Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita

Celebrado em 17 de outubro, o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento dessa infecção sexualmente transmissível (IST).

A Sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida por meio de relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada. Também pode ser transmitida da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto, situação conhecida como sífilis congênita, que pode provocar complicações graves para a criança.

Sintomas da sífilis

A sífilis pode apresentar diferentes manifestações, de acordo com o estágio da infecção. Em muitos casos, os sintomas passam despercebidos, o que reforça a importância da realização de testes. Entre os principais sinais estão:

  • Fase Primária: ferida geralmente indolor, que pode aparecer nos órgãos genitais, no ânus, na boca ou em outras regiões de contato com a bactéria.
  • Fase Secundária: manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar e aumento dos gânglios.
  • Fase Latente: Período sem sintomas que pode durar anos.
  • Fase Terciária: Lesões Graves nos órgãos: cérebro, coração, olhos, ossos, pele.

A ausência de sintomas não significa que a infecção tenha desaparecido. Por isso, a avaliação de um profissional de saúde é essencial diante de uma possível exposição.

Prevenção: uma forma de cuidado

A prevenção da sífilis envolve medidas individuais e ações de saúde pública. O uso de preservativos externos ou internos ajuda a reduzir o risco de transmissão, embora não elimine totalmente a possibilidade de contágio, pois as lesões podem estar em áreas não cobertas.

Outras medidas incluem a testagem regular (especialmente em situações de exposição de risco) e a realização dos exames recomendados durante o pré-natal. O diagnóstico e o tratamento da gestante são fundamentais para prevenir a transmissão para o bebê.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado por meio de testes rápidos e exames laboratoriais disponíveis nos serviços de saúde. O teste rápido permite identificar a necessidade de avaliação e tratamento sem demora, conforme a orientação profissional.

A sífilis tem cura e o tratamento é feito com antibióticos, principalmente a penicilina benzatina de acordo com o estágio da infecção e a avaliação clínica. É seguir as orientações da equipe de saúde, realizar o acompanhamento indicado e garantir que as parcerias sexuais sejam avaliadas e tratadas quando necessário, evitando a reinfecção.

Durante a gestação, o tratamento adequado e oportuno é a principal medida para prevenir a sífilis congênita. O acompanhamento pré-natal e a realização dos testes recomendados devem fazer parte do cuidado de todas as gestantes.

O papel da Atenção Primária à Saúde

As unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) desempenham um papel essencial na prevenção e no enfrentamento da sífilis, oferecendo orientações, testagem, tratamento e acompanhamento dos usuários. O acesso aos serviços de saúde, aliado à informação de qualidade e ao cuidado sem preconceito, contribui para reduzir a transmissão e as complicações da doença.

Neste 17 de outubro, a Estação OTICS-Rio Padre Miguel reforça a importância da conscientização, da prevenção e do diagnóstico precoce. Cuidar da saúde sexual é uma atitude de responsabilidade e proteção individual e coletiva.

Procure uma unidade de saúde, faça o teste quando indicado e, em caso de diagnóstico positivo, inicie o tratamento o quanto antes. A sífilis tem cura, e a sífilis congênita pode ser prevenida com o cuidado adequado durante a gestação.

Fonte(s):
Ministério da Saúde – Sífilis

Ministério da Saúde – Sífilis congênita

Referência(s):

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Sífilis. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis . Acesso em: 13 out. 2026.

2. BRASIL. Ministério da Saúde. Sífilis congênita. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis/congenita. Acesso em: 13 out. 2026.

Dia Nacional de Doação de Órgãos

Celebrado em 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgãos foi instituído pela Lei nº 11.584/2007 com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação e estimular o diálogo entre familiares sobre o desejo de ser doador.

A doação de órgãos e tecidos é um ato que pode possibilitar o tratamento de pessoas que aguardam por um transplante. Entre os órgãos e tecidos que podem ser doados estão rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, pele, ossos, tendões e válvulas cardíacas, de acordo com as condições clínicas e os critérios estabelecidos pelas equipes responsáveis.

Quem pode ser doador?

Existem duas possibilidades: o doador vivo e o doador falecido.

A doação em vida pode ocorrer em situações específicas, como a doação de um dos rins ou de parte do fígado, desde que o procedimento seja considerado seguro para o doador e sejam atendidos os requisitos legais e médicos. A avaliação da saúde, do histórico clínico e da compatibilidade é realizada pela equipe responsável.

Já o doador falecido pode ser uma pessoa com morte encefálica confirmada ou, em determinadas situações, uma pessoa que tenha sofrido parada cardiorrespiratória, sendo que, neste último caso, podem ser doados tecidos conforme os critérios estabelecidos.

 

Diagnóstico da morte encefálica

Um dos pontos fundamentais no processo de doação é a correta identificação da morte encefálica, caracterizada pela perda completa e irreversível das funções do cérebro e do tronco encefálico.

O diagnóstico é realizado por médicos, seguindo um protocolo rigoroso e critérios clínicos estabelecidos. São realizados exames clínicos por médicos diferentes, respeitando os intervalos determinados pelo protocolo, além dos exames complementares previstos quando necessários.

Existe prevenção ou sintomas?

A doação de órgãos não é uma doença e, portanto, não apresenta sintomas nem possui medidas de prevenção específicas. A possibilidade de doação está relacionada às condições de saúde do potencial doador e, no caso do doador falecido, às circunstâncias do óbito e aos critérios médicos estabelecidos.

Para a população, uma das principais formas de contribuir é conversar com familiares sobre o desejo de ser doador. No Brasil, a autorização da família é indispensável para a doação após a morte. Por isso, comunicar essa vontade em vida é uma atitude importante para que os familiares conheçam e possam respeitar o desejo da pessoa.

Transplante e tratamento

O transplante é um procedimento médico utilizado para substituir um órgão ou tecido comprometido por outro que apresente condições adequadas para desempenhar sua função. A indicação depende da avaliação médica e das necessidades do paciente.

Após a autorização da família e a confirmação das condições necessárias para a doação, as informações são encaminhadas ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A Central de Transplantes realiza a identificação de possíveis receptores conforme critérios estabelecidos, incluindo compatibilidade e posição na lista de espera.

O transplante pode representar uma importante possibilidade de tratamento para pessoas com doenças graves que comprometem o funcionamento de órgãos ou tecidos. Após o procedimento, os pacientes permanecem em acompanhamento especializado e recebem os cuidados necessários para a manutenção do órgão transplantado e da saúde.

A importância de falar sobre doação

A decisão de doar órgãos envolve um momento de grande sensibilidade para as famílias. Por isso, informação, diálogo e esclarecimento são fundamentais para diminuir dúvidas sobre o processo de doação e sobre o diagnóstico de morte encefálica.

Neste 27 de setembro, a campanha de conscientização reforça uma mensagem simples e importante: converse com sua família sobre a sua vontade de ser doador. No Brasil, essa conversa pode fazer a diferença, pois a autorização familiar é necessária para que a doação seja efetivada.

Fontes:

Ministério da Saúde

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Como ser doador de órgãos. Sistema Nacional de Transplantes. Disponível em: Ministério da Saúde – Como ser doador de órgãos. Acesso em: 24 set. 2026.

Dia Nacional da Doença de Huntington

Celebrado em 27 de setembro, o Dia Nacional da Doença de Huntington foi instituído no Brasil pela Lei nº 14.607/2023 com o objetivo de ampliar a informação e a conscientização sobre essa condição, estimular a pesquisa e contribuir para o debate sobre a atenção integral às pessoas com a doença e seus familiares.

A Doença de Huntington (DH) é uma enfermidade genética, hereditária e neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central. A condição pode provocar alterações nos movimentos, na capacidade cognitiva, no comportamento e no humor. Por ser uma doença progressiva, as manifestações podem se intensificar ao longo do tempo e variar de uma pessoa para outra, inclusive entre integrantes de uma mesma família.Sintomas

Os primeiros sinais surgem na vida adulta e podem aparecer de forma gradual. Entre as manifestações estão movimentos involuntários, conhecidos como coreia, alterações na coordenação e no equilíbrio, dificuldades de concentração, planejamento e memória, além de mudanças de humor e comportamento, como irritabilidade, ansiedade e depressão.

Com a evolução da doença, podem ocorrer maior dificuldade para caminhar, falar e realizar atividades cotidianas, além de alterações na deglutição. É importante destacar que sintomas semelhantes podem estar relacionados a outras condições, sendo necessária avaliação profissional para estabelecer o diagnóstico adequado.

Diagnóstico

O diagnóstico envolve a avaliação dos sinais e sintomas, histórico clínico e familiar, além de exames neurológicos e, quando indicado, teste genético. A investigação deve ser realizada por profissionais especializados, podendo envolver neurologistas, geneticistas, psicólogos e outros integrantes de uma equipe multiprofissional. Exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, podem ser utilizados em determinadas situações para auxiliar na investigação e excluir outras condições.

Por se tratar de uma doença hereditária, o aconselhamento genético possui papel importante para pessoas com histórico familiar de Huntington. A avaliação permite compreender os riscos de transmissão da alteração genética e receber orientações antes da realização de testes genéticos ou de decisões relacionadas ao planejamento familiar.

Tratamento e cuidados

Atualmente, não existe cura ou tratamento capaz de interromper a progressão da Doença de Huntington. O cuidado é direcionado ao controle dos sintomas, à manutenção da autonomia e à melhoria da qualidade de vida.

O acompanhamento pode envolver medicamentos para determinadas manifestações, além de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicoterapia, acompanhamento nutricional e suporte de outros profissionais de saúde, de acordo com as necessidades de cada pessoa. O cuidado multiprofissional também contribui para prevenir complicações e auxiliar familiares e cuidadores.

Prevenção e conscientização

Por ser uma doença genética hereditária, não é possível prevenir o desenvolvimento da Doença de Huntington em uma pessoa que possui a alteração genética. Entretanto, o aconselhamento genético pode auxiliar indivíduos e famílias a compreenderem os riscos de transmissão e as possibilidades de acompanhamento.

A informação e o diagnóstico adequado são fundamentais para reduzir o estigma, favorecer o planejamento dos cuidados e proporcionar maior suporte às pessoas com Huntington, seus familiares e cuidadores. A data de 27 de setembro reforça, portanto, a importância da conscientização e da atenção integral às pessoas afetadas pela doença.

A Estação OTICS-Rio Padre Miguel apoia a divulgação de informações de saúde e o fortalecimento das ações desenvolvidas no território, contribuindo para a disseminação de conhecimentos e para a promoção da saúde da população.

Fontes:

Ministério da Saúde

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. 27/9 – Dia Nacional da Doença de Huntington. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://bibliosus.saude.gov.br/27-9-dia-nacional-da-doenca-de-huntington/. Acesso em: 24 set. 2026.