13/12 – Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual

Anteriormente chamado de ‘Dia do Cego’, o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual foi instituído em 1961 pelo Decreto nº 51.045, levando em conta a celebração, pela igreja católica, do Dia de Santa Luzia, em 13 de dezembro, considerada ‘protetora dos olhos’.

Atualmente, o objetivo principal da data é conscientizar governos e público sobre a importância de acabar com a discriminação e o preconceito contra os deficientes visuais, além de buscar a garantia de direitos, acessibilidade e atenção à saúde, por meio de políticas públicas que conduzam à inclusão desses cidadãos na sociedade. O Dia Nacional é, ainda, uma oportunidade de discutir o acesso a serviços oftalmológicos e a importância de prevenir doenças que podem causar cegueira ou diminuir a visão.

Segundo o Atlas Vision, relatório da The International Agency for the Prevention of Blindness (IAPB), em todo o mundo, pelo menos 1,1 bilhão de pessoas têm deficiência visual; 2 a 3 bilhões de pessoas precisam de acesso contínuo a serviços para otimizar sua visão e sua capacidade funcional na sociedade e outros milhões precisam dos serviços de saúde, todos os anos, para prevenir a perda da visão e restaurar o bem-estar.

Em quase metade dos casos, os problemas poderiam ter sido evitados ou resultam da falta de tratamento da causa ocular de base. Estudos mostram, ainda, que mais de 90% da deficiência visual no mundo estão localizados nos países em desenvolvimento, afetando, predominantemente, pessoas a partir dos 50 anos de idade.

Investir na saúde ocular melhora o bem-estar, o nível educacional, aumenta a força de trabalho e a participação da comunidade. Uma boa visão é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com indicadores coletados no 3° trimestre de 2022, há 18,6 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Destes, 3,1%, com idade entre 2 ou mais anos, têm dificuldade para enxergar mesmo usando óculos ou lentes de contato.

A visão é um sentido dominante e desempenha papel crítico em todas as fases da vida. Atividades corriqueiras no desenvolvimento do ser humano, como aprender a andar, a ler e a frequentar uma escola, e posteriormente trabalhar, tornam-se muito mais difíceis para pessoas que não vêem ou que tenham dificuldade de enxergar.

Ou seja, a deficiência visual tem profundas consequências humanas e socioeconômicas. Os custos de perda de produtividade, da reabilitação e da educação dos cegos constituem uma dificuldade econômica significativa para o indivíduo, para a família e para a sociedade.

São consideradas deficientes visuais não apenas as pessoas que apresentam incapacidade total para ver, mas também aquelas nas quais o prejuízo da visão se encontra em níveis incapacitantes para o exercício das tarefas do dia-a-dia, apesar de possuírem certos graus de visão residual. Quando esta visão residual pode ser utilizada e melhorada por meio de recursos especiais (auxílios ópticos e não ópticos), diz-se que a pessoa tem baixa visão ou visão subnormal.

A deficiência visual ocorre quando uma doença ocular afeta o sistema visual e uma ou mais funções visuais (como a visão de contraste, de cores, visão periférica).

A catarata e os erros de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia) não corrigidos são as duas principais causas de deficiência visual reversível, representando 75% de todos os casos, sendo mais frequentes entre os grupos etários mais velhos.

O glaucoma representa a maior causa de cegueira irreversível em todo o mundo, e a retinopatia diabética, uma complicação do diabetes mellitus, constitui atualmente a maior causa de cegueira em pacientes com idade produtiva.

Prevenção e controle:

Para evitar a cegueira na infância, a vacinação de mulheres adultas é fundamental na prevenção de doenças infecciosas, como rubéola, sarampo e toxoplasmose, que podem provocar problemas congênitos à criança durante a gravidez, inclusive cegueira, reforçando a importância do acompanhamento pré-natal adequado.

Já a Triagem Ocular Neonatal, também conhecida como Teste do Olhinho, deve fazer parte do exame físico do recém-nascido e ser realizada ainda na maternidade. Esses exames visam à identificação, em tempo oportuno, de situações de risco e agravos que podem ocasionar deficiência visual, tais como catarata congênita e outros transtornos oculares congênitos e hereditários.

Além do contexto socioeconômico, o envelhecimento é um fator que favorece o crescimento do número de indivíduos com deficiência visual — principal fator de risco para muitas doenças oculares, de acordo com o Relatório Mundial sobre a Visão, da Organização Mundial da Saúde. Portanto, as políticas públicas, sociais e de saúde, devem ser fortalecidas para atenderem as demandas crescentes relacionadas ao envelhecimento da população, com assistência oftalmológica abrangente e acessível, a fim de prevenir casos de cegueira.

Outras causas de perda ou diminuição da capacidade visual podem ser provocadas por acidentes ou traumatismos que afetem os olhos. A prevenção dessas causas adquiridas envolve medidas, como:

– Guardar substâncias inflamáveis, químicas e/ou medicamentos fora do alcance de crianças;

– Objetos pontiagudos ou cortantes, como facas e tesouras, não devem ser manuseados por crianças;

– Brinquedos potencialmente perigosos, como estilingue, dardo, flecha, devem ser evitados;

– Usar cinto de segurança no carro;

– Transportar crianças no banco de trás do carro e quando menores de dois anos, usar cadeira apropriada;

– Tomar cuidado especial com esportes violentos e brincadeiras infantis;

– Manter as crianças longe do fogão, quando em uso;

– Utilizar equipamentos de proteção individual nas atividades laborais.

De modo geral, prevenir complicações que possam levar à cegueira ou à diminuição da capacidade de enxergar inclui, ainda, visitas regulares ao oftalmologista para medição da acuidade visual e detecção precoce de quaisquer outras alterações que requeiram tratamento médico.

Reabilitação:

A reabilitação das pessoas com deficiência visual ou cegueira de causa irreversível busca maximizar o uso da visão residual e fornecer adaptações práticas para lidar com as consequências sociais, emocionais e econômicas impostas pela própria deficiência.

Está disponível uma vasta gama de intervenções de reabilitação da visão, incluindo ampliadores óticos, modificação ambiental (por exemplo, iluminação melhorada), leitura por Braille, recursos de acessibilidade em smartphones (leitores de tela), aconselhamento e formação em tarefas quotidianas, tais como a orientação e a mobilidade com bengalas brancas para garantir segurança ao caminhar.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Lei 13.146/2015, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, aborda itens como discriminação, atendimento prioritário, direito à reabilitação e acessibilidade. A norma estabelece, também, que pessoas com deficiência têm autorização de saque do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) para aquisição de próteses e órteses.

Em relação à acessibilidade para o deficiente visual, a LBI também prevê, entre outras opções, que sejam utilizados o Braille, o sistema de sinalização ou de comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispositivos multimídia, assim como a linguagem simples, escrita e oral, os sistemas auditivos, os meios de voz digitalizados e os modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, incluindo as tecnologias da informação e das comunicações.

Outro importante avanço para essa parcela da população foi o Decreto nº 5.904/2006, que trata do direito de pessoas com deficiência visual ingressarem e permanecerem em ambientes de uso coletivo acompanhadas de cão-guia, entre outras providências.

Fontes:

Conselho Regional de Psicologia do Paraná
Fundação Dorina Nowill para Cegos
Ministério da Saúde
Núcleo de Telessaúde de Sergipe
Retina Brasil

 

Referência:

BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual. BVS: Biblioteca Virtual em Saúde, Site, 12 dez. 2024. Disponível em: 13/12 – Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual | Biblioteca Virtual em Saúde MS/. Acesso em: 13 dez. 2024.

12/12 – Dia Mundial da Saúde Universal

O Dia Mundial da Saúde Universal, também chamado de Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde é celebrado anualmente em 12 de dezembro. A data foi criada por meio da Resolução 72/138 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2017.

O Dia Mundial da Saúde Universal é:

  • Conscientizar sobre a necessidade de sistemas de saúde fortes e resilientes
  • Garantir que todos tenham acesso a serviços de saúde essenciais, sem dificuldades financeiras
  • Celebrar o progresso na oferta de serviços de saúde

O objetivo da campanha é conscientizar sobre a necessidade de sistemas de saúde fortes e de cobertura universal, com parceiros de várias áreas, de forma a promover o acesso universal a cuidados de saúde de qualidade, tendo em conta o seu impacto para o desenvolvimento internacional sustentável.

A Cobertura Universal de Saúde tem como prioridade a todas as nações e imprescindível para o alcance do desenvolvimento sustentável, reafirmando, assim, a saúde como direito humano. Desde então, deu-se início à luta pelo direito à cobertura de saúde a todas as pessoas até 2030, data para a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Cobertura pode ser definida como “o acesso de todos aos serviços de saúde dos quais precisam as populações, sem acarretar à determinada classe de usuários risco de empobrecimento”. Significa, então, que todas as pessoas, incluindo os mais pobres e vulneráveis, devem ter acesso a uma gama completa de serviços essenciais de saúde, como prevenção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, sem ficar expostos a dificuldades financeiras.

A Cobertura Universal de Saúde se refere à capacidade dos sistemas de saúde para atender as necessidades das populações em todos os níveis de cuidado à saúde, com oferta de infraestrutura, recursos humanos suficientes e tecnologias da saúde, sem causar danos financeiros aos usuários do sistema de saúde, particularmente os pobres, as pessoas vulneráveis e as camadas marginalizadas da população.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o caminho para a Cobertura Universal de Saúde exige o reforço dos sistemas de saúde em todos os países.

Investir em cuidados de saúde primários de qualidade são a base para se atingir a cobertura universal em todo o mundo. Outros elementos críticos são uma boa governança, sistemas sólidos de compras e abastecimento de medicamentos e tecnologias da saúde, assim como sistemas de informação sanitária devidamente operacionais.

Boa saúde e bem-estar não podem ser um privilégio de poucos, mas um direito de todos. Sistemas de saúde fortes e equitativos para não deixar ninguém para trás!

Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/12-12-dia-mundial-da-saude-universal/#:~:text=O%20Dia%20Mundial%20da%20Sa%C3%BAde,anualmente%20em%2012%20de%20dezembro.
Centro de Informação Europeia Jacques Delors (Portugal)
Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/Fiocruz
Organização das Nações Unidas (ONU)
Organização Mundial de Saúde (OMS)
Organização Pan-americana de Saúde (OPAS)

 

Referência:

BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Dia Mundial da Saúde Universal. BVS: Biblioteca Virtual em Saúde, site, 12 dez. 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/12-12-dia-mundial-da-saude-universal/. Acesso em: 12 dez. 2024.

 

9/12 – Dia da Criança com Deficiência

O Dia da Criança com Deficiência é comemorado anualmente no dia 9 de dezembro. A data tem como objetivo chamar a atenção da população para a necessidade de compreensão sobre esse universo e de respeito para com as crianças, além de incentivar a promoção da melhoria da sua qualidade de vida.

Fazem parte deste grupo crianças com diagnóstico de autismo, deficiência mental, auditiva e visual, Síndrome de Down e outras menos conhecidas, mas que também afetam o relacionamento com a sociedade.

O número de crianças com deficiência em todo o mundo é estimado em quase 240 milhões, segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em comparação com crianças sem deficiência, crianças com deficiência têm:

– 24% menos probabilidade de receber estimulação precoce e cuidados responsivos;
– 42% menos probabilidade de ter habilidades básicas de leitura e numeramento;
– 25% mais probabilidade de sofrer de desnutrição aguda e 34% mais probabilidade de sofrer de desnutrição crônica;
– 53% mais probabilidade de apresentar sintomas de infecção respiratória aguda;
– 49% mais probabilidade de nunca ter frequentado a escola;
– 47% mais probabilidade de estar fora do ensino fundamental I, 33% mais probabilidade de estar fora do ensino fundamental II e 27% mais probabilidade de estar fora do ensino médio;
– 51% mais probabilidade de se sentir infelizes;
– 41% mais probabilidade de se sentir discriminadas;
– 32% mais probabilidade de sofrer castigos corporais severos.

No entanto, a experiência da deficiência varia muito. A análise demonstra que existe um espectro de riscos e resultados dependendo do tipo de deficiência, de onde a criança mora e de quais serviços ela pode acessar. Isso destaca a importância de projetar soluções direcionadas para lidar com as desigualdades.

O acesso à educação é um dos vários assuntos examinados no relatório. Apesar do amplo consenso sobre a importância da educação, as crianças com deficiência ainda estão ficando para trás.

O relatório constatou que crianças com dificuldade de comunicação e de cuidar de si mesmas são as que têm maior probabilidade de estar fora da escola, independentemente do nível de escolaridade. As taxas de crianças e adolescentes fora da escola são mais altas entre crianças com deficiências múltiplas e as disparidades tornam-se ainda mais significativas quando a gravidade da deficiência é levada em consideração.

“A exclusão costuma ser consequência da invisibilidade. Há muito tempo não temos dados confiáveis sobre o número de crianças com deficiência. Quando deixamos de contar, considerar e consultar essas crianças, não estamos ajudando-as a atingir seu vasto potencial”. (Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF).

Alguns direitos da Criança com Deficiência:

As escolas não podem rejeitar pessoas com deficiência. Como qualquer cidadão, as pessoas com deficiência têm direito à escola regular com os devidos apoios e adaptação dos materiais para seu desenvolvimento. Também não é permitido cobrar taxas extras por isso;

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece em seu artigo 11, §1º e §2º que o atendimento médico seja realizado sem qualquer tipo de discriminação, além de assegurar o direito ao recebimento de órteses, próteses e outras tecnologias, gratuitamente;

O ECA prevê em seu artigo 54, inciso III, que pessoas com deficiência tenham atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino;

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), também assegura atendimento educacional especializado aos educandos com deficiência;

A Lei Brasileira de Inclusão – LBI (Lei nº 13.146/2015) assegura que pessoas com e sem deficiência tenham a oportunidade de conviver umas com as outras, de forma igual, quebrando as barreiras atitudinais e minimizando, assim, o preconceito;

A LBI também estabelece a criação de um projeto pedagógico adequado, a oferta de educação em libras, a participação da família do estudante no ambiente escolar, o acesso a atividades recreativas, etc.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde

Referência:
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Biblioteca Virtual em Saúde. 9/12 – Dia da Criança com Deficiência. Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde, [s. l.], 15 dez. 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/09-12-dia-da-crianca-com-deficiencia/. Acesso em: 9 dez. 2024.

 

3° Seminário – Tecendo a Rede Intra e Intersetorial para a Promoção da Solidariedade e Prevenção das Violências na AP 5.1

No dia 5 de dezembro de 2024, o auditório da Universidade Castelo Branco (UCB) recebeu o terceiro seminário “Tecendo a rede intra e intersetorial para promoção da solidariedade e prevenção das violências na AP 5.1”, organizado pela Coordenadoria de Atenção Primária (CAP) da área programática (AP) 5.1. O evento abordou diversos temas importantes e delicados que precisam de muita atenção da sociedade.

O seminário propôs uma reflexão sobre a violência em suas diversas formas, destacando como as relações de poder, as desigualdades históricas e as normas sociais contribuem para a marginalização e vitimização de indivíduos e comunidades.
O objetivo não foi apenas identificar as causas da violência, mas também sensibilizar os participantes para que busquem soluções para criar uma sociedade mais justa e inclusiva, onde as diversidades sejam respeitadas e a violência erradicada. Enfatizou-se que a violência não é um fenômeno isolado, mas um reflexo de um sistema social excludente.
Discutiu-se também a importância da capacitação de profissionais de saúde, para que saibam abordar e tratar temas como racismo, homofobia e violência de maneira consciente e informada. A necessidade de conscientização sobre essas questões foi destacada, especialmente no contexto de práticas de saúde, onde agentes podem identificar sinais de violência, como o comportamento de pacientes que sofrem abusos físicos, psicológicos ou sexuais. A capacitação desses profissionais é vista como essencial para que possam agir de forma eficaz na identificação e intervenção de casos de violência.

A reflexão sobre as motivações por trás da violência, como o sexismo e a homofobia, foi também destacada como essencial para criar estratégias de prevenção e promoção de saúde, permitindo que a violência seja tratada de forma mais eficaz e sensível. A construção de um conhecimento mais inclusivo e integrado, que envolva a saúde e as questões sociais, é vista como fundamental para enfrentar essas problemáticas.

Por fim, a necessidade de compreender as diversas dimensões da violência, não apenas no contexto físico, mas também nas relações sociais, foi enfatizada, considerando os impactos que o ambiente e as relações interpessoais podem ter sobre o comportamento humano.

5/12 – Dia Nacional do Médico de Família e Comunidade

Essa data comemorativa foi criada para mostrar a importância dessa especialidade médica na atuação de todas as áreas de atenção primária dos sistemas de saúde (primeiro nível de atenção em saúde).

No Brasil, é comum haver uma confusão entre o médico de família e o clínico geral. Trata-se de funções diferentes, embora complementares. Enquanto o segundo trata especificamente da doença (foco pontual), o primeiro tem o foco na pessoa (foco longitudinal), ou seja, o paciente é acompanhado durante todas as fases da vida, do nascer ao morrer.

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) foi reconhecida oficialmente no Brasil como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira (AMB) em 2002 e, a partir de então, tem se estabelecido como uma das mais importantes para consolidação da Atenção Primária à Saúde (APS), tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) como no sistema suplementar de saúde (planos e seguros de saúde).

 A MFC, uma especialidade médica eminentemente clínica, desenvolve práticas de promoção, proteção e recuperação da saúde. Seus princípios e práticas são centrados no indivíduo e na sua relação com o médico, com a família e com a comunidade em que vive. A formação (residência médica) tem duração de dois anos, com um terceiro ano opcional.

A especialidade aborda o processo saúde-adoecimento como um fenômeno complexo, relacionado à interação de fatores biológicos, psicológicos, socioambientais e espirituais, fortemente influenciado pela estrutura familiar e comunitária do indivíduo.

O profissional, especialista em pessoas, está apto para resolver grande parte das queixas dos pacientes que chegam na atenção primária (aproximadamente 85% das queixas dos pacientes podem ser resolvidas pelo médico de família; as demais são encaminhadas para outras especialidades).

Em suma, o médico da família/comunidade acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente de gênero, idade, doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde.

Esses médicos estão sempre nos locais em que são necessários (região delimitada geograficamente), independentemente do horário, eles são a linha de frente para diversos problemas, fazendo parte da comunidade em que trabalham. Seu objetivo é prestar um atendimento acessível, de qualidade e sustentável para o seu paciente.

Além disso, a MFC tem um papel fundamental não apenas no âmbito da prática médica, mas igualmente na formação de recursos humanos e no desenvolvimento de pesquisas, contribuindo para uma maior efetividade dessas áreas.

O trabalho é desenvolvido em equipe. Além do médico da família, ela contempla pessoal de enfermagem (enfermeiros e técnicos), agentes comunitários (principais responsáveis por criar o vínculo com a comunidade e, eventualmente, dentistas. Em bairros onde predominam jovens sem doenças crônicas, a equipe atende mais pessoas. Já em locais onde vivem muitos idosos, que frequentam mais os serviços de saúde, não há expansão dos serviços para muita gente.

Apesar do crescimento da especialidade no país, que contava em 2020 com pouco mais de 7.000 profissionais, seriam necessários, aproximadamente, 70 mil médicos de família e comunidade para dar conta de todo o trabalho atualmente. Ou seja, o Brasil precisa aumentar em 10 vezes o número atual de profissionais para atender às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece que cerca de 40% a 50% de profissionais médicos sejam especialistas em Família e Comunidade.

Fonte: 5/12 – Dia Nacional do Médico de Família e Comunidade – Metainfo

27 de Novembro – Dia Nacional de Combate ao Câncer

O Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama, celebrado em 27 de novembro, é uma data dedicada a conscientizar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento para o câncer de mama. Essa doença, que é a principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, pode ser tratada com sucesso quando detectada em seus estágios iniciais.

O Que é o Câncer de Mama?

O câncer de mama é o crescimento desordenado de células na mama, que pode levar à formação de tumores. Embora afete principalmente mulheres, homens também podem desenvolvê-lo, embora seja menos comum.

Fatores de risco incluem:

  • Histórico familiar de câncer de mama;
  • Idade avançada;
  • Primeira menstruação precoce ou menopausa tardia;
  • Obesidade e sedentarismo;
  • Consumo excessivo de álcool e tabagismo.

A Importância da Conscientização e Prevenção

A data tem como objetivo reforçar que o combate ao câncer de mama começa com a conscientização. Conhecer o próprio corpo e estar atento a sinais de alerta é fundamental.

Dicas de prevenção:

  • Pratique o autoexame: Embora não substitua exames clínicos, conhecer a aparência e a textura normal das mamas ajuda a identificar alterações.
  • Realize mamografias regulares: Mulheres acima de 40 anos devem realizar o exame anualmente ou conforme recomendação médica.
  • Adote hábitos saudáveis: Alimentação equilibrada, prática de exercícios e evitar o consumo de álcool e cigarro reduzem os riscos.

Sinais de alerta:

  • Nódulos na mama ou axila;
  • Alterações na pele da mama, como vermelhidão ou aparência de “casca de laranja”;
  • Inversão do mamilo ou secreções anormais;
  • Mudança no tamanho ou formato da mama.

Tratamento e Suporte

O diagnóstico precoce é o principal aliado no tratamento bem-sucedido do câncer de mama. Dependendo do estágio da doença, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia.

Além disso, o apoio emocional é essencial para pacientes e famílias. Organizações como a Femama, Abrale e Amigas do Peito oferecem suporte psicológico e informações sobre os direitos dos pacientes.

Câncer de Mama no Brasil: Um Panorama

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer):

  • São estimados mais de 70 mil novos casos de câncer de mama por ano no Brasil;
  • A taxa de cura ultrapassa 90% quando a doença é detectada precocemente;
  • A falta de acesso a exames regulares e ao tratamento é uma barreira significativa para a redução da mortalidade.

 

Fonte: Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama – 27 de Novembro

Negritudes – II Seminário Juvenil da CAP 5.1

Na tarde desta quinta-feira, 13 de novembro de 2024, foi realizado no Teatro Carlos Wenceslau – da Universidade Castelo Branco o II Seminário Juvenil da CAP 5.1 – com o tema: NEGRITUDES.

Este dia teve como objetivo valorizar o protagonismo juvenil, a conversa entre pares e debater questões étnico-raciais. Este evento foi construído pelos jovens do RAP da Saúde com a linha da Saúde Integral da População Negra da CAP 5.1, como parte das ações do Novembro Negro.

O evento foi coordenado pela Apoiadora Técnica do RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra da CAP 5.1 – Veronica Alexandrino. E para compor a mesa de abertura do seminário foram convidados: Luciana Ribeiro – Superintendente de Promoção da Saúde; Raphael Costa – Coordenador da Área Programática 5.1; Érica Nascimento – Diretora da Divisão de Ações e Programas em Saúde da CAP 5.1; Daniel Alves – representando os jovens do RAP da Saúde da CAP 5.1.

“Como professora desta instituição, tenho a oportunidade de discutir esta pauta na disciplina Diversidade étnica e cultural no curso de Medicina. Academia e serviço precisam estar imbricados na promoção de uma saúde antirracista.” – Verônica Alexandrino

O Seminário teve como abertura uma Poesia lida pela Luyza Vitória – Jovem Dinamizadora do RAP da Saúde. No decorrer do evento teve como participação: Jovens Surdos do RAP da Saúde – representados por Wilian e Vitória que falaram sobre a falta de acessibilidade e racismo; Dr. Glauber Lima – cria da favela do 77 em Padre Miguel que contou sua história de vida e hoje é formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Após, compor a mesa para debate sobre: Protagonismo Juvenil no enfrentamento ao racismo estrutural – Dani Rodrigues – cria da Vila Cruzeiro na Penha e Facilitadora do Rap da Saúde Redutora de Danos do CAPS III Lima Barreto; Ester Bonfim – cria de Realengo, professora, egressa do curso RAP da Saúde; Fernanda Mendes – cria de Senador Camará e atua no Projeto Pequena Lótus (arte, lazer, educação e cultura); Lua Arruzzo – cria do Complexo da Pedreira, mulher trans negra, pesquisadora no LATINAS da ENSP-Fiocruz, Técnica de Enfermagem na SMS-Rio e enfermeira.

O “RAP da Saúde” é um projeto criado para promover educação em saúde de forma lúdica e acessível, especialmente para a população mais jovem. Através de um ritmo popular como o rap, o projeto busca transmitir mensagens importantes sobre prevenção de doenças, promoção de hábitos saudáveis e conscientização sobre o autocuidado.

Esse tipo de iniciativa, utilizando a música como ferramenta educativa, aproxima os profissionais de saúde das comunidades, favorecendo o diálogo e a compreensão de temas que muitas vezes podem ser complexos ou pouco abordados.

O projeto foi criado em 2007, a partir das experiências da SMS nos Adolescentros da Maré e da Rocinha, sendo institucionalizado e reformulado em 2015, ganhando o formato atual do curso.

15 Anos da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE)

Nesta quinta-feira, dia 14/11/2024, comemoram-se 15 anos de inauguração da Clínica da Família Olímpia Esteves (CFOE). Localizada no bairro de Padre Miguel, a Clínica da Família Olímpia Esteves desempenha um papel importante na zona oeste, com mais de 34 mil usuários cadastrados, o que corresponde a quase 75% de cobertura da população da região.

Dentre os serviços oferecidos, a clínica da família acompanha mais de perto o pré-natal das mulheres, cobertura vacinal das crianças, acompanhamento dos hipertensos, diabéticos e pessoas com tuberculose na região. A unidade também oferece teste rápido de HIV, sífilis e hepatite, teste de gravidez, dispensação de medicamentos na farmácia, além de tantos outros serviços que compõem a cesta de ofertas da Atenção Primária.

 

 

 

 

 

 

 

 

A unidade conta com equipes multiprofissionais – eMulti, são equipes compostas por profissionais de saúde de diferentes áreas do conhecimento e categorias profissionais. Elas operam de maneira complementar e integrada às outras equipes que atuam na Atenção Primária à Saúde. Além de atendimentos de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutricionista, assistente social e educação física, esses profissionais também organizam grupos de orientação pedagógica como, por exemplo, grupo de tabagismo, grupo de adolescentes, grupo de gestantes, grupo de planejamento familiar, entre outros.

 

 

 

 

 

A função das clínicas da família é promover a saúde, prevenir e diagnosticar doenças precocemente, além de prestar atendimento básico de saúde:

  • As clínicas da família são unidades de atenção primária que oferecem serviços de saúde para toda a família.
  • A equipe multiprofissional trabalha para promover a saúde, proteger e recuperar a população.
  • Os serviços oferecidos incluem consultas, exames, vacinação, saúde bucal, pré-natal, puerpério, planejamento familiar, entre outros.
  • As clínicas da família buscam construir relacionamentos de confiança com os pacientes e oferecer atenção continuada ao longo da vida.
  • As clínicas da família são unidades públicas de saúde que atuam em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro.
A estação OTICS-Rio Padre Miguel parabeniza CFOE pelos seus 15 anos e a todos os profissionais da unidade que se dedicam a cada dia em levar o melhor atendimento para a população, com um olhar atento, atendimento acolhedor e muito carinho e respeito com cada usuário da unidade.

 

 

06/11 – Dia Nacional do Riso

Hoje, 6 de novembro, é o Dia Nacional do Riso no Brasil! Uma data para celebrar o poder do riso e seu impacto positivo na saúde física, mental e emocional das pessoas. O riso é uma forma poderosa de aliviar o estresse, melhorar o humor e até fortalecer o sistema imunológico.

A escolha dessa data pode ter relação com a importância do riso para a qualidade de vida e também com o trabalho de profissionais e grupos dedicados ao humor, como os palhaços de hospitais, que utilizam o riso como terapia.

‘Heróis para Heróis’: voluntários fantasiados espalham risos em visitas a hospitais e lares assistenciais no interior de SP

Batman, Superman, Homem-Aranha ou Thor, no multiverso de Bauru (SP), são os responsáveis por “salvar o dia” dos pacientes em situação de vulnerabilidade social e/ou emocional nos hospitais do centro-oeste paulista.

Com fantasias, maquiagem e abraços que os voluntários do projeto “Heróis para Heróis” espalham alegrias e encantamento para crianças e acompanhantes, tornando o processo hospitalar um pouco menos sofrido.

Sonho antigo

Para Reinaldo César, empresário, e Marisa Cruz, assistente social no CAPS, o projeto nasceu junto com o filho Theo, diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O pai conta que o sonho de criar o projeto já era antigo, mas foi a partir da caminhada e paternidade atípica que ele percebeu que seria uma ótima forma de retribuir o apoio, afinal, o voluntariado do projeto é um ato de amor ao próximo.

“Recebemos bem mais do que doamos, recebemos sorrisos, olhares de carinho, abraços e gratidão”, afirma o idealizador.

O projeto é sem fins lucrativos e não realiza visitas em eventos fechados, segundo Reinaldo, para não perder o foco, que é ser um momento de descontração no processo de hospitalização/internação.

Além disso, todos os voluntários são amigos, conhecidos ou familiares do casal, e as doações que já foram realizadas foram revertidas ao grupo, para aquisição de novas fantasias e equipamentos para o projeto. Por meio do voluntariado, psicólogos, estudantes, analistas de sistemas e assistentes sociais se transformam em princesas, personagens e heróis.

Riso como melhor remédio

Existem, de fato, comprovações de que rir traz benefícios ao corpo e mente, proporcionando bem-estar. No entanto, Reinaldo afirma que é muito mais que isso, e impacta não apenas os pacientes, mas até mesmo os acompanhantes, fiéis companheiros.

“O relato dos pais é sempre com bastante gratidão. Nos hospitais, eles ficam felizes por causa da mudança de rotina, que muda o dia das crianças, e nas instituições onde vamos que atendem pessoas em vulnerabilidade social, eles acabam tirando bastante foto, porque eles sabem é muito difícil ter contato com esse tipo de entretenimento”, relata.

Além da mudança no humor e nos sorrisos que surgem na visita, ele também conta como é incrível acompanhar a recuperação dos pacientes. Um caso que o marcou muito foi durante a entrega de presentes no Natal de 2023, quando conheceu um menino que marcou muito ele e sua esposa.

“Ele ficou de três a quatro meses internado, sendo que ele ficou um mês só em UTI, teve que fazer vários procedimentos de corte, de tudo, por conta de uma bactéria que ele pegou. E graças a Deus, na visita que fizemos no Dia das Crianças a gente viu que ele estava plenamente recuperado. Isso é muito gratificante para a gente.”

 

Além do Theo, que inspirou o projeto e participa das visitas, a filha de outra voluntária também é uma das heroínas da ação, mostrando que não existe limite de idade para fazer o bem ao próximo.

 

Fonte: ‘Heróis para Heróis’: voluntários fantasiados espalham risos em visitas a hospitais e lares assistenciais no interior de SP | Bauru e Marília | G1

Parceria ensino/serviço com Universidade Castelo Branco (UCB)

Na manhã de sexta-feira, 1º de novembro de 2024, recebemos, em nosso Laboratório de Informática, mais uma turma de alunos do curso de Medicina da Universidade Castelo Branco (UCB) para uma aula sobre “Práticas em Saúde Baseada em Evidências”. A atividade foi conduzida pelo professor Victor Costa, que abordou os métodos de tomada de decisão em saúde orientados por evidências científicas.

Essa parceria entre ensino e serviço busca fortalecer o conhecimento e a prática de decisões embasadas em evidências, promovendo uma formação mais qualificada para os futuros profissionais.

As evidências são as pesquisas clinicamente relevantes, como aquelas que se concentram em pacientes e que prezam pela acurácia dos testes diagnósticos.

O ideal é que haja embasamento científico e que diagnósticos e tratamentos sejam decididos de acordo com a literatura médica, ou seja, de acordo com o que a ciência determina. Vale ressaltar que a base em evidências não nega o valor da experiência pessoal, mas propõe que esta seja alicerçada.