um acompanhamento pré-natal adequado e uma boa assistência ao parto certamente podem colaborar para reduzir o número de casos de epilepsia relacionados aos problemas do parto.

Da mesma forma, o controle apropriado dos fatores de risco para doenças cerebrovasculares, como a hipertensão arterial e o diabetes, levam a uma redução no número de acidentes vasculares cerebrais e, portanto, dos casos de epilepsia decorrentes dessa enfermidade.

As repercussões sociais e psicológicas das epilepsias são enormes, assim como os problemas enfrentados pelos pacientes e seus familiares. A discriminação e o preconceito dificultam sua inserção na sociedade, principalmente no que se refere à obtenção e manutenção de empregos, o que leva a dificuldades econômicas, inclusive para a aquisição dos medicamentos antiepilépticos.

Apesar dos apelos à ação por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações, essa grave doença de grande abrangência populacional continua sendo subfinanciada, subdiagnosticada, subtratada e excessivamente estigmatizada.

Ações coordenadas envolvendo pacientes e organizações médicas, parceiros comerciais e outros associados, através de campanhas em mídia de massa, podem se mostrar úteis ao conscientizar e minimizar os aspectos negativos do estigma e discriminação, melhorando a qualidade de vida das pessoas com epilepsia e a de seus familiares.

Como proceder durante as crises:

Durante um episódio de crise epiléptica em que a pessoa está se debatendo, é preciso esvaziar a área ao redor dela, tirando de perto objetos que possam machucá-la ou nos quais ela possa esbarrar; deitá-la de lado e proteger sua cabeça, colocando algo macio embaixo, como uma almofada; afrouxar suas roupas para ajudá-la a respirar melhor e não colocar nada em sua boca, nem tentar segurar sua língua. Normalmente, a crise passa rapidamente. Se durar mais que 5 minutos, acione o socorro.

Fonte:

Biblioteca Virtual em Saúde

Referência:

DIA Internacional da Epilepsia: Epilepsia. Biblioteca Virtual de Saúde: Ministério da Saúde, site, 10 fev. 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/14-02-dia-internacional-da-epilepsia/. Acesso em: 10 fev. 2025.